mostra de dança

Mostra do Fomento à Dança chega à XI edição

Evento acontece entre os dias 21 de novembro e 10 de dezembro e aproxima o público das investigações e criações dos grupos contemplados nas edições do Fomento,

 

além de valorizar os artistas e seus espaços pela cidade de São Paulo

 

 

Abertura será feita no CRD pelo grupo musical Os Escolhidos, formado por imigrantes e refugiados da República Democrática do Congo; eles cantam em lingala, kikongo, swahili, inglês, francês e português – de diferentes gêneros musicais do Congo, como rumba congolesa e zouk

 

 

A  Mostra do Fomento à Dança chega à sua XIª edição reunindo artistas, técnicos e produtores envolvidos nos projetos contemplados nas edições do Programa Municipal de Fomento à Dança de 2016 e 2017. Com 28 núcleos artísticos, 13 espaços independentes, 7 ações de rua, 4 obras na Mostra de Vídeos, 3 workshops/laboratórios/residências, 3 palestras/bate-papos, 2 lançamentos/publicações, o Prêmio Denilto Gomes e a Mostra Corpos Nômades, o evento  mantém um de seus pilares de dialogar com a cidade e a população, ao apresentar as criações, investigações e questionamentos dos trabalhos selecionados.

Ela acontece entre os dias 21 de novembro e 10 de dezembro e o foco desta edição está na relação entre os artistas e seus espaços – potencializados graças ao apoio do Fomento –, que são de extrema importância para a continuidade das produções e, ainda, geograficamente significativos para a cidade de São Paulo, como Caleidos, Capital 35, Kasulo, O Lugar e Próxima Cia.

Destaque desta edição, o público também terá a chance de assistir, durante a Mostra, apresentações de artistas e núcleos que ajudaram a consolidar a dança contemporânea na cidade de São Paulo, de diferentes gerações, como Marta Soares, Sandro Borelli, Key Zetta, Zumbi.Boys, Plataforma Shop Sui, entre outros.

O Fomento é um movimento construído pela classe da dança paulistana desde 2005, uma conquista política, fruto da articulação dos artistas locais. Este ano, marcado por inúmeras manifestações e resistência, trouxe também algo fundamental: o reencontro entre os envolvidos nos projetos. A Mostra tem, portanto, um caráter de força e de união entre os participantes e, acima de tudo, quer difundir a dança contemporânea produzida ao longo dos anos na cidade.

 

Abertura

O grupo Os Escolhidos, formado em 2014 por imigrantes e refugiados da República Democrática do Congo, inaugura a mostra no dia 21 de novembro, às 19h, no Centro de Referência da Dança (CRD).  Seu repertório, em diferentes idiomas – lingala, kikongo, swahili, inglês, francês e português -, apresenta gêneros musicais como rumba congolesa, zouk e outros estilos da região do Congo.

Ao longo das semanas da Mostra, o público confere um dos destaques da Mostra, a ocupação dos espaços de grupos que foram de grande importância para a ampliação da dança contemporânea da cidade. Na Capital 35, por exemplo, se apresenta a Fragmento Cia de Dança, com Movimento Compartilhado Eu Outro, no dia 25. No Kasulo, Silvia Geraldi Cia de Dança mostra Ensaio sobre as pequenas distâncias, estudo para o infinito #3, no dia 26; e a Plataforma Shop Sui, A Máquina de Amnésia, no dia 2 de dezembro.

Já no Espaço Caleidos, na Lapa, nos dias 27 e 28, o Grupo Zumb.boys dança Ladrão, um dos destaques de seu repertório. No mesmo lugar, a Caleidos Cia de Dança mostra A Notícia, nos dias 2 e 3 de dezembro.

Veja a programação completa abaixo

Pelas ruas

Como em anos anteriores, a Mostra também ocupa as ruas da cidade, com ações em diferentes pontos do centro e na avenida Paulista.

Entre os destaques, Avoa! Núcleo Artístico leva seu Solos de rua – Atamento 1: COISA para a Rua XV de Novembro esquina com a Rua do Tesouro, em apresentações de 28 a 30 de novembro. Baseado no manifesto As Embalagens, do encenador polonês Tadeusz Kantor (1915-1990), nesse jogo coreográfico quatro dançarinos e uma grande lona plástica, afetam-se mutuamente em espaços públicos de grande circulação, misturando-se à paisagem local.

Na avenida Paulista, na altura do número 491, a DUAL Cena Contemporânea apresenta Chulos, espetáculo inspirado na Folias de Reis e revela fragilidades sociais escondidas sob o esplendor das festas populares brasileiras.

No Baixo Libertas (Baixo do Viaduto Júlio Mesquita Filho entre as ruas Abolição e Major Diogo – Bixiga), dia 4 de dezembro, Luís Ferron apresenta Libélula de Vidro, um mergulho no espaço de tempo envolvendo nascimento e morte.

No mesmo espaço, o Terreyro Coreográfico, no dia 6, faz o lançamento de sua publicação Mitológicas, que contempla os três primeiros anos do trabalho nessa local, e, em seguida, faz um cortejo de dança pelas ruas.

 

Mostra de vídeos

De 22 de novembro a 6 de dezembro, acontece a Mostra de Vídeos, no Centro de Referência da Dança e na Galeria na Oficina Cultural Oswald de Andrade, com trabalhos desenvolvidos por Núcleos Artísticos fomentados nos últimos anos. Destaque para o Programa Retratos, da Cia. Sansacroma, os documentários Ruth Rachou: Dança Afetos Resistência – parceria entre Ruth Rachou e o MUD – Museu da Dança -; Maria Meló e o Método Cecchetti: a maestria na arte de ensinar balé – parceria Núcleo de Improvisação e MUD – Museu da Dança; II Encontro Mulheres Negras na Dança, da Nave Gris Cia. Cênica.

Oficinas e Workshops

Como também em outras edições, a Mostra do Fomento à Dança contempla outras formas de aproximações com o público. Este ano, Cristian Duarte em Companhia faz: a Lab-performance: O que realmente está acontecendo quando algo acontece?. No fim do processo, os participantes também estão em cena na performance que será no dia 26 de novembro.

A Cia Carne Agonizante, dirigida por Sandro Borelli, nos dias 28 e 29 de novembro, dará a oficina Corpo como Instrumento Reflexivo e Político. Nos dias 27 e 30, o Grupo Vão faz seu workshop com Lineker.

Palestras e bate-papo

O Centro de Referência da Dança recebe o público para as três palestras e bate-papo previstos nesta edição. No dia 24 de novembro, a dançarina, atriz, coreógrafa e gestora cultural Gal Martins fala ao lado do diretor, DJ, diretor musical e professor Eugênio Lima sobre Poéticas e políticas do corpo negro em Cena, na dança e no teatro.

 

No dia 25, Bruno Garrote, doutor em Filosofia e Teoria do Direito, e professor de Yoga e Contato e Improvisação faz a palestra: Contato Improvisação: movimentando o inefável.

Para finalizar, no dia 4 de dezembro, as professoras Erin Manning (Canadá) e Christine Greiner falam sobre Reflexões sobre pesquisa-criação: curto-circuito das certezas.

V Prêmio Denilto Gomes de Dança

No dia 6 de dezembro, no Centro de Referência da Dança, a Cooperativa Paulista de Dança apresenta, pelo 5º ano consecutivo, o Prêmio Denilto Gomes de Dança, contemplando espetáculos e profissionais da área que estrearam em 2017.

Desde a primeira edição, o prêmio procura ampliar o reconhecimento da produção do artista da dança no Estado de São Paulo.

X Mostra Lugar Nômade de Dança

Nesta décima edição, a Mostra Lugar Nômade da Dança, realizada pela Cia. Corpos Nômades, faz uma parceria com a XI Mostra de Fomento à Dança de São Paulo e busca trazer um recorte do panorama da produção atual de dança contemporânea, bem como de novas pesquisas e de provocações estéticas, com uma programação envolvendo espetáculos, workshops e bate-papos.

Entre os dias 01 e 10 de dezembro de 2017, a sede da Cia Corpos Nômades, batizada de Espaço Cênico O Lugar, recebe quinze espetáculos de dança, dois workshops e bate-papos. A direção artística da mostra é do coreógrafo João Andreazzi e a Cia. Corpos Nômades conta com o aporte do 20º Programa Municipal de Fomento à Dança de São Paulo e da parceria com O Boticário na Dança, através do PROAC-ICMS (Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo).

Serviço:

XI Mostra do Fomento à Dança De 21 de novembro a 06 de dezembro de 2017

Abertura: Os Escolhidos – dia 21/11, terça-feira, 19h, no Centro de Referência da Dança (Baixos do Viaduto do Chá s/n – ao lado do Theatro Municipal – Centro).

Locais de realização

Casa de Cultura M’Boi Mirim (Av. Inácio Dias da Silva, s/nº – Piraporinha | Tel: 5514-3408);

Casa do Povo (Rua Três Rios, 252 – Bom Retiro | Tel: 3227-4015);

Capital 35 (R. Capital Federal, 35 – Perdizes | Tel.: 99934-2661);

Centro de Referência da Dança – CRD (Baixos do Viaduto do Chá s.n., Galeria Formosa – Centro | Tel. 3214 3249/95301-3769);

CEU Heliópolis (Estr. das Lágrimas, 2385 – São João Climaco | Tel.: 2353-4308);

EMEI Dona Leopoldina (R. Peribebui, s/n – Alto da Lapa | Tel: 3832-3632);

Espaço Cênico O LUGAR (R. Augusta, 325 – Consolação | Tel.:  3237-3224);

Espaço Cultural A Próxima Companhia (Rua Barão de Campinas, 529 Campos Elísios | Tel.: 3331-0653); FUNARTE (Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos | Tel. 3662-5177);

Galeria Olido (Av. São João, 473 – Centro | Tel: 3331-8399);

Instituto Caleidos (Rua Mota Pais, 213 Vila Ipojuca – Lapa | Tel.: 3021 4970);

Kasulo Espaço De Cultura E Arte (Rua Souza Lima, 300 – Barra Funda |Tel.: 3666-7238);

Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro | Tel.: 3222-2662/3222-4683); Teatro Alfredo Mesquita (Avenida Santos Dumont, 1770 – Santana | Tel: 2221-3657);

Trabalhos na rua: Avenida Paulista; XV de Novembro; Praça Ramos de Azevedo (em frente ao Theatro Municipal); Baixo Libertas.

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Informações para imprensa: Márcia Marques | Daniele Valério

PROGRAMAÇÃO | 11 MOSTRA FOMENTO À DANÇA

 

Abertura – 21 de novembro de 2017

CRD – Sala Cênica | 19h | 90 min | livre

Os Escolhidos

O grupo Os Escolhidos, formado em 2014 por imigrantes e refugiados da República Democrática do Congo, apresenta seu repertório – em diferentes idiomas como lingala, kikongo, swahili, inglês, francês e português – de diferentes gêneros musicais como rumba congolesa, acapela, zouk e vários outros estilos da região do Congo.

Ficha técnica| Leonardo Matumona | Hidras Tuala | Bento Daniel | Muanda Tuala

22 de novembro de 2017

Funarte | 20h30 | 55 minutos | Livre

Fragmento Urbano | Encruzilhada

Encruzilhada é um espetáculo de dança sobre a atualidade, a ressignificação da ancestralidade, os espaços urbanos. Propostas de numa nova consciência corporal e política em movimento propõe um ato de resistência das periferias, dos mestres da cultura popular e do hip hop pouco reconhecidos.

Ficha técnica | Elenco: Douglas Iesus, Anelise Mayumi, Tiago da Silva, Luan Assis, Juliana Sanso | Produção: Leny Passos | Sonoplastia e Assistente de produção: Diego Castro | Imagens: Roger Cipó

22 e 23 de novembro

Teatro Alfredo Mesquita | 20h | 60 min | Livre

Raça Cia. de Dança | À Flor da Pele e Novos Ventos

A coreografia À Flor da Pele foi criada em 2015 por Jhean Allex, em diálogo com os bailarinos intérpretes. A relação dos indivíduos com o trabalho, dinheiro, trânsito, relacionamentos, política e sociedade está cada vez mais por um triz. A obra é disparada com o contato de um indivíduo com o outro, que resulta na experiência do ser que é contrariado, e como ele reage a esta possível situação. A pesquisa coreográfica também expressa os quantos eu ́s podem existir em um mesmo ser, e o quanto queremos ocultar aquele eu que não queremos ser. Isto desestabiliza qualquer indivíduo racional, deixando as emoções a flor da pele. Após a fúria, o que nos resta é a fuga introspectiva. E você, já pesou o que te deixa a flor da pele? Já Novos Ventos, de 1999, com direção artística e coreográfica de Roseli Rodrigues, e trilha sonora de Erik Satie, é emoldurada por um outono, com vento e chuva de folhas secas no palco, compondo uma atmosfera que nos leva a outro lugar. Os bailarinos se dividem entre conjuntos, solos, duos e trios, desenhando todas as transformações, a nostalgia e o romantismo que a própria estação traz.

 

23 e 24 de novembro de 2017

Oficina Oswald de Andrade | 11h | 90 min | 16 anos

Jorge Garcia Companhia de Dança | Abertura de Processo Plano Sequência / Take 2

Plano Sequência / Take 2 é dividido em três atos, e o público acompanha a narrativa sendo construída e pode assisti-la pelo que está enquadrado na grande tela, disposta no galpão de entrada do espaço, ou deslocando-se com os bailarinos, assistindo ao vivo a composição cênica.

Ficha técnica | Direção Geral e Coreografia: Jorge Garcia | Assistência de Direção: Irupé Sarmiento e Mariana Molinos | Criação e Interpretação: Giuli Lacorte, Jorge Garcia, Manuela Aranguibel, Mariana Molinos, Marina Matheus, Rafaela Sahyoun | Intérprete Convidado: Felipe Teixeira | Música ao Vivo – Bateria (Assessoria Técnica e Sonoplastia): Éder O Rocha | Provocação Artística: Heitor Dhalia | Produção Executiva: Bufa Produções – Aline Grisa | Assistência de Produção/ Produção de Campo: Bufa Produções – Sol Casal

23 de novembro de 2017

CEU Heliópolis | 20h | 50 Minutos | Livre

Núcleo Improvisação em Contato | Urban Feral – Work in Progress

“Feral” é o termo em inglês para nomear aquilo que não é domesticado. Esse é o ponto de partida da pesquisa do Núcleo Improvisação em Contato, que tem a direção geral e artística de Ricardo Neves e orientação dramatúrgica de Nita Little, uma das principais precursoras do contato improvisação nos EUA na década de 1970. Processo de pesquisa e criação, em que os intérpretes investigam a inteligência animal, seus processos mentais, sua corporeidade, seus estados afetivos e emocionais, para compor uma gestualidade que instiga a percepção do homem sobre si mesmo. Universos de sensações, das mais primárias e adormecidas, às mais sofisticadas. Reações e relações que se cruzam entre os corpos que geram conflitos, paixões e confusões. Nessa obra, a celebração é para o ‘ser animal’.

Ficha Técnica | Direção Geral e Artística: Ricardo Neves | Orientação Dramatúrgica e Coreográfica: Nita Little | Captação de Imagens e Vídeo maker: Silvia Carderelli-Gronau | Núcleo Artístico: Ricardo Neves, Dresler Aguilera, Ricardo Silva, Felipe Cirilo, OTilia Françoso, Marília Persoli e CristianoKarnas | Preparação Corporal: Sensei Igor Kogan (Aikido) | Designer de luz: José Silveira | Paisagem Sonora: Sandra Ximenez | Figurino:David Schumaker. | Cenografia: José Silveira | Registro fotográfico: Fabio Minagawa | Registro em vídeo: Daniel Lins de Carvalho | Direção de Produção: Solange Borelli – RADAR CULTURAL Gestão e Projetos | poio: Cooperativa Paulista de Dança, Espaço Vajra – Práticas de Autodesenvolvimento, CRD – Centro de Referência de Dança de São Paulo.

24 de novembro de 2017

EMEI Dona Leopoldina | 14h | 55 minutos | Livre

Balagandança | Brincos e Folias

A televisão explodiu. E agora, o que fazer? O jeito vai ser arregaçar as mangas e entrar na brincadeira, redescobrindo o corpo, o prazer de dançar e inventar movimentos. De uma pra outra, as brincadeiras-danças se desenrolam como em uma tarde de domingo… Entram em cena a amarelinha, o pega-pega, as bolhas de sabão, o vídeo-game, brincadeiras de bater palmas, entre outras. Experiências lúdicas resgatadas da infância de antigas e novas gerações, a partir da pesquisa de brincadeiras realizadas espontaneamente por crianças em diferentes locais da cidade de São Paulo. A Balangandança Cia. nesse seu primeiro trabalho Brincos e Folias, criado em 1997, convida o público mirim a entrar na dança, fazendo do corpo brinquedo e da brincadeira, dança.

Ficha Técnica | Concepção e direção: Georgia Lengos | Intérpretes criadores: Dafne Michellepis, Clara Gouvêa, Alexandre Medeiros, Anderson Gôvea | Criação Original: Dafne Michellepis, Anderson do Lago Leite, Lílian Vilela, Cristian Duarte | Figurinos: Balangandança Cia | Tubos: Washington Santana | Operação de som: Georgia Lengos

24 de novembro de 2017

Funarte – Sala Renée Gumiel | 20h30 | 50 minutos | 14 anos

Cia Sansacroma | Sociedade dos Improdutivos

Em Sociedade dos Improdutivos, o questionamento central é a contraposição do corpo socialmente invalidado em oposição ao corpo socialmente produtivo. O primeiro é marginal, portador de algum tipo de loucura. O segundo é medicado, incluído e sujeitado ao modo de vida capitalístico – corpo explorado até o esgotamento das suas capacidades produtivas. Trata-se da invalidez da reprodução. Força invisível chamada de loucura, transcender coletivo. A não-adequação social produtiva. É solidão. É a história, um itinerário da loucura em fusão para um embate contra o capital. O controle ocidental contrapondo a corporeidade do imaginário africano. São vozes potentes, negras, de territórios e seus povoamentos. Um cotidiano dos que estão à margem e dos que não estão. São vozes da Sociedade dos Improdutivos.

Ficha Técnica | Direção e Concepção: Gal Martins | Intérpretes Criadores: Djalma Moura, Ciça Coutinho, Flip Couto, Érico Santos, Malu Avelar e Aysha Nascimento | Orientador de Pesquisa e Provocação Cênica: Rodrigo Reis | Orientador de Pesquisa de Campo: Rodrigo Dias |Assistente de Direção: Djalma Moura | Composição e Arranjos Musicais: Cláudio Miranda | Direção Musical: Melvin Santhana | Figurinos e Adereços: Mariana Farcetta| Concepção de Luz: Almir Rosa | Montagem e Operação de Luz: Piu Dominó | Preparação Corporal: Mônica Teodósio, Djalma Moura e Verônica Santos

24 e 25 de novembro de 2017

Em frente ao Theatro Municipal de São Paulo | 17h | 60 min | Livre

Cia Diversidança | Manifesto para outros Manifestos – Resistir dançando por alguns cantos…

O Manifesto para outros Manifestos – Resistir dançando por alguns cantos… é a primeira intervenção da Cia Diversidança, cuja proposta não quer apenas estabelecer uma relação com o espaço urbano/território, mas também que a vivência estabelecida possa trazer experiência não apenas estética, mas também simbólica para aqueles que transitam pela cidade. A intervenção é norteada por diversas perguntas, entre elas: Por que você dança? Quais as conquistas, lutas e perdas da dança? O que temos contribuído pra dança na cidade? A dança pode mudar o seu mundo? Qual é o papel do artista da dança na sociedade? Além disso, a intervenção reuniu depoimentos de diversos artistas que expressaram em contexto poético-político-social, convidados para relatarem partes de suas histórias, entrelaçadas com os dos próprios intérpretes da Cia Diversidança, seus relatos servem como ponto de instigação para que os transeuntes/espectadores possam compartilhar seus modos de ser, sentir e pensar a dança. O Manifesto para outros Manifestos – Resistir dançando por alguns cantos… É um convite para celebração e reflexão sobre a dança.

Ficha técnica | Direção Geral e Artística: Rodrigo Cândido | Assistência Artística/Ensaiadora: Daniele Santos | Preparação Corporal: Daniele Santos e Rodrigo Cândido | Produção Executiva: Junior Cecon | Assistente de Produção: Valéria Ribeiro | Preparação Corporal/Convidados: Begson Queiróz, Érika Moura e Luciana Bortoletto |Interpretes-Pesquisadores: Alessandro Saldanha, Cintia Rocha, Felipe Santana, Iliandra Peluso, Márcio Vitorino, Rodrigo Cândido, Rosângela Alves e Vinicius Borges | Trilha Sonora: Vitor Gonçalves | Operador de Som: Rivaldo Ferreira | Figurino e Customização: A Cia | Fotografia: Gabriel Gomes | Assistente de Fotografia: Mariana Rodrigues | Captação e Edição de Vídeo: Leandro Caproni | Arte de Divulgação: Rodrigo Cândido e Willian Santana | Artistas Residentes: Afonso Braga, Claudia Mantovani, Daniella Teles Sampaio, Eric Caue, Marcos Ramon, Roni Diniz e Ton de Mello | Depoimentos: Ana Bottosso, Andrea Soares, Andrey Alves, Cléia Varges, Cleber Vieira, Daniele Santos, Danilo Nonato, Felippe Peneluc, Lucimeire Monteiro, Ivan Bernardelli, Pedro Costa, Priscila Maria Magalhães, Nany Oliveira, Natália Siufi, Rivaldo Ferreira, Roni Diniz, Sandro Borelli, Silvana de Jesus Santos, Valeria Ribeiro, Vaneri Oliveira e Vinicius Francês | Agradecimentos Especiais: Bárbara Santos, Victor Almeida, Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo e Fábrica de Criatividade

25 de novembro de 2017

CRD – Sala Cênica | 19h | 40 minutos | 14 anos

E² Cia. de Teatro e Dança | Afro Margin

Afro Margin é um espetáculo produzido pela E² Cia de Teatro e Dança, inspirado em uma série de desenhos do artista plástico britânico Chris Ofili, que produz obras relacionadas a questões da identidade negra, frequentemente empregando estereótipos raciais, a fim de desafiá-los. A reflexão sobre a margem é o princípio organizador desta construção cênica e resulta numa peça de dança em que a margem é o tema central – margens no corpo e margens no espaço cênico. Na pesquisa realizada por Eliana de Santana há mais de 20 anos, sempre com referência e inspiração em obras de artistas plásticos ou na literatura brasileira, investiga-se o lugar do sujeito anônimo, aquele que vive à margem e frequentemente não tem visibilidade. Em Afro Margin trabalha-se esta ideia de um corpo à margem, mas também um corpo na verticalidade, em suspensão, flutuante, que desaparece na ação.

Ficha técnica | Direção e interpretação: Eliana de Santana | Concepção de luz e espaço cênico: Hernandes de Oliveira | Trilha sonora: Loop B | Concepção de figurinos: Eliana de Santana | Produção: E² Cia de Teatro e Dança

25 de novembro de 2017

Capital 35 | 20h | 45min | 16 anos

04 de dezembro  de 2017

Casa de Cultura M´Boi Mirim |20h | 45min | 16 anos

Cia Fragmento | Movimento Compartilhado Eu Outro

Investigando o que vem chamando de Dança Depoimento, a Cia Fragmento de Dança invade, expõe e divide ambientes íntimos, não somente para falar de si, mas para tornar-se o outro. Foram vários procedimentos, todos com o intuito de perceber como arte e vida dizem uma sobre a outra e como memórias que nos constituem não são propriedades privadas.

Ficha técnica | Coreografia e Direção: Vanessa Macedo | Assistente de coreografia: Maitê Molnar | Intérpretes: Chico Rosa, Daniela Moraes, Diego Hazan, Maitê Molnar, Rafael Sertori e Vanessa Macedo | Luz: André Prado | Voz, violão e percussão: Daniela Moraes | Figurino: Daíse Neves e Cia Fragmento de Dança | Vídeos: Leo Lin e Chico Rosa | Fotos: Leo Lin | Preparação corporal: Rafael Carrion, Valéria Mattos e Vanessa Macedo | Designer gráfico: Gustavo Domingues | Produção Executiva: AnaCris Medina

26 de novembro de 2017

Av. Paulista, altura do nº 491 – Próximo à saída do metrô Brigadeiro (Caso chova, não haverá apresentação) | 11h | 50 minutos | Livre

Dual Cena Contemporânea | Chulos

Três Reis Magos peregrinam pelo mundo e profetizam o nascimento de um novo rei. O mundo, porém, não acredita mais em profecias e, no meio da indiferença e da desesperança, os três magos testemunham o inusitado: o nascimento de palhaços que celebram e protegem o nascimento do novo. Um novo poderoso porque inocente, porque coletivo, porque expressão de todos os sonhos e utopias. Um novo que renova o mundo. Chulos encontra inspiração na Folias de Reis para revelar fragilidades sociais escondidas sob o esplendor das festas populares brasileiras.

Ficha técnica | Concepção e Direção: Ivan Bernardelli | Elenco: Diogo de Carvalho, Flávia Teixeira, Hélio Feitosa, Ivan Bernardelli, Junior Gonçalves, Kleber Cândido, Mônica Augusto | Orientação Dramatúrgica: Luís Alberto de Abreu | Assistência de Direção: Mônica Augusto | Direção e Preparação Musical: Lincoln Antonio | Produção: Solange Borelli – Radar Cultural

26 de novembro de 2017

Cristian Duarte em Companhia | Lab-performance: O que realmente está acontecendo quando algo acontece?

Este trabalho é resultado do Lab realizado entre 21 e 25 de novembro e o local e horários serão definidos e divulgados posteriormente nas redes sociais | 70 minutos | Livre

O Lab e a Performance do campo de pesquisa Ficções Químicas/Dramaturgias Táteis, dirigidos por Cristian Duarte, tem como foco reverberar empatia, vibrando entre engajamento físico sincero e falso, ou ainda, perseverando por uma representação sincera. O trabalho é fundamentado em uma gargalhada muda coletiva em contato com as indignações geradas pelas pequenas e máximas humilhações que seguimos experienciando diariamente no ambiente que construímos e vivemos. O que realmente está acontecendo quando algo acontece? Busca tensionar as relações entre os corpos e as coisas, apontando para o riso, e o espelhamento neuronal que ele desencadeia, enquanto vetor político para problematizar o que existe entre contexto-artista- público-instituição.

Ficha técnica | Direção: Cristian Duarte | Performers: Aline Bonamin, Allyson Amaral, Clarice Lima, Denise Melo, Felipe Stocco, Fernanda Vinhas, Júlia Rocha, Leandro Berton, Mayra Azzi, Patrícia Árabe, Paulo Carpino, Teresa Moura Neves, Tomás de Souza. *** (Outros artistas que participarão do Laboratório integrarão o elenco da performance no dia 26/11) Dramaturgia: Cristian Duarte, Bruno Levorin e Júlia Rocha | Realização: Lote#5

26 de novembro de 2017

Espaço Kasulo | 20h | 40 minutos | Livre

Silvia Geraldi Cia de Dança | Ensaio sobre as pequenas distâncias, estudo para o infinito #3

Pequenas histórias do dia a dia. De proximidade e distanciamento. Que nos ligam a pessoas, mas também a um território, cidade. Ambiente partilhado com outros. Histórias de lugares que se tornam histórias pessoais. Grafias da cidade no corpo. Pedaços de memória. Corpo que se cristaliza em espaço. Espaço de ação. Do perigo de se contar uma única história.

Ficha técnica | Coordenação geral Silvia Geraldi e Marisa Lambert | Criação e interpretação Marisa Lambert e Silvia Geraldi | Artista colaboradora Kenia Dias | Trilha Sonora Ricardo Garcia | Figurino  Rogério Romualdo | Projeto de luz André Boll | Espaço cênico Bia Limongelli | Preparação corporal e assistência Cora Laszlo | Foto e Design Gráfico Clarissa Lambert | Produção Dionísio Produção – Cristiane Klein

27 de novembro de 2017

CRD – Sala Cênica | 19h | 45 minutos | 12 anos

Cia Mariana Muniz de Dança e Teatro | Fados e Outros Afins

Um mergulho nas águas, paisagens e palavras luso-brasileiras e um convite à escuta dos fados portugueses e cantores brasileiros. Com Fados e Outros Afins, a bailarina e atriz Mariana Muniz, sob a direção de Maria Thaís, faz uma imersão em suas origens de brasileira e nordestina, numa dramaturgia concebida a partir de seu corpo, como uma viagem poética de Lisboa a Recife.

Ficha técnica | Direção geral e Criadora-Intérprete: Mariana Muniz | Direção Artística: Maria Thaís | Assistente de Direção, Cenografia e Fotos: Cláudio Gimenez | Dramaturgia: Murilo de Paula e Carlos Avelino de Arruda Camargo | Trilha sonora: Divanir Gattamorta | Figurinista: Chris Aizner | Desenho de luz: Aline Santini | Cenografia:Julio Dojcsar e Rogério Santos | Operação som: Luciano Renan | Coordenação de Produção: Rafael Petri (MoviCena Produções)

27  e 28 de novembro de 2017

Espaço Caleidos | 20h | 45min | 10 anos

Grupo Zumb.boys | Ladrão

Ladrão é uma reflexão sobre o comportamento humano, um impasse dos momentos racionais e irracionais, impulsionados pela emoção. São dois desejos em um só corpo. A racionalidade que trama, entrelaçada com a irracionalidade de fazer algo fora dos padrões da “normalidade”. Tudo se origina na mente, que governa todas nossas ações – criatividade, engenhosidade, medo, potencial, lealdade, entusiasmo, emoções e sentimentos.

Ficha Técnica | Direção Geral: Márcio Greyk | Intérpretes Criadores: Danilo Nonato, David Xavinho, Eddie Guedes, Márcio Greyk, Guilherme Nobre e Igor Souza | Assistente de produção: Rafi Sousa | Produtor Executivo: Kelson Barros.

28, 29 e 30 de novembro de 2017

Espetáculo de Rua – Rua XV de Novembro X Rua do Tesouro, no centro de São Paulo | 15h30 | 60 Minutos | Livre

…Avoa! Núcleo Artístico |Solos de Rua – Atamento 1: Coisa

Solos de Rua – Atamento 1: Coisa baseia-se no manifesto As Embalagens, do encenador polonês Tadeusz Kantor (1915-1990). Trata-se de um jogo coreográfico no qual quatro dançarinos e uma grande lona plástica se afetam mutuamente em contexto urbano, em espaços públicos de grande circulação, misturando-se à paisagem local (sonora, humana, arquitetônica, social). Não é possível saber, ao certo, o que emerge de dentro da multidão. O que se sabe é que, de vez em quando, não convém permanecer por muito tempo em silêncio, pois é urgente mover, dobrar(-se), friccionar, atar, ocultar, revelar, desviar, dizer e não apaziguar.

Ficha Técnica | Direção: Luciana Bortoletto | Criadores-intérpretes: Edi Cardoso, Luciana Bortoletto, Izabel Martinelli, Mônica Caldeira, Rodrigo Rodrigues | Provocadores convidados: Érika Moura, Fabrice Ramlingom, Luis Louis, Robson Lourenço, Rogério Tarifa e Valeria Cano Bravi | Figurinos: …AVOA! Núcleo Artístico e Telumi Hellen | Fotografia: Silvia Machado | Produção: Bufa Produções – Aline Grisa | Assistentes de Produção: Bufa Produções / Felipe de Galisteo e Santhiago Nery

29 de novembro de 2017

CRD –  Sala Cênica | 19H | 50 minutos | Livre

Ballet Stagium | Ballet Stagium 46 anos – Memória e Preludiando

Memória é um trabalho de resgate da produção artística do Stagium ao longo destes 46 anos. Os bailarinos se transportam para algumas das propostas do Stagium exploradas desde a sua fundação em 1971. De obras como Jerusalém, de 1974, que recebeu na época o Grande Prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), o espetáculo dá um salto para Kuarup, de 1977, que denuncia o genocídio das nações indígenas no Brasil. Na sequência, obras como Coisas do Brasil, de 1979, e Saudades de Elis, de 1997, além de produções que evocam as músicas de Piazzola, Ary Barroso e Chico Buarque, também compõem esta síntese da história do Stagium. É o Stagium em constante trânsito entre tradição e ruptura, resgatando a si próprio numa emocionante viagem no tempo. Já Preludiando, trabalho de 2016, mais do que uma coreografia, é uma tomada de posição. A prioridade está nos bailarinos e nos movimentos que eles desenham no espaço com força e emprenho, e chama a atenção para a maneira de lutar pela sobrevivência sem abrir mão de seus valores.

Ficha Técnica – Ballet  Stagium | Direção: Marika Gidali e Décio Otero | Memória

Colagem coreográfica das principais obras do Ballet Stagium | Coreografias: Décio Otero

Direção Teatral: Marika Gidali | Edição da trilha sonora e projeção: Marcelo Aharon Gidali

Desenho de luz: Décio Otero e Marcelo Aharon Gidali |Bailarinos: Ariadne Okuyama, Marcos Palmeira, Gustavo Lopes, Eugenio Gidali, John Santos, Luiza Vilaça, Pedro Vinícius Bueno, Julia Araujo, Roberta Ramos, Leila Barros, Nayara Rodrigues, Giovanna Acácio

30 de novembro de 2017

CRD – Sala Cênica | 19h | 50 minutos | Livre

Key Zetta e Cia | Riso

RISO, uma peça de dança, cria lugar para uma materialidade do riso enquanto acontecimento no corpo. O que se passa  nos corpos e no espaço quando o riso ri. Território fronteiriço aonde emergem e dançam variações de sentidos. Riso hoje é experiência. Riso hoje é precipício. Riso hoje destrói o que destruirá, o que resta, o último fio. Riso hoje é nós comum, sopro, víscera, coração. Riso hoje. Riso. Este espetáculo é a nova criação da key zetta e cia., e é parte do projeto Horizonte (20) contemplado pelo Programa de Fomento à Dança 20a Edição.

Ficha Técnica| Direção: Key Sawao e Ricardo Lazzetta | Criação e Dança: Beatriz Sano, Carolina Minozzi, Key Sawao, Maurício Flores e Ricardo Lazzetta | Espaço Cênico e Coordenação de Arte: Hideki Matsuka | Encontros intensivos: Nadja Naira, Gustavo Miranda, Luiz Fuganti | Luz: Domingos Quintiliano | Som: Tom Monteiro | Figurinos: Alex Cassimiro | Vídeo: Doctela | Fotos: Inês Corrêa | Design Gráfico: Érico Peretta e Hideki Matsuka (fotos) | Produção: Núcleo Corpo Rastreado

30 de novembro e  01, 07 e 08 de dezembro  de 2017 | 20h

02 e 09 de dezembro  de 2017 | 18h

Oficina Cultural Oswald de Andrade | 45 Minutos | 18 anos

Marta Soares | Bondages

O espetáculo solo Bondages tem como ponto de partida uma série fotográfica desenvolvida pelo fotógrafo surrealista alemão Hans Bellmer nos anos 50, que teve como objetivo submeter o corpo feminino a uma experimentação direta. Na cena, a artista Marta Soares explora amarrações no seu próprio corpo em uma reencenação do ato fotográfico que Bellmer realizou no corpo de Única Zurn, como uma desfetichização desse ato, o de amarrar-se a si mesma.

Ficha Técnica | Concepção/Direção: Marta Soares | Performance: Marta Soares | Assistência de Direção: Danielli Mendes | Dramaturgia: Bruno Levorin | Desenho de Luz: Aline Santini | Objetos Cênicos: Guilherme Pardini e Marcelo Venzon | Produção Executiva: CAIS Produção Cultural | Produtores: Beto de Faria e José Renato Fonseca de Almeida

01 de dezembro  de 2017

CRD – Sala Cênica | 19h | 45 minutos | 16 anos

Cia Carne Agonizante | Não te Abandono Mais, Morro Contigo

Não te Abandono Mais, Morro Contigo apresenta dois amantes cansados e desiludidos pelo fim de uma paixão que se diluiu por conta da inevitável ação do tempo. O que prevaleceu foi o amor, como sentido de ausência de toda esperança. Ambos já estão mortos desde o momento em que se olham e se tocam. Suas almas já partiram cabisbaixas para o desconhecido há tempos. Como um grito abafado no ar, se entrelaçam desesperadamente em uma cama, numa espécie de dança da morte, completamente destituídos de tudo, exceto de uma inevitável necessidade de sexo para celebrar o desenlace. Não te Abandono Mais, Morro Contigo é a insuportável constatação de que nada restou para eles, e o desejo de se libertarem deste nó górdio os faz cúmplices, e os torna terrivelmente unidos. Um brinde amargo ao fim!

Ficha Técnica | Intérpretes: Alex Merino e Rafael Carrion | Concepção, Coreografia e Direção: Sandro Borelli | Assistente de Coreografia: Rafael Carrion | Trilha Sonora: Gustavo Domingues e Beethoven | Luz: Sandro Borelli | Figurino e cenário: Grupo | Fotografia: Lekkyung Kim| Produção Executiva: Júnior Cecon

1 de dezembro | 21h

2 e 3 de dezembro | 20h30

O Lugar | 30 minutos | 12 anos

Ruth e Raul Rachou | Duas ou três coisas que eu sei dela

Grande parte do legado de Ruth Rachou continua com seu filho Raul, que seguiu os passos de sua mãe em trabalhar e criar dança. Como ele mesmo diz “é a tradição em transformação”. Este solo tem como universo de pesquisa e inspiração a história artística de sua mãe.

Ficha Técnica | Criação: Raul Rachou | Interpretação: Ruth Rachou e Raul Rachou | Iluminação e operação técnica: Rafael Petri | Coordenação de Produção: Ação Cênica Produções Artísticas

02 de dezembro de 2017 | 18h

Oficina Cultural Oswald de Andrade | 50 min | 12 anos

07, 08 e 09 de dezembro de 2017 | 20h

10 de dezembro de 2017 | 19h

Galeria Olido | 50 min | 12 anos

COLETIVO [-MOS] | Rastrosemrasgos

Como lidamos com os nossos rastros? Rastrosemrasgos dança o incessante fluxo de retroalimentação das experiências e dos pensamentos. Repetição, sobreposição e fragmentação de movimentos, gestos, vozes e sons. Encontro com o comum e as singularidades nos modos de se relacionar com os acontecimentos. Rastrosemrasgos é uma criação de dança que transita pelas diferentes linguagens artísticas, articulando cenicamente textos escritos, rasgados e manuseados, falas e movimentos concatenados e desconstruídos, sonoridades feitas de vozes e sons do  ambiente com o auxílio de captações e pedaleiras.

Ficha Técnica | Direção e concepção: Valeska Figueiredo | Criação e elenco: Gustavo Saulle, José Artur Campos e Valeska Figueiredo | Direção sonora: Rogério Almeida | Iluminação: André Prado | Produção: Tatiana Mohr | Assistente de produção e de palco: Fernando Melo | Figurino: José Artur Campos | Colaboração artística: Karime Nivoloni, Mariana Molinos, Maryah Monteiro,  Mônica Montenegro e Telmo Rocha

02 de dezembro  de 2017

Espaço Kasulo | 20h | 35 min | Livre

Plataforma Shop Sui | A Máquina de Amnésia

A máquina que chega é pesada, estacionada na sala vazia de nossas mentes. A consciência é líquida e escorre depressa, é o cabo que liga e desliga, ou você entra, ou fica de fora. Entrar na máquina faz parte de entender seu sistema, ser parte da engrenagem. Se remontar, fragilizar e solidificar.

Ficha Técnica | Diretor/Coreógrafo e Pesquisador – Fernando Martins | Intérpretes Criadores: Dalilla Leon e Fernando Martins | Figurino: João Pimenta Cenografia: Leo Ceolin – Estudioscópio | Designer de Luz: Rodrigo Silbat | Produção Musical e Trilha Sonora: Fernando Martins | Fotografia: Silvia Machado | Produção: Dalilla Leon (Plataforma Shop Sui)

02 e 03 de dezembro  de 2017

Espaço Caleidos | 20h | 45 min | 18 anos

Caleidos Cia de Dança | A Notícia

Dando continuidade aos trabalhos do Núcleo de Pesquisa Rosa Azul iniciado em 2013, o Caleidos Cia. de Dança se volta mais uma vez sobre o tema da violência na cultura do macho, lançando o espetáculo A Notícia, um solo de Nigel Anderson. No espetáculo, as notícias também se desdobram, criando uma rede de denúncias, afetos e ações no corpo múltiplo do ator-dançarino, revelando e discutindo narrativas pessoais do não-macho na sociedade atual.

Ficha Técnica | Concepção: Isabel Marques, Fábio Brazil, Nigel Anderson | Direção: Isabel Marques e Fábio Brazil | Texto e intérprete criador: Nigel Anderson | Trilha sonora: Nigel Anderson | Cenário: Fábio Brazil | Colaboradores: Ágata Cérgole e Renata Baima | Produção: Mobilis Ltda ME

04 de dezembro  de 2017

Em frente ao Theatro Municipal de São Paulo | 17h | 40min | Livre |

Grupo Xingó | So.corro. Se eu Fosse Você eu me Movia

So.corro é trabalho. É Obra! “É obra de arte? É dança? É teatro? É de grupo? É político? é de direita ou de esquerda? É ato? É manifestação? É protesto? Pode participar? Pode rir? É  pra chorar? Ela não fala nada?”

Socorro cansa de tanto que move, de faxina-emprego-cozinha-filho pra lavar. Socorro faz curativo em criança. Socorro morre todos os dias em hospitais da morte programada. Socorro é nordestina e gosta sempre de acocorar. Socorro é guerrilha sangue e até pulou da janela uma vez, fugida de homem-álcool. Socorro foi perdendo a vontade de andar por aí porque na cidade grande não cabe quem pisa pequenininho. Socorro só quer ser útil para alguma coisa nessa vida. Socorro é mãe, avó e bisavó. É antiga Socorro. Socorro é mulher e está em movimento. É grito abafado. É metrô lotado. Palavra que cansou de sair. É sinal vermelho. Cuspe seco. É osso duro de doer. É pra morrer. É reforma reforma reforma até que um dia possamos dizer novos velhos ãos, novos velhos ismos. Até que um dia venha em que possamos de novo falar pessoalmente olhos nos olhos. Até lá, Socorro é silêncio e música, dentro de cada Cor-Ação.

Ficha Técnica | Criação/ Manutenção Garantia (da obra) | Erika Moura pesquisadora-intérprete-operária | Natália Siufi pesquisadora-poeta-mestre-de-obras | Meg Siufi pesquisadora-chefe-da-cozinha |Aline Reis pesquisadora-musicista-pedreira | Annaline Curado pesquisadora-carteira-pintora |Clara Figueiredo  pesquisadora – fotógrafa – desconstrutora | Bruno Moura pesquisador – engenheirodesigner – ajudante | Jean Marcel pesquisador-iluminador-eletricista Processo Criativo/ Planejamento (da obra) | Ramiro Murillo (trilha sonora) | Diogo Granato treinamento | Marisa Bentivegna luz | Dramaturgia: Natália Siufi

04 de dezembro  de 2017

Local: CRD – Sala Cênica | 19h| 40 minutos |12 anos

Núcleo Pedro Costa Cia de Dança |Pipando Onde Dormem Os Pássaros

Cada intérprete-criador escolheu um personagem do universo complexo da região da chamada “Cracolândia” e aprofundou a dramaturgia cênica percebendo como esses estímulos orais reverberavam em seus corpos, o que serviu como ponto de partida para a criação coreográfica que dialoga com a vídeo-dança, hip-hop, contato e improvisação refletindo em uma composição contemporânea.

Ficha Técnica | Concepção e Direção Artística: Pedro Costa | Produção Executiva: Carolina Dias | Assistente de coreografia: Vanessa Nascimento | Intérpretes-criadores: Patrícia Pina Cruz, Marcelo Pessoa, Roger De Paula e Pedro Costa | Trilha Sonora e operação de som: Thiago Jamas | Operação de Luz: Zé Gomes

04 de dezembro  de 2017

Baixo Libertas | 20h | 90 minutos | 14 anos

Luis Ferron | Libélulas de Vidro

Uma celebração as durações efêmeras tem como inspiração a poética tarefa de refletir a vida como um sistema tramado por constantes construções e demolições. Em Libélulas, agora junto aos artistas Andreia Yonashiro, Daniel Fagundes, Daniela Dini e Hedra Hockenbach, mergulhamos em possíveis concretudes e subjetividades contidas nesse espaço de tempo envolvendo nascimento e morte. Cartografias e durações responsáveis por desenhar essa paisagem incerta a qual nomeamos de vida.

Ficha Técnica | Direção e Composição – Luis Ferron | Equipe de Criação – Andreia Yonashiro, Daniela Dini, Daniel Fagundes, Luis Ferron | Composição de som e luz – Hedra Rockenbach | Fotografia – Clarissa Lambert | Produção Executiva – Núcleo Corpo Rastreado

06 de dezembro  de 2017

Baixo Libertas | 14h às 18h | Livre

Terreyro Coreográfico | Lançamento Mitológicas

Lançamento das Mitológicas, do Terreyro Coreográfico, publicação que contempla os três primeiros anos de trabalhos cosmocoreopolíticos no Baixo Libertas no bairro do Bixiga e apresentação do filme que registra as transformações do espaço nesse período. Em seguida, em cortejo dançar com o Rio do Bixiga até o Rio Anhangabaú e ofertarmos uma dança para as almas brincantes.

Ficha Técnica | COREOGRAFIA GERAL Daniel Kairoz | CONSTELAÇÃO Andreia Yonashiro, Bárbara Malavoglia, Carila Matzenbacher, Carolina Castanho, Clarissa Mor, Daniel Kairoz, Fernanda Vinhas, Fernando Gregório, Luanda Vannuchi, Maíra Silvestre, Maria Catarina Duncan, Marília Gallmeister, Marion Hesser, Rodrigo Andreolli | PRODUÇÃO Carpideiras Produções Artísticas/ Maíra Silvestre

06 de dezembro  de 2017

CRD | 21h30 | 60 minutos | Livre

Show Lenna Bahule

Uma apresentação única, de caráter contemplativo e intimista, em que há silêncio e espaço sonoro para uma escuta curiosa e presente. Sozinha no palco, cantando músicas a capella e dançando ao ritmo percussivo corporal e instrumental, Lenna convida o público a participar de uma viagem sonora, rítmica e poética, trazendo em seu repertório composições autorais e também um pouco de sua pesquisa sobre cantos e sons da música vocal moçambicana, africana e do mundo.

Ficha Técnica | Concepção e interpretação: Lenna Bahule

PROGRAMAÇÃO OFICINAS, WORKSHOPS, PALESTRAS E BATE-PAPO/MOSTRA DE VÍDEOS e LANÇAMENTOS

Lab: de 21 a 25/11 | 09h às 13h | Lote/Casa do Povo

Cristian Duarte em Companhia >>> Lab-performance: O que realmente está acontecendo quando algo acontece?

Lab e Performance do campo de pesquisa Ficções Químicas/Dramaturgias Táteis, dirigido por Cristian Duarte, que tem como foco reverberar empatia, vibrando entre engajamento físico sincero e falso, ou se preferir, perseverando por uma representação sincera. O trabalho é fundamentado em uma gargalhada muda coletiva em contato com as indignações geradas pelas pequenas e máximas humilhações que seguimos experienciando diariamente no ambiente que construímos e vivemos. O que realmente está acontecendo quando algo acontece? busca tensionar as relações entre os corpos e as coisas, apontando para o riso, e o espelhamento neuronal que ele desencadeia, enquanto vetor político para problematizar o que existe entre contexto-artista- público-instituição.

Ficha técnica | Uma produção de Cristian Duarte em companhia | Direção: Cristian Duarte | Performers: Aline Bonamin, Allyson Amaral, Clarice Lima, Denise Melo, Felipe Stocco, Fernanda Vinhas, Júlia Rocha, Leandro Berton, Mayra Azzi, Patrícia Árabe, Paulo Carpino, Teresa Moura Neves, Tomás de Souza. *** Outros artistas que participarão do Laboratório integrarão o elenco da performance no dia 26/11. Dramaturgia: Cristian Duarte, Bruno Levorin e Júlia Rocha | Realização: Lote#5

27 e 30 de novembro | 09h30 às 14h | CRD – Sala 2 e Cozinha

Grupo Vão >>> Workshop Grupo Vão + Lineker (São Yantó)

Neste workshop, Grupo VÃO e Lineker (São Yantó) compartilham suas práticas artísticas, dentro do contexto do projeto Como viver só em bando, contemplado pela 21ª Edição do Programa de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo.

Carga horária: 9 horas | Inscrições abertas até dia 22/11: enviar um breve currículo (máximo de 5 linhas) para grupovao@gmail.com

28 e 29 de novembro | 14h às 17h | CRD – Sala 4

Cia Carne Agonizante >>> Corpo como Instrumento Reflexivo e Político

A oficina será ministrada por integrantes da companhia que desenvolverão um trabalho através da vivência prática e reflexiva de gestos e movimentos produzidos pelo corpo e alicerçados por técnicas específicas, objetivando oferecer aos participantes a oportunidade de experimentar e desenvolver um trabalho de pesquisa corporal buscando descobrir peculiaridades que serão analisadas a partir do duplo registro da impressão e da expressão do corpo em movimento.

Duração: 3 horas cada oficina

Classificação etária: A partir de 15 anos (não precisa ter experiência em dança).

Quantidade de vagas: 20 vagas por oficina

Inscrições: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeNDtWOXFMaNGDwlafumGHDJ_OewkNlYX5Rv7hCJDkMw3YbsA/viewform

Palestras | bate-papo

 

24 de novembro | 19 h | CRD – Sala Cênica

Conversas Incertas |Bate-papo com Gal Martins e Eugênio Lima

Poéticas e políticas do corpo negro em Cena, na dança e no teatro.

A conversa girará em torno das perspectivas de cena, da representatividade do corpo negro através do panorama histórico dos dois convidados, Gal Martins, diretora da Cia. Sansacroma, e Eugênio Lima, diretor do coletivo Legítima Defesa. Uma conversa informal com relatos e provocações sobre como realizar a proposição do corpo negro em cena.

25 de novembro | 16h | CRD – Sala 2 e Cozinha

Palestra com Bruno Garrote

Contato Improvisação: movimentando o inefável

A noção de inefável é constante na filosofia. Sobre o que conseguimos falar? Quais as ferramentas para o nosso comunicar? Essa pergunta está ligada com a formação do Eu, do Outro e com a construção epistemológica de sujeito, objeto e meio de conhecimento. O Contato Improvisação é um movimento fértil para fazer surgir e lidar com tais questões, fornecendo caminhos para movimentarmos o inefável que nos perpassa desde a antiguidade.

2 de dezembro | 14h às 16h | CRD

Conversas Incertas | Bate-papo com Christine Greiner e  Erin Manning

Reflexões sobre pesquisa-criação: curto-circuito das certezas

As professoras Erin Manning e Christine Greiner conversam sobre como têm testado trabalhar com pesquisa como criação (research-creation), no sentido de construir ambientes singulares para troca de ideias e escuta daquilo que é diferente de si-mesmo, sem reverenciar metodologias e paradigmas convencionais. A proposta é experimentar o que Manning tem chamado de “gestos menores”e Greiner de “alteridade como estado de criação”. Microativismos com aptidão para abrir novas perspectivas e modos de percepção.

Lançamentos

3 de dezembro | 18h | 16 anos

Espaço Cultural a Próxima Companhia

Dual Cena Contemporânea

Publicação Digital>> ‘História Da Dança Prática No Brasil | Por Dual Cena Contemporânea

 

A publicação contém registro visual e fotográfico, textos e relatos  da pesquisa da DUAL cena contemporânea, produzidos para a série de workshops que traçaram uma perspectiva da história do Brasil por meio de um recorte da dança, refletindo sobre como os diferentes contextos políticos, sociais e culturais influenciam algumas das danças desenvolvidas e praticadas no Brasil ao longo dos séculos. Após o lançamento haverá uma festa celebrando o encerramento do projeto aprovado pelo 20º Edital de Fomento à Dança.

Ficha Técnica: Coordenação: Ivan Bernardelli e DUAL cena contemporânea | DUAL cena contemporânea: Diogo de Carvalho, Flávia Teixeira, Hélio Feitosa, Ivan Bernardelli, Junior Gonçalves, Kleber Cândido, Mônica Augusto | Roteiro, captação e edição de imagens: Bela Baderna | Produção:

Solange Borelli – Radar Cultural Gestão e Projetos | Realização: Programa Municipal de Fomento à Dança da Cidade de São Paulo | Apoio: Complexo Cultural Funarte São Paulo, Cooperativa Paulista de Teatro, A Próxima Companhia

Prêmio Denilton Gomes

6 de dezembro | 19h | Local: CRD – Centro de Referência da Dança

 

Mostra de Vídeos

De 22 de novembro a 06 de dezembro

Centro de Referência da Dança e na Galeria na Oficina Cultural Oswald de Andrade

PROGRAMAÇÃO

Programa Retratos – 2a edição | Cia. Sansacroma

6 filmes | Duração: 15 minutos cada | livre

Episódio 1. Raquel Trindade | Verônica Santos

Raquel Trindade nasceu em Recife, Pernambuco, foi criada no Rio de Janeiro e hoje vive em São Paulo. Filha do poeta Solano Trindade, fundou, em homenagem ao seu pai, o Teatro Popular Solano Trindade, em Embu das Artes. Assim, mantém viva a herança e o legado do pai que, em 1950, havia criado o Teatro Popular Brasileiro, no Rio de Janeiro, em parceria com Maria Margarida Trindade, sua primeira esposa e mãe de Raquel, e o amigo pesquisador Édson Carneiro.

Direção geral e artística: Gal Martins | Homenageada: Raquel Trindade | Intérprete-criadora: Verônica Santos | Cineasta responsável: Julia Zakia | Produção e câmera adicional: Dandara Gomes | Musicista convidada: Gisah Silva | Figurino: Wellington All | Arte gráfica: Kako Arancibia | Agradecimentos: Teatro Popular Solano Trindade

Episódio 2. Maria Rodrigues | Ciça di Cecília

Maria Rodrigues, 60 anos, militante e uma das fundadoras do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto da cidade de São Paulo, vive intensamente a militância, sendo hoje uma das grandes referências feminina das causas sociais na cidade.

Direção geral e artística: Gal Martins | Homenageada: Maria Rodrigues | Intérprete-criadora: Ciça di Cecília | Cineasta responsável: Julia Zakia | Produção e câmera adicional: Dandara Gomes | Trilha sonora: Érico Santos | Arte gráfica: Kako Arancibia

Agradecimentos: MTST – Movimento dos Trabalhadores sem Teto, Ocupação Povo sem Medo – Valo Velho

Episódio 3. Sebastião Biano | Érico Santos

Sebastião Biano tem 98 anos, já tocou para Lampião (em 1927, no interior pernambucano) e se lembra com detalhes da ocasião. Último remanescente da formação original da Banda de Pífanos de Caruru, o pifeiro (nome dado a quem toca essa típica flauta nordestina) continua na ativa e acaba de lançar seu primeiro disco solo – ‘Sebastião Biano e seu Terno Esquenta Muié’ (Selo Sesc).

Direção geral e artística: Gal Martins | Homenageada: Sebastião Biano | Intérprete-criador: Érico Santos | Cineasta responsável: Julia Zakia | Produção e câmera adicional: Dandara Gomes | Trilha sonora: Sebastião Biano e Érico Santos | Arte gráfica: Kako Arancibia | Agradecimentos: Alzira Biano e família

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Episódio 4. Paula Beatriz | Flip Couto

Nascida e criada na Zona Sul da capital, Paula Beatriz de Souza Cruz é o nome mais respeitado da E.E. Santa Rosa de Lima. Aos 42 anos e à frente da gestão da unidade, que atende cerca de 980 alunos dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, desde 2005, Paula é a primeira mulher transexual a ocupar o cargo no Estado de São Paulo.

Direção geral e artística: Gal Martins | Homenageada: Paula Beatriz | Intérprete-criador: Flip Couto | Cineasta responsável: Julia Zakia | Produção e câmera adicional: Dandara Gomes

Trilha sonora: Nelson D. | Figurino: Wellington All | Arte gráfica: Kako Arancibia

Agradecimentos: Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, Escola Estadual Santa Rosa de Lima

Episódio 5. Sônia Barbosa | Djalma Moura

Indígena, seu nome em guarani e Ara Mirim, liderança de referência no estado de São Paulo da Aldeia Tekoa Ytu em Jaraguá. Sua luta é focada da demarcação de terras.

Direção geral e artística: Gal Martins | Homenageada: Sônia Barbosa | Intérprete-criador: Djalma Moura | Cineasta responsável: Julia Zakia | Produção e câmera adicional: Dandara Gomes | Trilha sonora: Érico Santos | Arte gráfica: Kako Arancibia | Agradecimentos: Aldeia Tekda Itú – Pico do Jaraguá

Episódio 6. Cilô Lacava | Aysha Nascimento

Criou e dirige o curso Laban-Arte do Movimento no Brincar e na Arte, no Instituto Sedes Sapientiae. É praticante dos pensamentos e ensinamentos de Gerda Alexander (desde julho /1974) e de Rudolf Laban (desde fevereiro/1970, cotidianamente.

Direção geral e artística: Gal Martins | Homenageada: Cilô Lacava | Intérprete-criadora: Aysha Nascimento | Cineasta responsável: Julia Zakia | Produção e câmera adicional: Dandara Gomes

Trilha sonora: Érico Santos | Figurino: Wellington All | Arte gráfica: Kako Arancibia | Agradecimentos: CRD – Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo

Documentário: Ruth Rachou: Dança Afetos Resistência

Documentário sobre a trajetória da bailarina, coreógrafa e educadora Ruth Rachou, que tem como fio condutor sua carreira para a reflexão sobre uma geração que se profissionalizou a partir do Ballet do IV Centenário – um projeto prematuramente abortado –, que encontra novos mercados de trabalho, desde a recém-inaugurada televisão e a incipiente indústria de cinema (através dos estúdios da Vera Cruz), até o projeto do Teatro de Dança Galpão, fruto de novas iniciativas para políticas públicas da cultura.

Duração: 50 minutos | livre

Idealização: MUD – Museu da Dança | Orientação de pesquisa histórica: Raul Rachou e Ruth Rachou | Roteiro: Osmar Zampieri, Raul Rachou, Natália Gresenberg e Talita Bretas | Captação de imagens e montagem: Osmar Zampieri | Depoimentos: Ady Addor, Bernadette Figueiredo, Célia Gouvêa, Francisco Medeiros, Helena Katz, Iracity Cardoso, José Possi Neto, Mariana Muniz, Marika Gidali, Neyde Rossi, Raul Rachou, Ruth Rachou e Vera Sala | Animação de imagens: Pablo Romart | Tratamento de imagens: Fabio Borges | Organização, catalogação e digitalização de acervo: Isadora Dieb e Tatiana Cotrim | Coordenação de produção: Ação Cênica Produções Artísticas | Assistente de produção: Rafael Petri | Fotógrafos: Daniel Augusto Junior, Djalma Limong, Inês Correa, Leonardo Crescenti e Sebastião Sauirra

Documentário: Maria Meló e o Método Cecchetti: a maestria na arte de ensinar balé

Maria Meló (1911-1993) chegou ao Brasil nos anos 50 e trouxe consigo a metodologia de ensino de seu maestro, Enrico Cecchetti (1850-1928), com quem estudou no Teatro alla Scalla de Milão. Este documentário é antes de tudo uma homenagem a grande mestra de balé D. Maria Meló. Busca tornar público informações sobre ela e sua metodologia de ensino, referência para muitos artistas da dança paulistana e brasileira.

A partir de depoimentos de personalidades da dança sobre suas experiências de estudo e aprendizagem com D. Maria, o documentário procura compartilhar de forma efetiva um conhecimento importante para o entendimento da história da dança no Brasil, que ainda se preserva graças à transmissão oral.

Duração: 45 minutos | Livre

Orientação de pesquisa histórica: Ana Teixeira | Pesquisa: Talita Bretas e Zélia Monteiro | Roteiro: Ana Teixeira e Osmar Zampieri | Captação de imagens e edição: Osmar Zampieri | Animação de imagens: Pablo Romart | Tratamento de fotos: Fábio Borges | Tradução de textos: Sérgio Bolliger e Silvia Razuk | Voz em off: Luis Pellegrini | Entrevistados: Anna Cristina Gonçalves, Aracy Evans, Dulce Pessoa, Eletra Frasson, Iracity Cardoso, J.C. Violla, Lenira Rengel, Luciana Gandolfo, Paulo Contier, Rosa Hercoles, Rose Akras, Ruth Amarante, Suzanne Oussov, Tânia Maria Durand Gordilho, Tereza Raslton, Toshie Kobayashi (1949-2016) e Zélia Monteiro | Apoio: MUD – Museu da Dança

Documentário: II Encontro Mulheres Negras na Dança

Vídeo documental sobre o II Encontro Mulheres na Dança realizado em julho de 2017 no Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo e idealizado pela Nave Gris Cia Cênica com a participação de artistas negras da dança atuantes na cidade de São Paulo.

Realização e idealização: Nave Gris Cia. Cênica | Registro audiovisual, edição e direção: NCA – Núcleo de Comunicação Alternativa (Carlos Massingue)

Projeto contemplado pela 21ª Edição do Programa de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo

Duração: 50 min | livre

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X MOSTRA LUGAR NÔMADE DE DANÇA

Direção Artística: João Andreazzi | Produção: Cia. Corpos Nômades | Iluminação: Direção Técnica: Décio Filho | Montagem Técnica: Geraldo Fernades | Designer Gráfica: Juliana Basile.

Espaço Cênico o Lugar

 

Dia 01 de dezembro, sexta, 21h;

dias 2 e 3, sábado e domingo, 20h30

  • Ruth e Raul Rachou – Duas ou três coisas que eu sei dela

Grande parte do legado de Ruth Rachou continua com seu filho Raul, que seguiu os passos da mãe em trabalhar e criar dança. Como ele mesmo diz “é a tradição em transformação”. Este solo tem como universo de pesquisa e inspiração a história artística de sua mãe.

Ficha Técnica: Criação: Raul Rachou | Interpretação: Ruth Rachou e Raul Rachou | Iluminação  e  operação: Rafael Petri | Coordenação  de  Produção: Ação Cênica Produções Artísticas | Foto: Natália Gresenberg | Duração: 30 minutos | 12 anos

▪   Grupo Pró-Posição – Andrea Nhur e Janice Vieira – Vis-à-Vis

O trabalho propõe um estudo entre dança e música a partir de músicas barrocas de J.S.Bach e C.Petzold. Nesta criação, mãe e filha dançam, cantam e tocam instrumentos numa proposta que nomeiam como “sonorocoreografia”. A partir de memórias musicas comuns, movimentos e sons são produzidos na mesma dimensão temporal, ora por um disparo de voz que é gesto dançado, ora por uma propulsão de instrumento que é corpo.

Ficha Técnica:    Criação e execução: Janice Viera e Andréia Nhur | Colaboração artística: Isabelle Launay | Iluminação: Roberto Gill Camargo | Produção: Paola Bertolini | Duração: 40 minutos

  • Gicia Amorim – Dissonâncias

Este projeto de colaboração entre o percussionista Joaquim Abreu e a bailarina Gícia Amorim é o resultado de um processo criativo baseado nos conceitos de independência entre a ação coreográfica e o discurso musical e tem como proposta apresentar obras com linguagens composicionais bastante distintas entre elas.

Ficha Técnica: Coreografia e Intérprete: Gícia Amorim | Percussão: Joaquim Abreu | Obras Musicais: John Cage – 27’10.554”e trio for percussin L.C. Cseko – Noite do Catete 5 – Roberto Sierra – Bongo – O | Duração: 25 minutos

  • Angelo Madureira – Delírio

Espetáculo  solo  de   Ângelo  Madureira,  foi  criado  em  1999,  após  o processo de pesquisa do solo de Bateria feito através da Bolsa de Pesquisa Rede Stagium, em 1998. Neste experimento,  ngelo Madureira buscou no livro Frevo Capoeira e Passo de Waldemar de Oliveira, conceitos  sobre  o  frevo. Nesse livro, Waldemar cita  que o  frevo é a música e o passo é a dança. Através desse conceito,  ngelo Madureira desenvolveu o solo de bateria, onde substituiu a música do frevo pelo som do rock progressivo, com esse material surgiu a seguinte pergunta: – Se tirar a música do frevo, o que se dança? Como resultado desse questionamento surgiu o espetáculo Delírio, uma obra lúdica, com características  fortes  da  maneira de  representar a dança  popular  em cena.

Ficha Técnica: Criação, interpretação, figurino e cenografia:  ngelo Madureira Direção: Ana Catarina Direção técnica, administração e iluminação cenográfica: Juliana Augusta Vieira Assistente de direção e produção: Luiz Anastácio Músicas – Delírio: Matinada, Valsa para Bilu, Biu do Pífano, Caldo de Cana, Maracatu Indiano, Mourama, Laursa, Cocão, Kuarupe e A Cobra de Ántulio Madureira, Relembrando o Norte de  Severino Araújo | Duração: 30 minutos

Dia 2 – sábado

Tea-Time | 16 h

Encontro com todos os artistas envolvidos e o público. Mediação de Célia Gouvêa

Sessão Meia-Noite Olho Neles – 24h

  • Cia. Tentáculo Jovem (Direção Liliane de Grammont) – Onírico

Onírico retrata  as  fantasias  e  ilusões  do  individuo  em  estado  de inconsciência. A partir de sonhos relatados pelos interpretes, o roteiro ganha forma. A dramaturgia traduz em movimentos os devaneios oníricos. “Onírico”: Sonhos transformados em dança.

Ficha Técnica: Coreografia: Liliane de Grammont Figurino: Bruna Fernandes | Trilha Sonora Original: Ed Côrtes Desenho de luz: Raquel Balekian | Edição de vídeo: Felipe Sciotti Elenco: Sabrina Ferreira, Flora Gomes, Victoria | Cavalcante, Rebeca Tadiello, Ana Beatriz Garcia, Isadora Giaretta, Agnes Rumi, Camilla Andrade, GiulianaZibini, Fabiana Ferrari, Ingrid Laurentino, Carolina Verzolla, Frank Matos, Vinicius Cosant, Pietro Morgado

LUGARIZAÇÃO (Residência Coreográfica)

Apresentações dos resultados das Residências Artísticas de 2017

  • Criatura – Luisa Coser

Refletir sobre espaços de fala onde são encenados e proferidos discursos políticos tornou-se um imperativo para o pensamento artístico neste projeto, em tempos autoritários e arbitrários. Pensar o espaço cênico também como um lugar onde se reproduz a espacialidade de centro-periferia – de onde um fala e muitos escutam-  conduziu a artista a uma investigação elementar da relação entre publico X performer.

Ficha Técnica:  Concepção e coreografia: Luisa Coser | Colaboração na pesquisa e dramaturgia: Leonardo Carvajal | Figurino e cenário: Juliana Pfeifer | Luz: Maria Basulto | Apoio: Espaço Cênico o Lugar Agradecimentos: João Andreazzi e Maria Basulto

  • Modo-cão – Lilian Wiziack

Modo-cão é uma proposta de criação em dança contemporânea que busca, a partir da obra Wolf Alice, da artista plástica Gina Litherland,  entrar em contato com o modo de ser “cão” do corpo.  Em Wolf Alice, podemos ver uma garota humana que parece escutar uma mensagem secreta de um lobo, ou seja, de um híbrido ela-lobisomem. Um tornando-animal  tornando-menina. As pinturas de Litherland, habitam universos de cheios ambiguidade, com animais e criaturas, mistério, feminino, hibridismo, etc.

  • ZovCoBorobCoBaVzba/Um Idioleto  – Maria Basalto

O discurso por meio da não-palavra e a melodia própria da fala de um indivíduo. Primeiras ideias para uma dança sonora / para um movimento barulhento/ para um som dançado.

Ficha Técnica: Criação, concepção e dança: Maria Basulto | Trilha sonora: Thomaz Souza | Figurino: Carolina Canteli | Desenho de luz: Maria Basulto | Fotos: Everton Ferreira | Duração: 25 minutos

Dia 3 de dezembro

Workshop Técnica Cunningham | Com Gícia Amorim | das 15h às 17h

O workshop tem por objetivo geral abordar a técnica de dança de Merce Cunningham, seus fundamentos e as posições de tronco específicas dessa técnica. Serão explorados deslocamentos complexos no espaço com ênfase no uso e controle de tronco e nas combinações de concordância e oposição entre movimentos de tronco e movimentos de membros inferiores, em velocidades variadas e saltos, solicitando gradualmente maior exigência técnica.

Dia 08 de dezembro, sexta, 21h;

Dias 9 e 10, sábado e domingo, 20h30

  • Cia. Corpos Nômades – “#DR. Faustroll 02”- Work-in-progress (Pré-estreia) do novo espetáculo da Cia. Corpos Nômades, que utiliza como inspiração o mito do Dr. Fausto, desde Marlowe até Alfred Jarry. O que serviu fortemente de impulso para o nascimento desta nova criação, além do surrealismo, da patafísica  e do acaso,  foi a relação com o poder, com o desejo do eterno e o de atingir o absoluto, que é a alma. A essência o âmago da questão do mito de Dr. Fausto,muito bem visitado por Goethe no seus: Zero, o 01 e o 02 Dr. Faust, escritos ao longo de sua vida.      Já O Dr. Faustroll de Alfred Jarry, que foi  publicada postumamente em 1911, faz deste personagem, que nasce já com 63 anos, o “fundador”da Patafísica.  Nesta nova montagem buscou-se projetar a noção/imagem ao corpo do intérprete,  da junção faustrólica, patafisica,  surrealista e das diversas citações e navegações contidas na obra de Jarry.

Ficha  Técnica  Concepção  e  Direção:  João  Andreazzi | Elenco:   Gervasio Braz, RossanaBoccia, Vagner Cruz, Cristiano Bacelar e João Andreazzi | Assessoria Poética: Claudio Willer |  Tradução: Éclair Almeida filho | Trilha Sonora: Diogenes Junior  | Video Arte: Daniel Carvalho | Iluminação: Décio Filho | Figurino: David Schumaker | Cenário: Cia. Corpos Nômades e David Schumaker | Músicos que participaram do processo: Alexandre Rosa, Guisado e Rica Bigio | Duração: 30 minutos

▪  Cia. Mariana Muniz de Dança e Teatro – Fados e Outros Afins

Um mergulho nas águas, paisagens e palavras luso-brasileiras e um convite à escuta dos fados portugueses e cantores brasileiros. Com Fados e Outros Afins a bailarina e atriz Mariana Muniz, sob a direção de Maria Thaís, faz uma imersão em suas origens de brasileira e nordestina, numa dramaturgia, concebida a partir de seu corpo, como uma viagem poética de Lisboa a Recife.

Ficha Técnica: Coreografia e interpretação: Mariana Muniz | Direção Artística: Maria Thaís | Assistente de Direção, Cenografia e Fotos: Cláudio Gimenez | Dramaturgia: Murilo de Paula e Carlos Avelino de Arruda Camargo | Trilha sonora: DivanirGattamorta | Figurinista: Chris Aizner  | Desenho de luz: Aline Santini | Cenografia: Julio Dojcsar e Rogério Santos  | Operação som: Luciano  Renan | Coordenação  de  Produção:  Rafael  Petri  (MoviCena Produções) | Duração: 45 minutos

  • Cia. InSAiO de Arte (dir. Claudia Palma) – Abissal

Abissal é um trabalho de dança  que se configura por meio da corporeidade dos intérpretes,  do  espaço  e  do  som.  Cada  artista  desenvolve  seus  padrões corporais numa construção poética de profundidades individuais, como se cada um pudesse mergulhar dentro de si, criando e recriando justificativas para os nossos padrões artísticos instintivos. O público assiste aos momentos de ida e volta às zonas alcançadas, que trazem imagens como finitude, resistência, perversidade, feminino, opressão, atritos, num ambiente essencialmente denso. Abissal é um convite ao mergulho em forças intrínsecas a todos nós, uma possibilidade de nos mover para dentro e então mover o outro, o espaço.

Ficha Técnica:  Direção geral: Claudia Palma | Intérpretes-criadores: Claudia Palma,  Natália  Franciscone,  Renato  Vasconcellos  e  Carolina  Canteli (convidada) | Música original e ao vivo: Guilherme Marques | Cenografia: SuiáFerlauto  | Figurino: Claudia Schapira | Desenho de luz: Hernandes Oliveira | Provocação filosófica: Rodrigo Vilalba | Fotografias: Claudio Higa Assistência de produção: Cristina Ávila | Produção: Cristiane Klein (Dionísio Produção Cultural) Duração: 45 min

9 de dezembro

Tea-TimeLugar em Reflexão

Encontro com todos os artistas envolvidos e o público. Mediação de João Andreazzi

  • Sessão Meia-Noite Olho Neles24h
  • IMO Coletivo ( SamyaEnes, Fabio Manzione e Cadu Ribeiro) Miséria Prima, Rara Palavra

O espetáculo Miséria Prima, Rara Palavrapara Carolina Maria de Jesus é um trio cênico multilinguagens (dança, teatro e música) baseado na obra e na vida da escritora brasileira Carolina Maria de Jesus. A criação deste espetáculo elabora corporalmente os temas da miséria e da palavra, pontos de apoio da vida e da obra de Carolina. Diferentes camadas dramatúrgicas se compõem como intervenções coreográficas conforme o universo musical criado, uma possível memória sonora do mundo da escritora.

Ficha Técnica: Criação e interpretação: Cadu Ribeiro, Fabio Manzione e SamyaEnes | Figurino Alex Cassimiro e Valentina Soares | Iluminação Celso Melez | Fotografia Fabio Minagawa e Fabio Enes Consultora de pesquisa da literatura de Carolina Maria de Jesus Raffaella Andrêa Fernandez

  • Talita Florêncio – APT.Lab

APT.Lab é um acontecimento sonoro-corporal realizado em um ambiente preparado, onde busca-se tencionar as energias acerca da relação entre corpo e objeto. A performance toma mão da diluição da identidade para uma relação que se conjuga e refaz continuamente entre os contornos do gesto sobre as coisas. Considera-se, assim, o intervalo entre os elementos como espaço relacional e guia da ação, compondo um convívio conjugado entre formas, dimensões, massas, camadas, energias e coisas.

Ficha Técnica: Criação e intérprete: Talita Florêncio | Música: Thiago Salas.

LUGARIZAÇÃO                 (Residência       Coreográfica)

Apresentações  dos resultados das residências artísticas de 2017.

  • Confissões sobre um tempo sem tempo-  Letícia Rodrigues

É resultado da residência artística LUGARIZAÇÃO 2017. Surtiu de questionamentos sobre o tempo em que vivemos, sobre como vivemos o tempo e como tais percepções afetam nosso modo de viver e perceber o que nos circunda. A partir de tais reflexões, propõe-se diferentes relações com o público a partir da desconstrução da relação artista/palco. No corpo, são explorados gestos cotidianos desconectados de sua função diária, questionando sobre o tempo, sobre a rotina, sobre viver versus (r)existir.

Ficha técnica:  Dança: Letícia Rodrigues | Música: Gustavo Infante | Figurino: Letícia Rodrigues e Marjoly Lino | Desenho de luz: Letícia Rodrigues | Fotos: Wrzaratini

  • Estados Corporais: Um dispositivo para a improvisação e criação em dançaGabriela Branco

A pesquisa corporal que norteia este projeto consiste em mapear, explorar e saturar estados corporais por meio de dois caminhos: 1. Memórias e 2. Palavras.

Quando se diz via memórias, significa que busca-se trazer alguma memória pessoal para compreender a sensação e sentimento a ser externalizada em forma de dança improvisada, ou seja, um mergulho provocativo sobre tal memória para se atingir, fluir, reverberar, um ou muitos estados que surgem da mesma. Quando se diz via palavras, significa que busca-se extrair o estado corporal a partir do sentido literal de palavras que remetem a sentimentos ou qualidades de movimento, sem preocupar-se em atrelar qualquer memória, experiência ou lembrança.

  • Encontro Alfred Jarry – Dr. Faustroll com Claudio Willer | das 17h às 19h.

 

Dia 10 de dezembro

 

Workshop Estudos de Movimento para a Cena | Com Mariana Muniz | das 15 às 17h.

Através dos estudos de movimento, o aluno/artista tem liberdade para pesquisar criativamente suas possibilidades de movimentação, respeitando seu ritmo e tempo individual. Trata-se de um processo de organização de conhecimento em eutonia (bom tônus), através de pesquisa criativa, respeitando os limites e ritmos pessoais.É um processo de investigação que propõe a expressão pessoal através de estímulos simples e pontuais, possibilitando a experimentação de movimentos conscientes e integradores. Nos estudos de movimento a memória e a competência seletiva são elementos fundamentais para a composição. Como sujeito ativo de si mesmo, tem-se a oportunidade de descobrir a origem do movimento e os caminhos que percorrem no corpo. Os estudos proporcionam uma verdadeira comunicação tônica entre os participantes e uma comunicação cênica efetiva.

Além de despertar a consciência do movimento com qualidade, isto é, com economia  de  esforço  e  intencionalidade,  favorece  maior  compreensão  da funcionalidade  do  corpo,  amplia  o  repertório  de  movimentos  e  promove  a liberdade de criação e expressão.

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