Sibite – Plataforma de Financiamento Coletivo para Cultura

crowdfunding brasileiro vive agora um novo momento. Crossfunding – essa é a palavra que o define, segundo Bruno Beauchamps, do site de investimento coletivoSibite (www.sibite.com.br). Ele fala com propriedade e conhecimento de causa, tanto do universo de crowdfunding quanto do mercado brasileiro. Está a frente doSibite desde 2009 – o site iniciou suas operações em setembro de 2011, numa parceria de Bruno com Felipe Gini (cientista político), Raphael Beltran (empresário) e André Lins (desenvolver web). O Sibite conta ainda com aporte da Outsource, sócia e aceleradora do Vale do Silício, nos EUA. Para Beauchamps, jovem empreendedor de 30 anos, combinar modelo tradicional de captação com a capilaridade do crowdfunding é o caminho para projetos culturais brasileiros. Ele acredita que o sucesso depende muito da capacidade empreendedora de quem o realiza.

“É possível transformar o modo de se viabilizar projetos no Brasil. Quando comecei com o Sibite, muitos diziam que brasileiro não investe, muito menos em projeto cultural alheio. Hoje temos números para mostrar que estavam errados”, pontua. OSibite soma atualmente mais de 140 projetos realizados e quase R$ 3,2 milhões captados. Merecem destaque projetos como os documentários sobre o artista Hélio Oiticica e sobre o jornalista Tim Lopes, ambos premiados no Festival do Rio em 2012 e em 2013. Outro sucesso que ganhou as ruas graças à campanha virtual foi o bloco de carnaval Tarado Ni Você, que em 2015 reuniu 40 mil foliões na cidade de São Paulo.

E o pequeno, porém bravo e resistente pássaro sibite, que inspirou e representa a logomarca da empresa prepara para alçar novos voos. Estão na fornada três grandes projetos: Primeiro Prêmio ONU – Escola de cinema Darcy Ribeiro,Xibô – a vida e a obra de Sérgio Rodrigues e SSEX BBOX. Para o projeto ONU-Escola de cinema Darcy Ribeiro, os três melhores filmes realizados por estudantes de cinema de escolas técnicas e universitárias serão exibidos nos principais festivais brasileiros do setor e em eventos da Cúpula do Clima da ONU, a ser realizada em dezembro deste ano. A idealização ocorre também por conta dos 70 anos da ONU. O Segundo projeto consiste na realização de um documentário sobre o designer de móveis Sérgio Rodrigues. As contrapartidas incluem a aquisição de móveis do artista. Já SSEX BBOX – Sexualidade Fora da Caixa traz a primeira realização no formato de uma conferência internacional do grupo que busca justiça social e procura dar visibilidade ao debate em relação às questões de gênero e sexualidade em várias partes do mundo.

Bruno Beauchamps também tem se dedicado a palestrar sobre o temacrowdfunding/crossfunding para instituições de ensino e iniciativas como a Chivas Spirit (evento voltado para reunir diversos empreendedores sociais em diversas áreas) e palestra para a Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), a ser realizada em 3 de julho de 2015. Para Beauchamps, o mercado brasileiro ainda esbarra no conhecimento e na formação dos profissionais envolvidos. Mas, longe de ver como empecilho, anima-se para atuar no preparo das pessoas.

 

Sobre Bruno Beauchamps

Atua há mais de 10 anos no mercado de produção cultural, ora como executivo, ora tocando projetos na condição de diretor-produtor-roteirista. Começou a carreira negociando obras audiovisuais para a distribuidora Lumière EBA. Em Paris, trabalhou na área de merchandising da distribuidora Bac Films, onde também concluiu seu curso de direção cinematográfica. De volta ao Brasil, foi contratado pela Investimage como coordenador de produção e negociação de obras brasileiras para o mercado internacional. Constam no currículo curtas e longas-metragens de diretores renomados, como o premiado Madame Satã (de Karin Aïnouz), Casseta & Planeta – seus problemas acabaram (de Lula Buarque de Hollanda) e Lula – o filho do Brasil (de Fábio Barreto).

Em 2011, Bruno fundou o Sibite, a primeira plataforma de crossfunding – modelo de captação “crowdfunding” que permite a participação de empresas – do Brasil. Com apenas 32 meses de mercado, a startup fundada pelo cineasta paulistano tirou centenas de projetos do papel.

Visite o site: www.sibite.com.br

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