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Em junho, Theatro Municipal estreia duas coreografias do Balé da Cidade de São Paulo

CORO UMBRAL, da coreógrafa colombiana Andrea Peña, e até que se abra tudo, da brasileira Michelle Moura. As apresentações acontecem nos dias 20 a 28, na Sala de Espetáculos.

Theatro Municipal de São Paulo. Foto: STIG

Programação do mês reúne diversos eventos, além da estreia do Balé da Cidade de São Paulo, como os concertos Quarteto convida Quaternaglia, Missa Afro Sambas com Coral Paulistano, Orquestra Experimental de Repertório apresenta Assad, Ripke e Stravinsky e Diálogos: Bologne, Mozart e Haydn com Quarteto de Cordas. A agenda apresenta ao público encontros inéditos, estreias mundiais, grandes nomes da música clássica e criações contemporâneas, reafirmando a diversidade artística do Theatro Municipal.

Quarteto de Cordas. Foto: Larissa Paz.

O concerto Quarteto convida Quaternaglia abre o mês no dia 11, quinta-feira, às 20h, na Sala do Conservatório. O Quarteto de Cordas recebe o grupo Quaternaglia, juntos pela primeira vez no palco, apresentando os repertórios próprios, em formações ampliadas para obras e arranjos encomendados a Alexandre Guerra e Sergio Molina. Os ingressos custam R$50, a classificação é livre e a duração é de 60 minutos, sem intervalo.

Em uma celebração ao encontro entre catolicismo, umbanda e os ritmos do Brasil, o Coral Paulistano apresenta Missa Afro Sambas, sob regência de Maíra Ferreira. As apresentações acontecem nos dias 12, sexta-feira, às 20h, e 13, sábado, às 11h, na Sala de Espetáculos, com patrocínio do Scotiabank. Os ingressos custam R$50, a classificação é livre e a duração de 85 minutos, com intervalo.

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Coral Paulistano. Foto: Rafael Salvador.

O repertório destaca o sincretismo religioso brasileiro ao reunir a Missa Afro-brasileira de Batuque e Acalanto, de Carlos Alberto Pinto Fonseca, e os Afro-sambas: I. Lamento de Exu, II. Canto de Xangô, III. Canto de Ossanha (1º interlúdio), IV. Tristeza e Solidão, V. Bocoxê, VI. Canto de Ossanha (2º interlúdio) e VII. Canto de Iemanjá, Baden Powell e Vinicius de Moraes, um marco da música brasileira que valoriza as tradições de matrizes africanas.

Com a participação da flautista Morgana Moreno, claronista Alexandre Ribeiro, contrabaixista Sidiel Vieira, violinista Marlo Júlio e os percussionistas Gabi Guedes, Pedro Pita e Xeina Barros. Demais solistas a serem anunciados.

Orquestra Experimental de Repertório. Foto: Rafael Salvador.

No domingo, 14, às 11h, o concerto Orquestra Experimental de Repertório apresenta Assad, Ripke e Stravinsky, sob regência de Wagner Polistchuk e participação da soprano Larissa Lacerda. Além da estreia mundial de Bonecas de Olívia, de Juliana Ripke, encomendada pelo Theatro Municipal, o repertório tem Bonecos de Olinda, de Clarice Assad, e o clássico Petrushka, de Igor Stravinsky. Os ingressos variam de R$13 a R$50, a classificação é livre e a duração de 60 minutos, sem intervalo.

CORO UMBRAL, de Andrea Peña. Foto: Larissa Paz.

Entre os dias 20 e 28, com o Balé da Cidade de São Paulo apresenta duas estreias, CORO UMBRAL, da coreógrafa colombiana Andrea Peña e até que se abra tudo, da brasileira Michelle Moura. As apresentações acontecem nos dias 20, sábado, e 21, domingo, às 17h; 25, quinta-feira, e 26, sexta-feira, às 20h, 27, sábado, e 28, domingo, às 17h, na Sala de Espetáculos. Os ingressos custam de R$13 a R$100, a classificação é de 16 anos e a duração aproximadamente é de 90 minutos, com intervalo.

CORO UMBRAL tem direção, concepção de Andrea Peña, a coreografia de Andrea Peña, em colaboração com o elenco do Balé da Cidade, e com assistência de coreografia de Rebecca Margolick. A trilha sonora é assinada por Rodolfo Rueda (CIBER1A) e Coppélia LaRoche-Francoeur. A iluminação é de Caetano Vilela, com assistência de Nicolas Marchi, cenografia de Jonas Soares, adereço de cenografia de Victor Ley, costura de cenário de Enrique Casas, figurino de Marina Dalgalarrondo, assistência de figurino de Gabrielle Gobetti e perucaria de Malonna.

Andrea Peña é uma artista multidisciplinar, nascida na Colômbia e radicada em Montreal, que articula coreografia, design e arte instalativa. Fundadora e diretora artística da Andrea Peña & Artists (2014), desenvolve uma prática que investiga interseções entre corpos, materialidades e singularidades em contextos performativos, marcada por sua herança indígena e formação em design industrial e moda. Suas criações constroem ambientes imersivos que exploram vulnerabilidade, resiliência e transformação, promovendo um espaço colaborativo e de pesquisa que reúne dançarinos e designers em obras que rompem estéticas tradicionais, incorporam hibridez e fazem do palco um território de imaginação radical.

até que se abra tudo, de Michelle Moura. Foto: Larissa Paz.

Já até que se abra tudo tem direção, concepção e coreografia de Michelle Moura, dramaturgia de Maikon K e assistência de coreografia de Clarissa Rêgo. A trilha sonora e execução ao vivo ficam a cargo de Kaj Duncan. O design de luz é assinado por Mirella Brandi, o figurino por Thales Cristovão e o acompanhamento de luz por Giorgia Tolaini.

Michelle Moura, bailarina e coreógrafa brasileira radicada em Berlim, começou sua formação em dança na Universidade Estadual do Paraná (Unespar), continuou no CNDC d’Angers (França) e Das Choreography (Holanda). Em suas coreografias gosta de explorar o grotesco, especialmente por deslocar representações ligadas à ideia de feminino e humano. É assim que, em suas obras, dá espaço a uma performatividade do “estranho”. Um estranhamento que também se faz presente na composição coreográfica: repetições e distorções geram vertigens formais, em que gestos mínimos são testados até o seu limite. O estranho se instaura assim como lugar de contaminações e encontros impuros, zona de interrogação para os sentidos.

No dia 25, quinta-feira, às 20h, na Sala do Conservatório, o Quarteto de Cordas retorna com Diálogos: Bologne, Mozart e Haydn, trazendo obras que dialogam com a consolidação do quarteto de cordas no período clássico. O repertório inclui composições de Joseph Bologne, Chevalier de Saint-Georges, além de Haydn e Mozart.

EATRO MUNICIPAL DE SÃO PAULO
O Theatro Municipal de São Paulo é um equipamento da Prefeitura da Cidade de São Paulo ligado à Secretaria Municipal de Cultura e à Fundação Theatro Municipal de São Paulo.

O edifício do Theatro Municipal de São Paulo, assinado pelo escritório Ramos de Azevedo em colaboração com os italianos Claudio Rossi e Domiziano Rossi, foi inaugurado em 12 de setembro de 1911. Trata-se de um edifício histórico, patrimônio tombado, intrinsecamente ligado ao aperfeiçoamento da música, da dança e da ópera no Brasil. O Theatro Municipal de São Paulo abrange um importante patrimônio arquitetônico, corpos artísticos permanentes e é vocacionado à ópera, à música sinfônica orquestral e coral, à dança contemporânea e aberto a múltiplas linguagens conectadas com o mundo atual (teatro, cinema, literatura, música contemporânea, moda, música popular, outras linguagens do corpo, dentre outras).

Oferece diversidade de programação e busca atrair um público variado. Além do edifício do Theatro, o Complexo Theatro Municipal também conta com o edifício da Praça das Artes, concebido para ser sede dos Corpos Artísticos e da Escola de Dança e da Escola Municipal de Música de São Paulo.

Sua concepção teve como premissa desenhar uma área que abraçasse o antigo prédio tombado do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e que constituísse um edifício moderno e uma praça aberta ao público que circula na área.

Inaugurado em dezembro de 2012 em uma área de 29 mil m², o projeto vencedor dos prêmios APCA e ICON AWARDS é resultado da parceria do arquiteto Marcos Cartum (Núcleo de Projetos de Equipamentos Culturais da Secretaria da Cultura) com o escritório paulistano Brasil Arquitetura, de Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz

Quem apoia institucionalmente nossos projetos, via Lei de Incentivo à Cultura: Bradesco, CAIXA Vida e Previdência, Elevadores Atlas Schindler, Mobilize, igc Partners, Scotiabank, CAIXA Seguridade. Pessoas físicas também fortalecem nossas atividades através de doações incentivadas.

SOBRE A SUSTENIDOS
A Sustenidos é uma organização referência na concepção, implantação e gestão de políticas públicas na área cultural que já impactou a vida de mais de 2 milhões de pessoas em 25 anos de atuação. Atualmente, é gestora do Complexo Theatro Municipal de São Paulo, do Conservatório de Tatuí e do Musicou, além do projeto especial MOVE e o festival Big Bang. De 2004 a 2021, também foi gestora do Projeto Guri, maior programa sociocultural brasileiro. Eleita pelo prêmio Melhores ONGs a Melhor ONG de Cultura em 2018 e uma das 100 Melhores ONGs do Brasil em 2022, a Sustenidos conta com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, da Prefeitura Municipal de São Paulo e outras, de empresas e pessoas físicas. As instituições interessadas em investir na Sustenidos podem contribuir por verba livre ou através das Leis de Incentivo à Cultura (Federal e Estadual). Pessoas físicas também podem ajudar de diferentes maneiras. Saiba como contribuir no site da Sustenidos.


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