UMA VIDA BOA prorroga temporada no Teatro Eva Herz até dia 30 de junho

Com direção de Diogo Liberano e texto de Rafael Primot, espetáculo traz no elenco Amanda Mirásci, Daniel Chagas e Julianne Trevisol. Peça recebeu indicações aos prêmios Cesgranrio e APTR no Rio de Janeiro em 2015

Sucesso de público e crítica, Uma vida boa prorroga temporada em São Paulo até dia 30 de junho no Teatro Eva Herz. Com direção de Diogo Liberano e texto de Rafael Primot, o espetáculo traz Amanda Mirásci como protagonista e idealizadora do projeto ao lado de Pablo Sanábio. Daniel Chagas e Julianne Trevisol completam o elenco da peça, o mesmo desde 2014 quando estreou no Rio de Janeiro.

Baseado em uma história real ocorrida nos Estados Unidos em dezembro de 1993, Uma vida boa apresenta a história de B., um homem nascido num corpo de mulher, que enfrenta as consequências de sua decisão e acaba sendo assassinado por isso. O fato que deu origem ao espetáculo inspirou também o documentário The Brandon Teena Story (1998) e o filme Meninos não choram (1999).

Uma vida boa propõe uma discussão ampla que vai além da questão da sexualidade e da transexualidade.  É peça sobre amor e também sobre a intolerância humana. “Estava em busca de um trabalho que pudesse ter um forte impacto sobre o público e, quando cheguei a esse acontecimento real, eu mesma fiquei impactada com a beleza e a violência dele. Interpretar um transexual me exigiu uma composição muito delicada e um estudo muito longo e aprofundado”, lembra Amanda.

Para compor o personagem B., Amanda assistiu a diversos documentários e filmes como Tomboy (2011), além de estudar o livro Viagem solitária(2011) de João Nery, o primeiro transhomem a ser operado no Brasil. “Pude perceber como esse assunto ainda é desconhecido para muitas pessoas. Escutamos coisas como ‘aquela menina que se veste de menino’ ou ‘aquele menino que finge que é menina’, porém, não é nada disso. É um dilema humano e profundo, sobre uma pessoa que, de fato, sente e acredita ter nascido no corpo errado”, conta a atriz.

Para a criação da dramaturgia, Rafael Primot se baseou naquilo que foi publicado na imprensa na época da tragédia. No entanto, mais do que tentar ser fiel aos fatos, o dramaturgo informa: “aproveitei situações reais, mas busquei criar uma nova narrativa a partir do real”. Assim, em Uma vida boa, o que se apresenta é a mesma história, porém, através de uma cronologia descontinuada, que visa oferecer ao público deslocamentos entre o tempo presente e o fato ocorrido no passado.

A partir dos desafios da dramaturgia, a cenografia, composta por Brunella Provvidente, apresenta estruturas finas de aço que remetem a portas, janelas e molduras vazadas, sugerindo um espaço frágil tal como parece ser a memória e também a vertigem acelerada da atualidade. A estética do espetáculo inspira-se nas cores e pinturas do anglo-irlandês Francis Bacon, apresentando um jogo de revelações e ocultamentos, tal como parece ser o dilema vivido por B..

É nesse universo que o diretor Diogo Liberano propõe o seguinte jogo de cena: “na memória, encenamos o fato tal como ele aconteceu, logo, as personagens vivem aquela história sem possibilidade de modificá-la. Já no espaço da atualidade, flagramos estas personagens no tempo presente, reféns de alguma consciência crítica sobre os fatos do passado que, hoje, podem apenas ser lembrados. O espaço da memória só está vivo porque as personagens se lembram dessa história hoje, no mesmo tempo em que o público que vai ao teatro”, explica o diretor.

Uma vida boa estreou em março de 2014 no Teatro Oi Futuro do Flamengo no Rio de Janeiro. Em julho do mesmo ano, fez segunda temporada no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF). A peça recebeu três indicações ao prêmio Cesgranrio 2015(melhor texto para Rafael Primot, melhor atriz para Amanda Mirásci e melhor iluminação para Daniela Sanchez) e duas indicações ao prêmio APTR 2015 (melhor atriz para Mirásci e melhor iluminação para Sanchez, tendo sido vencedor nessa última categoria).

SINOPSE
Escrito por Rafael Primot e dirigido por Diogo Liberano, o drama Uma vida boa é baseado na história real de Brandon Teena (também apresentada no filme “Meninos não choram”) e nos acontecimentos que o tornaram vítima de um crime de ódio em dezembro de 1993 nos Estados Unidos. A peça apresenta a história de um rapaz nascido em um corpo de mulher e a sua luta por ser quem ele era: um homem.

FICHA TÉCNICA
Texto: Rafael Primot
Direção: Diogo Liberano
Elenco: Amanda Mirásci, Daniel Chagas e Julianne Trevisol
Diretora assistente: Dominique Arantes
Trilha sonora original: Diogo Ahmed Pereira
Iluminação: Daniela Sanchez
Figurinos: Bruno Perlatto
Cenário: Brunella Provvidente
Assistente de cenografia: Ana Machado
Direção de movimento: João Pedro Madureira
Preparação vocal: Verônica Machado
Projeto gráfico: Daniel Vides Veras
Design gráfico: Ale Pessôa
Diretor de Palco: Fernando Queiroz
Mídias sociais: Teo Pasquini
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Foto de cena: Renato Mangolin
Foto de divulgação: Sérgio Baia
Produção local: Andreia Porto
Produção geral: Amanda Mirásci
Idealização: Pablo Sanábio
Realização: Arrakasta Produções Artísticas

SERVIÇO TEATRO EVA HERZ

Espetáculo:Uma vida boa
Temporada: 6 de abril a 30 de junho de 2017
Dias e horários: quintas e sextas, às 21h 

Após o espetáculo, o elenco faz um debate com a plateia.

Teatro Eva Herz
Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073 – Bela Vista, São Paulo
Telefone: (11) 3170-4059
164 lugares
16 anos
60 minutos
R$ 40
Vendas: Ingresso Rápido

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