Painel do Startup Summit debate a jornada do investimento em startups, da estruturação de capital de risco ao financiamento sustentável da inovação no país
Nem todo capital é igual, e compreender de onde vem o dinheiro que sustenta o crescimento de startups é essencial para investidores e empreendedores. Investimentos-anjo, fundos de venture capital, private equity e plataformas de crowdfunding formam a base do capital de risco, cada um com regras, riscos e retornos específicos.
No Brasil, o mercado de venture capital tem passado por ajustes significativos em 2025. Dados da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP) apontam que, enquanto o número de rodadas de investimento diminuiu levemente, a profissionalização e a governança dos fundos seguem em alta, reforçando a necessidade de planejamento estratégico e diligência antes de aportar recursos.
“Entender de onde vem o dinheiro é fundamental para qualquer startup ou investidor. Cada tipo de capital tem um papel diferente e exige critérios claros de avaliação, governança e retorno”, afirma Marina Leite, RI & Business Development da Quartzo, que será moderadora do painel “De Onde Vem o Dinheiro? Bastidores do Capital para Startups no Brasil”, no Startup Investment Summit, no dia 27 de agosto, das 14h15 às 14h50, no Palco 07.
A especialista afirma ainda que o caminho do dinheiro para startups no Brasil é multifacetado e exige compreensão das diferentes fontes de capital e suas implicações. Inicialmente, muitos empreendedores recorrem ao autofinanciamento ou ao apoio de amigos e familiares, conhecidos como friends and family. À medida que o negócio ganha tração, o investimento-anjo se torna uma opção viável. Investidores-anjo são pessoas físicas que aportam recursos próprios em startups em estágio inicial, oferecendo não apenas capital, mas também mentoria e acesso a uma rede de contatos valiosa, aumentando as chances de sucesso da empresa.
Posteriormente, as startups podem buscar fundos de venture capital, que são especializados em investir em empresas com alto potencial de crescimento. Esses fundos, como os Fundos de Investimento em Participações (FIP), captam recursos de investidores institucionais e aplicam em startups promissoras, visando retornos significativos.
O painel contará também com outras especialistas do setor, como Maria Rita Spina, fundadora do MIA e conselheira da Anjos do Brasil, e Priscila Rodrigues, Head de FOF Alternatives da XP Asset Management, que vão compartilhar como o capital de risco é ativado, estruturado e direcionado com responsabilidade. A conversa abordará desde investimentos-anjo e educação financeira para empreendedores, passando pela gestão profissional dos fundos de venture capital, até estratégias de financiamento sustentável para startups.
Além disso, o painel antecipa o lançamento de Ponte para Investimentos, livro que tem Marina Leite como co-autora e organizadora e que reúne as principais vozes femininas do ecossistema para responder à pergunta central: como financiar o crescimento sustentável da inovação no país?
O evento, considerado um dos principais encontros de inovação e investimento no Brasil, reúne fundos, aceleradoras, gestores de corporate venture, empreendedores e investidores individuais interessados em conhecer oportunidades, trocar experiências e entender o funcionamento interno do capital de risco.
