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INTERCENA – um projeto cultural criativo e inovador será lançado na capital dia 04 de dezembro de 2017, no Teatro do Centro Histórico-Cultural Santa Casa

Um passo importante será dado no Rio Grande do Sul com o lançamento do INTERCENA – um projeto de artes cênicas, criativo e inovador, que terá lançamento dia 04 de dezembro, segunda-feira, na capital gaúcha. O evento terá painel com curadores e artistas convidados e acontecerá no Teatro do Centro Histório-Cultural Santa Casa (Av. Independência, 75), às 19h. Integram a mesa de debates Elder Patrick Maia Alves, Marcelo Bones, Marcelo Milan, Alexandre Mendonça Gonçalves e Mariana Ribas, representando o Ministério da Cultura. A mediação é de Alexandre Vargas.

 

O Brasil precisa mais do que nunca de boas ideias e projetos capazes de fortalecer a cultura e movimentar seu mercado de trabalho. Nesses tempos em que a cultura e a arte vêm sendo postas à prova por uma onda retrógrada e pela crise econômica, é necessário que se pense além e que se proponham projetos capazes de ampliar esse mercado, que possam dar visibilidade e credibilidade a essa cadeia produtiva capaz de formar cidadãos melhores e que também movimenta números e cifras, aquecendo a economia do país.

 

Criatividade e inovação são características do INTERCENA, projeto de internacionalização das artes cênicas do Rio Grande do Sul que apresenta um caminho de enfrentamento das complexidades atuais no campo da cultura no Brasil. O elemento primordial da proposta é a reinvenção de novos mercados para as artes, a fim de garantir sua adaptabilidade e consequentemente a sobrevivência e a distribuição da produção de artes cênicas pelos territórios nacionais e internacionais. A proposta de impacto dessa iniciativa não vem apenas de boas ideias, mas sim de um processo que conduz a uma nova maneira de pensar e agir, se apropriando do conceito de desenvolvimento de competências–chaves.

 

Dentre inúmeros projetos culturais no país, o INTERCENA se destaca e já é apontado como um caminho a ser seguido. Aspectos relacionados à economia da cultura, geração de emprego e renda, fortalecimento da cadeia produtiva das artes cênicas e a formação de mercado para a cultura, compõe a estrutura conceitual do projeto, que valoriza e promove o desenvolvimento das artes cênicas, antecipando mudanças necessárias e rompendo paradigmas. Sem precedentes no país, aprofunda e promove ações de resgate do teatro através da exposição da produção local, do intercâmbio e do pensamento critico. A iniciativa se propõe a gerar trabalho e renda e assegurar autonomia ao conquistar melhores condições para os artistas cênicos em toda cadeia produtiva. Contribuir, enfim, ao aprofundar a discussão de tópicos como difusão e circulação da produção de artes cênicas, formação de público, fomento ao intercâmbio nacional e internacional, investimento na qualificação artística, técnica e de gestão para a difusão da imagem do Rio Grande do Sul no Brasil e no exterior, além de impulsionar os mercados de trabalho e economias locais proporcionados pelos festivais do gênero.

 

A primeira edição do INTERCENA, realizada entre dezembro e março de 2018, promoverá uma capacitação para vinte e duas companhias de artes cênicas do Rio Grande do Sul, uma Rodada de Negócios com mais de trinta curadores e programadores de festivais nacionais e internacionais e ainda realizará o 1ª Seminário Internacional Sobre Festivais de Artes Cênicas. “Acreditamos que o INTERCENA contribuirá para a difusão e circulação da produção de artes cênicas, promovendo um abrangente trabalho de formação, fomentando o intercâmbio regional, nacional e internacional. O projeto agrega qualificação artística, técnica e de gestão e contribui para impulsionar mercados de trabalho e economias locais. Ele tem a capacidade de potencializar a interface gerada com outros setores da economia e da sociedade, tais como turismo, educação, tecnologia, comunicação e ação social” destaca Alexandre Vargas, idealizador deste projeto. Alexandre é diretor artístico, curador e coordenador do Festival Internacional de Teatro de Rua de Porto Alegre, integrante da Rede Brasileira de Festivais de Teatro do Brasil da qual é um dos consultores da criação do Sistema de Indicadores dos Festivais de Teatro do Brasil e integrante da REDELAE –Rede Eurolatinoamericana de Artes Cênicas.

 

A BRASKEM S.A., é a patrocinadora exclusiva do INTERCENA. A compreensão sensível e responsável da empresa, que é a maior patrocinadora desse seguimento artístico no estado, é o que permite a realização desse projeto estratégico para o Rio Grande do Sul. O projeto é financiado através da Lei de Incentivo à Cultura do Governo do Estado, tem o apoio cultural da Secretária de Economia da Cultura do Ministério da Cultura do Núcleo de Estudos em Economia Criativa e da Cultura (NECCULT), ambiente interdisciplinar de ensino, pesquisa e extensão vinculado à Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS e do Observatório dos Festivais, espaço de informação e reflexão sobre os festivais de artes cênicas no Brasil.

 

 

Painel de lançamento / Mediação Alexandre Vargas

 

Elder Patrick Maia Alves é responsável pelo mapeamento da cadeia produtiva das artes cênicas no Brasil pela Universidade Federal de Alagoas UFAL. Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (2002), mestrado em Sociologia pela Universidade de Brasília (2004), doutorado em Sociologia pela Universidade de Brasília (2009) e pós-doutorado em sociologia (2013) pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP-UERJ). Atualmente é professor Associado do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e professor do Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS-UFAL). É membro do grupo de pesquisa Cultura, memória e desenvolvimento e Vice-Diretor do ICS/UFAL. Tem experiência na área de sociologia dos mercados culturais, atuando principalmente nos seguintes temas: sociologia econômica dos mercados culturais, economia criativa; economia da cultura; mercados culturais no Brasil; sociologia econômica, políticas culturais, consumo cultural; cultura popular, sertão nordestino e desenvolvimento regional. Em 2011 publicou o livro ‘A economia simbólica da cultura popular sertanejo-nordestina’, prêmio Ministério da Cultura (MINC) de Políticas Culturais; em 2012 publicou ‘A sociologia de um gênero: o baião’, premiado pela Fundação Nacional de Arte (FUNARTE), no âmbito do Edital Centenário de Luiz Gonzaga; em 2013 publicou ‘Cultura e desenvolvimento: o advento da economia criativa’, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em parceria com a Editora da Universidade Federal de Alagoas (EDUFAL), além de diversos artigos em revistas especializadas acerca dos mercados culturais, economia criativa, desenvolvimento regional, tecnologia e inovação, consumo cultural, políticas culturais e empreendedorismo cultural.

 

Marcelo Milan é coordenador do Curso de Gestão Cultural do Núcleo de Estudos em Economia Criativa e da Cultura (NECCULT), ambiente interdisciplinar de ensino, pesquisa e extensão vinculado à Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS. Possui graduação em Economia pela Universidade de São Paulo (1998), mestrado em Economia pela Universidade de São Paulo (2002) e doutorado em Economia pela University of Massachusetts Amherst (2008). Atualmente é professor Adjunto II de economia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professor visitante na Universidade de Wisconsin (EUA, 2011). Foi professor da University of Rhode Island (2007-2008) e na University of Wisconsin (2008-2010). Tem interesse na área de Macroeconomia Financeira, Economia Política Clássica e Economia Política Internacional, com ênfase em Moeda e Bancos, Finanças, Economia política dos EUA e do Brasil e Poder e Dinheiro, atuando principalmente nos seguintes temas: derivativos financeiros e financeirização, crises financeiras, macroeconomia pós-keynesiana, desemprego e Estados e Moedas.

 

Marcelo Bones é consultor nacional e internacional do INTERCENA. É programador, consultor e assessor de importantes festivais no Brasil e no exterior. Idealizador e coordenador do Observatório dos Festivais (www.festivais.org.br), organização para a difusão de informações, reflexões e pesquisas sobre festivais de teatro no Brasil e diretor executivo da Platô – Plataforma de Internacionalização do Teatro, consórcio de quatro grupos teatrais que se reuniram para ações de internacionalização (Luna Lunera, Teatro Invertido, Teatro Andante e Espanca!) Foi Diretor de Artes Cênicas da FUNARTE de 2009 a 2011 e, entre 2015 e 2016, atuou como consultor na área do teatro da Política Nacional das Artes do Ministério da Cultura. Em 2004 e 2012 foi Coordenador e Diretor artístico do FIT- BH – Festival Internacional de Teatro de Belo Horizonte. Ministra cursos sobre circulação internacional e nacional. Tem vários artigos publicados em revistas especializadas no Brasil e no exterior sendo também articulador da Rede Brasileira de Festivais de Teatro. É diretor e fundador do Grupo Teatro Andante de Belo Horizonte. Atualmente é Diretor de Articulação da Secretaria Municipal de Cultura de Belo Horizonte.

 

Alexandre Mendonça Gonçalves é Coordenador-Geral de Desenvolvimento Setorial do Departamento de Estratégia Produtiva da Secretaria da Economia da Cultura do Ministério da Cultura. Economista, responsável pelos Indicadores, pesquisas e pelo projeto do Atlas Econômico da Cultura Brasileira.

 

Mariana Ribas – Mariana Ribas, Secretária Executiva do Ministério da Cultura. Formada em Comunicação Social, com pós-graduação em Jornalismo Cultural, MBA em Gestão Cultural e MBA em Gestão Empresarial. Carioca de 1983, iniciou sua trajetória na área audiovisual e cultural em 2003, na Secretaria municipal de cultura do Rio, onde ficou por oito anos, tendo atuado, principalmente, na coordenação e execução de processos de seleção de apoio e patrocínio a projetos. Em 2011, assumiu a gerência de fomento da RioFilme, onde coordenou o Programa de Chamadas Públicas de Audiovisual/RioFilme e Secretaria de Estado de Cultura 2010 e 2011, e o Programa de Investimento Seletivo não Reembolsável. Em 2013, implementou e coordenou o I Programa de Fomento à Cultura Carioca da Secretaria municipal de Cultura. Em junho de 2014, assumiu a diretoria comercial da RioFilme e, em 2015, passou à diretora-presidente.

 

 

Etapas do INTERCENA

 

Estruturado em quatro eixos ações que se interligam promovendo sinergia para potencializar a difusão da produção cênica:

 

1)      Capacitação para Internacionalização das Cias de Artes Cênicas do Estado do Rio Grande do Sul;

2)      1º Seminário Internacional Sobre Festivais de Artes Cênicas;

3)      Rodada de Negócios com Curadores e Programadores de Festivais Nacionais e Internacionais;

4)      Apoio para Cias de Artes Cênicas ou Festivais para o intercâmbio das produções cênicas.

 

O programa

 

A primeira edição do INTERCENA será na cidade de Porto Alegre / RS, de 04 de dezembro de 2017 a 23 de março de 2018. Diversos espaços culturais da cidade acolherão as diferentes atividades do projeto: capacitação para a internacionalização de vinte e duas cias de artes cênicas, rodadas de negócios, mostra artística e primeira edição do Seminário Internacional de Festivais de Teatro para profissionais e para o público em geral.

O lançamento do Projeto acontecerá no Centro Histórico Cultural Santa Casa.

 

 

Capacitação

 

INTERCENA desenvolverá atividades para o intercâmbio de conhecimento e treinamento de agentes culturais e artistas, a fim de qualificar a percepção empresarial das artes, a abertura dos mercados, a internacionalização e o fortalecimento de redes e circuitos. Uma das ações é “Caminho e Rotas para a Circulação Nacional e Internacional”, capacitação para vinte duas companhias, grupos e produtores teatrais para ampliação das possibilidades de circulação dos seus espetáculos para todo o Brasil e também para outros países.

 

 

Rodada de negócios

 

Reuniões agendadas entre criadores e agentes ou curadores e programadores culturais. Uma conexão direta para a apresentação de oferta e demanda da produção em artes cênicas e serviços culturais. Negócios, trocas ou acordos. A Rodada de Negócios é considerada uma das ações mais significativas no Brasil, pois vai ao encontro das novas políticas culturais – em sua dimensão econômica – tratando de questões contemporâneas como a mobilidade transnacional e o acesso a mercados internacionais. A rodada cria um espaço e ambiência propícios para a interlocução entre artistas e agentes culturais diversos, projetando a produção de artes cênicas. Todas as informações sobre curadores, programadores, festivais de artes cênicas e artistas estarão disponíveis no site do INTERCENA.

 

 

O seminário

 

Realizado em quatro etapas, com duração de um dia cada etapa, o Seminário Internacional Sobre Festivais de Artes Cênicas abordará quatro temas:  : a) Festivais e Economia;

  1. b) Festivais e suas curadorias;
  2. c) Festivais Internacionais X Festivais Nacionais;
  3. e) Políticas Culturais para os Festivais de Artes Cênicas.

 

Os festivais de artes cênicas contribuem (e muito) para circulação de mercado interno como externo.  É possível compreender os festivais como plataformas para o ciclo de criação, produção e distribuição de bens e serviços que utilizam capital intelectual e criatividade como insumos primários. É um setor cultural no país de extrema capilaridade, uma vez que chega em locais que o Estado não chega. Portando os festivais são opções viáveis de desenvolvimento que constituem um conjunto de atividades baseadas no conhecimento, focado (mas não limitado) às artes.

 

 

 

INTERCENA

Lançamento para a imprensa e convidados dia 04 de dezembro, às 19h

Teatro do Centro Histórico-Cultural Santa Casa

Av. Independência, 75

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