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A História de São Paulo e suas transformações é fio condutor para 27 atividades culturais gratuitas nesta semana

São Paulo, janeiro de 2026 – A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e da Coordenação do Sistema Municipal de Bibliotecas, leva às últimas agendas culturais pelo programa Biblioteca Viva nas bibliotecas e pontos e bosques de leitura nesta semana, com fio condutor sobre o desenvolvimento de São Paulo, seja em relação a sua identidade, arquitetura, mitos e lendas e cultura, bem como as múltiplas histórias que a cidade se instaura como cenário. Todas as atividades culturais são gratuitaslivres para todos os públicos e isentos de inscrição ou retirada de senhas.

Um dos destaques da programação Biblioteca Viva de janeiro, tendo rodado em sete espaços de leitura, a contação de histórias “Fantasmas da São Paulo Antiga”, da Cia Mapinguary, propõe um mergulho no imaginário popular da cidade a partir de narrativas que abordam sua arquitetura, paisagens e personagens históricos. Com música ao vivo, suspense e oralidade, o espetáculo revisita lendas urbanas do século XIX, revelando como a cidade se transforma e preserva suas memórias. As apresentações acontecem no dia 28 de janeiro, às 10h, na Biblioteca Helena Silveira; 29 de janeiro, às 14h, na Biblioteca Prestes Maia; 30 de janeiro, às 14h, na Biblioteca Álvares de Azevedo; e 31 de janeiro, às 11h, na Biblioteca Anne Frank.

“Afrografias e Memórias: Contando São Paulo”, outra contação de histórias integrante à agenda, desta vez da Cia Kaçulas de Teatro, destaca a contribuição de dois artistas negros fundamentais para a história cultural da cidade: Carolina Maria de Jesus e Mário de Andrade. Voltada ao público infantil, a atividade propõe reflexões sobre diversidade, desigualdade social e a construção da cidade a partir de múltiplas vozes e experiências. As apresentações acontecem no dia 28 de janeiro, às 10h, na Biblioteca Paulo Sérgio Duarte Milliet; 29 de janeiro, às 10h, na Biblioteca Milton Santos; e 30 de janeiro, às 10h, na Biblioteca Lenyra Fraccaroli.

A última agenda de literatura é a contação “Contos e Encantarias Africanas”, da Cia Pé do Ouvido, que conduz o público por narrativas tradicionais de diferentes regiões da África, mediadas pela música e pela oralidade. Ao valorizar matrizes culturais africanas, a atividade amplia o olhar sobre a formação cultural de São Paulo e suas conexões históricas. As apresentações acontecem no dia 31 de janeiro, às 11h, no Bosque de Leitura Lions Clube Tucuruvi, e às 15h, no Ponto de Leitura Parque São Rafael.

 

Música

Para música, a agenda do Biblioteca Viva de janeiro conta com o projeto musical “Os Sons da Paulicéia”, com Rogério Silva e Gustavo Godoy, que propõe uma jornada afetiva pela identidade sonora de São Paulo, percorrendo diferentes períodos e movimentos da música paulistana — do samba às experiências da Lira e da Vanguarda Paulistana. Ao celebrar os sons que moldaram a cidade, o espetáculo convida o público a refletir sobre as transformações culturais e os sotaques que formam a Paulicéia. As apresentações acontecem no dia 28 de janeiro, às 15h, na Biblioteca Jayme Cortez (CCJ); 29 de janeiro, às 14h, na Biblioteca Sylvia Orthof; 30 de janeiro, às 14h, na Biblioteca Malba Tahan; e 31 de janeiro, às 11h, na Biblioteca Raul Bopp.

Há ainda uma atividade interessante: o concerto didático “Brincando de Orquestra”, da Orquestra de Formação Alberto Nepomuceno. Crianças e seus familiares exploraram a música instrumental de forma participativa. A atividade propõe jogos sonoros, demonstrações e uma composição coletiva criada ao vivo, evidenciando como a experiência musical também transforma a relação do público com a cidade e seus espaços culturais. As apresentações acontecem no dia 31 de janeiro, às 11h, no Bosque de Leitura Parque do Trote, e às 15h, no Ponto de Leitura Parque do Piqueri.
Já o “Samba de Todas as Bossas”, do Vocal Lira Urbana, celebra o samba e a bossa nova por meio de arranjos vocais que revisitam compositores fundamentais do cancioneiro popular brasileiro, gêneros que acompanharam e narraram as transformações da cidade ao longo do tempo. A apresentação acontece no dia 31 de janeiro, às 11h, no Ponto de Leitura Jardim Lapenna.

 

Teatros

Para os amantes da quinta arte, o espetáculo “Voando nas Memórias”, da Tricotando Palavras Arte e Cultura, propõe uma reflexão poética sobre a transformação da cidade a partir da relação entre urbanização e natureza. Pela perspectiva de pássaros e animais que resistem em meio ao concreto, a encenação convida o público a revisitar paisagens esquecidas e a repensar a convivência entre cidade e meio ambiente. As apresentações acontecem no dia 31 de janeiro, às 11h, no Ponto de Leitura Olido, e às 15h, no Bosque de Leitura Parque Jardim da Luz.
Enquanto a peça “O Encantamento da Rabeca”, o grupo Buraco d’Oráculo apresenta histórias de transformação vividas por mulheres brincantes, articulando tradição e invenção por meio dos folguedos populares ligados ao universo da rabeca. O espetáculo estabelece um diálogo entre passado e presente, evidenciando como as tradições se reinventam e continuam moldando a cultura da cidade. As apresentações acontecem no dia 31 de janeiro, às 11h, no Ponto de Leitura Severino do Ramo, e às 15h, no Bosque de Leitura Lajeado.

 

Artes Integradas

Entrando na reta final de atividades disponíveis gratuitamente para toda a família, o circo “Um Aniversariante Inusitado”, da Trupe de Peripécias, utiliza o humor e a interação com o público para transformar o espaço urbano em cenário de festa e surpresa. A partir de uma situação inusitada vivida por dois palhaços, o espetáculo convida a plateia a participar ativamente da narrativa, celebrando a cidade como lugar de encontro e convivência. As sessões acontecem no dia 28 de janeiro, às 14h30, na Biblioteca Amadeu Amaral; 29 de janeiro, às 14h, na Biblioteca Marcos Rey; e 30 de janeiro, às 11h, na Biblioteca Roberto Santos.

Encerrando a programação do Biblioteca Viva“Sarau Memórias, Chá, Bolo e Poesia” promove encontros intimistas que resgatam lembranças pessoais e coletivas ligadas aos bairros e às histórias de vida dos participantes. A partir da leitura e dramatização de poemas de autores paulistanos clássicos e contemporâneos, o sarau cria um espaço de escuta e partilha, evidenciando como a cidade se constrói também pela memória afetiva de quem a vive. O sarau acontece no dia 28 de janeiro, às 10h, na Biblioteca Brito Broca; 29 de janeiro, às 14h, na Biblioteca Érico Veríssimo; 30 de janeiro, às 15h, na Biblioteca Ricardo Ramos; e 31 de janeiro, às 12h, na Biblioteca Alceu Amoroso Lima.

 

A programação completa das bibliotecas de bairro e dos bosques e pontos de leitura, além de outras novidades e avisos, você encontra no site da CSMB e em nossa redes social. Informações gerais estão disponíveis nas redes sociais e no site da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. Consulte online os acervos da biblioteca da cidade aqui

 

Sobre a Coordenação do Sistema Municipal de Bibliotecas (CSMB)

A Coordenação do Sistema Municipal de Bibliotecas (CSMB) é um núcleo filiado à Secretaria de Cultura e Economia Criativa da cidade de São Paulo, responsável direta pela administração de 84 equipamentos culturais ao redor da cidade, incluindo 51 bibliotecas de bairro – além da Biblioteca Infantojuvenil Monteiro Lobato e as bibliotecas Jayme Cortez, Paulo Setúbal, Paulo Duarte, Prefeito Prestes Maia e José Paulo Paes dentro dos Centros Culturais da Juventude e Penha, respectivamente – e 29 Serviços de Extensão estabelecidas em praças e parques por meio dos Pontos e Bosques de Leitura. Tendo origem desde a década de 30 como Divisão de Bibliotecas do Departamento de Cultura e reajustada como CSMB desde 2005, tem como objetivo integrar todas as bibliotecas públicas municipais e tornar mais eficiente o desenvolvimento de suas políticas, serviços e estrutura informacional. A fim de promover iniciativas que atendam às necessidades de prover amplo acesso à informação, cultura, leitura e produção de conhecimento, a Coordenação do Sistema Municipal de Bibliotecas promove em seus espaços cursos, oficinas e atrações artísticas mensais e gratuitas para todos os públicos – por meio de programas como “Biblioteca Viva”, “Feira de Trocas de Livros”, “Pegue, Leve e Leia”, “Bibliotecas Temáticas” – e o primeiro serviço de streaming gratuito de leitura – o BiblioSP, que conta com mais de 17 mil livros para leitura online e download.

 

Sobre a Secretaria de Cultura e Economia Criativa

A Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (SMC) de São Paulo, fundada em 1935 como Departamento de Cultura e Recreação, promove a cultura e impulsiona a economia criativa da cidade. Com mais de 90 anos de atuação, valoriza a diversidade cultural, preserva patrimônios e forma profissionais para a indústria criativa. Com uma rede abrangente, a SMC administra 13 Centros Culturais, 7 Teatros Municipais, 20 Casas de Cultura, além da Casa de Cultura Cidade Ademar, que será inaugurada em 2025, 2 museus (sendo o Museu da Cidade de São Paulo – composto de 13 unidades – e o Museu das Culturas Brasileiras em fase de obras), 54 Bibliotecas de Bairro, 15 Pontos de Leitura e 15 Bosques de Leitura, 6 EMIAs (Escolas Municipais de Iniciação Artística) e 3 unidades da Rede Daora – Estúdios Criativos das Juventudes. A SMC ainda atende 104 equipamentos de cultura e CEUs por meio do PIAPI (Programa de Iniciação Artística para a Primeira Infância), PIÁ (Programa de Iniciação Artística) e Programa Vocacional.


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