Peça premiada, Sínthia volta em temporada na reabertura do Capobianco

Peça premiada, Sínthia volta em temporada na reabertura do Capobianco

 

Capobianco, Construcap e Goiasa apresentam

VELHA COMPANHIA em Sínthia

 

APCA de melhor direção para Kiko Marques,

Sínthia volta em temporada dia 3 de abril

na reabertura do Instituto Capobianco

 

Espetáculo que nasceu e foi gestado no Instituto Cultural Capobianco, Sínthia reestreia dia 3 abril, com sessões às segundas e terças, às 20h, no espaço onde fez sua primeira leitura dramática, em 2013, no Projeto Terceira Margem III. A nova temporada do espetáculo é também uma realização do Instituto Cultural Capobianco e tem patrocínio da Construcap e Goiasa.

 

Escrita e dirigida por Kiko Marques, a peça ganhou prêmio APCA de Melhor Direção, além de receber indicação ao Shell por Direção e Atriz para Denise Weinberg, convidada da Velha Companhia. O espetáculo recebeu também indicações Prêmio Aplauso Brasil de Melhor Diretor e Autor para Kiko Marques, Melhor Trilha Original para Tadeu Mallaman e Melhor Atriz coadjuvante para Virgínia Buckowski.  No elenco estão Henrique Schafer, Alejandra Sampaio, Virgínia Buckowski, Kiko Marques, Marcelo Diaz, Marcelo Marothy, Willians Mezzacapa e Valmir Sant’anna. Sobre esta peça, segue release separado. Ambas as obras tiveram leituras dramáticas no instituto.

 

Além da encenação de Sínthia, as ações de incentivo e fomento à dramaturgia do Instituto Cultural Capobianco (que reuniu, nos últimos anos, alguns dos maiores autores contemporâneos do país para leituras públicas de espetáculos, workshops e debates) também incluem o lançamento de livros dos três autores premiados no 1º Concurso Nacional de Dramaturgia do Instituto Cultural Capobianco: Alguém Sabe Quem é Quem? (Sergio José Meurer), O Morto (Frank Borges Espindola) e Lua Para Vagões Passarem (Ygor Fiori).

 

Sobre Sínthia (trecho retirado do release da Morente Forte)

 

Durante dois anos, os artistas da Velha Companhia ficaram imersos numa pesquisa que deu origem ao novo texto de Kiko Marques (ganhador dos prêmios Shell, APCA, Aplauso Brasil e Qualidade Brasil pelo espetáculo CAIS ou Da Indiferença das Embarcações). Com o apoio do 24º Fomento ao Teatro da cidade de São Paulo e do Instituto Cultural Capobianco, puderam realizar um vasto ciclo de palestras, pesquisa histórica e improvisações cênicas em cima dos temas Transgeneridade e Ditadura.

 

Num tempo de imposições, Vicente, um músico clássico esperado por sua mãe como menina, sente compaixão.

 

A companhia convidou a atriz Denise Weinberg para assumir a mãe de Vicente, e para participar de toda a pesquisa do projeto Sínthia ao longo de dois anos. O ator Henrique Schafer pela primeira vez trabalha com a companhia e faz o papel do pai de Vicente, interpretado por Marques. Diversas pessoas contribuíram de maneira fundamental no processo, realizando palestras e levando importante referência histórica e pessoal, como Amelinha Teles, a dramaturga Jo Clifford, os professores Maurício Cardoso e Marco Napolitano e o pesquisador Ricardo Cardoso, entre outros.

 

Sínthia tem origem numa experiência pessoal. Nasci em 31 de março de 1965, um ano exato após o golpe que depôs o presidente João Goulart, mergulhando o país numa ditadura. Meu pai era oficial da PM do Rio de Janeiro na época. Minha mãe teve dois irmãos homens e dois filhos também homens antes de mim. Muito por isso fui esperado por ela como menina. A partir do mote de uma mulher encarcerada num mundo machista, do paradigma da repressão como forma de amor, e da questão da identidade de gênero, resolvi criar uma obra que falasse de compaixão. A peça conta as histórias de Maria aparecida e seu caçula Vicente, desde seu nascimento em 1968 até o natal de 2013 quando chega para a ceia vestido como Sínthia, nome que teria se tivesse nascido menina. Fala de uma transformação necessária  e ininteligível como tudo o que é necessário, e sobre a incapacidade de aceitar aquilo que não se possui. “Matamos aquilo que não entendemos.” Escrita em 2014, a obra mais do que nunca se mostra atual  e necessária pela maneira como a intolerância alicerçada em certezas e interesses, vem se tornando o modo principal de nos relacionar tanto no campo pessoal como social”.

                                                                                      Kiko Marques

 

Sobre a Companhia

 

A Velha Companhia surgiu em 2003 em São Paulo. Foi formada por Kiko Marques, Alejandra Sampaio e Virgínia Buckowski. Desde então, sua pesquisa continuada, com enfoque numa dramaturgia que nasce de um processo colaborativo, bem como montagens de textos que dialogam com essa pesquisa, gerou os seguintes espetáculos: Valéria e Os Pássaros, de José Sanchis Sinisterra (2015) Cais ou Da Indiferença das Embarcações (2012/13/14/15/16), O Travesseiro (2011/10/09), Ay, Carmela! (2011/10/09/08), Crepúsculo (2006/05) e Brinquedos Quebrados (2004/03).

 

Ficha Técnica:

Autoria e Direção: Kiko Marques. Elenco: Denise Weinberg (Maria Aparecida). Henrique Schafer (Luiz Mário).Alejandra Sampaio (Maria Aparecida). Virgínia Buckowski (Nôra e Ana). Kiko Marques (Vicente). Marcelo Diaz (Ico, músico e médico). Willians Mezzacapa (Cezinha, músico e carcereiro). Marcelo Marothy (Luizinho, músico e paisano). Valmir Sant’anna (Conrado e funcionário IML). Diretora de Produção:  Patricia Gordo. Cenografia: Chris Aizner. Desenho de Luz: Marisa Bentivegna. Figurinos: Fábio Namatame. Direção Musical e Trilha Original: Tadeu Mallaman. Preparação e Desenho de Movimento: Fabrício Licursi. Consultora Vocal: Fernanda Maia. Consultor Histórico: Ricardo Cardoso.  Assistente no processo dramatúrgico: Cristina Cavalcanti.  Colaboradores do processo dramatúrgico: Marcelo Laham e Maurício de Barros. Quarteto de Cordas: Violino (Mica Marcondes), Violino (Alice Bevilaqua), Viola (Elisa Monteiro) e Cello (Vana Bock).

 

Serviço

Sínthia. Reestreia dia 3 de abril. Temporada – Segundas e terças às 20h. Ingressos – R$ 20,00. Instituto Cultural Capobianco. Endereço: R. Álvaro de Carvalho, 97 – Centro, São Paulo – SP, 01050-070. Metrô Anhangabaú. Duração: 165 minutos. Recomendação: 14 anos. Capacidade: 50 lugares (espaço subterrâneo). Telefone: (11) 3237.1187. Bilheteria abre meia antes do começo do espetáculo nos dias de apresentação. Estreou em agosto der 2016. Vendas: www.compreingressos.com . Até dia 13 de junho.

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