teatro

Grupo TAPA apresenta AS CRIADAS

de Jean Genet

Direção: Eduardo Tolentino de Araujo

Com: Emilia Rey, Clara Carvalho e Mariana Muniz

 

Estreia dia 6 de outubro, no Teatro João Caetano

 

O espetáculo “As Criadas” está no repertório do Grupo Tapa desde 2015. A montagem estreia uma nova temporada em São Paulo no dia 06 de outubro, sexta-feira,  às 21h, no Teatro João Caetano. A direção é de Eduardo Tolentino de Araujo, e no elenco estão as atrizes Clara Carvalho, Mariana Muniz e Emilia Rey.

Escrita por Jean Genet (1910 – 1986) em 1947, “As Criadas” é um clássico da dramaturgia francesa. Reconhecido como escritor de extraordinário talento e admirado por escritores como Jean Cocteau e Jean-Paul Sartre, Genet escreveu a maioria de seus textos durante os anos em que esteve preso, o que confere características bastante únicas a sua obra. Sua inspiração para “As Criadas” foi um caso real ocorrido na França, das irmãs Papin, que mataram a patroa e sua filha no ano 1933.

É o diretor Eduardo Tolentino de Araujo quem explica: “Entre o psicodrama, improviso teatral e perversos jogos infantis, as criadas sublimam, através de uma cerimônia fúnebre, o processo de opressão comandado por sua patroa/mãe, nesse tipo de relação promiscua presente em nossa cultura. Jogo situado para além da luta de classes e de Freud, cuja arena é um inferno Sartreano, que flerta com o surrealismo de Buñel e o expressionismo de Bergman, sem esquecer o travestismo tão caro a Genet. Fuga e evasão poética de alto teor lírico e poesia barata que nos remete a Mishima, Fassibinder e Manuel Puig”.

 

 

SINOPSE

A peça conta a história das irmãs Clara (Clara Carvalho) e Solange (Mariana Muniz), empregadas no luxuoso apartamento de Madame (Emilia Rey), por quem nutrem ao mesmo tempo ódio e adoração. Basta que Madame saia de casa para que as criadas iniciem um jogo de submissão e poder em que usam as roupas, joias e maquiagens da patroa, imitando sua voz e seus gestos, em requintados e perversos rituais de “faz-de-conta”.

Dia após dia, planejam a morte de sua patroa. Através de cartas anônimas com denúncias, acabam por levar o amante de Madame para prisão. Mas, inesperadamente, ele é libertado e vai ao encontro de Madame, e logo as tramoias das duas serão descobertas pelo casal. Sem saída, as criadas levam seu jogo perverso ao limite.

A MONTAGEM

A encenação transita pelo drama e pela tragicomédia para tratar de uma incômoda relação entre opressor e oprimido. O cenário de Marcela Donato evoca o luxo e a grandiosidade da casa de Madame, onde predominam a cor vermelha em tapetes e longas cortinas entre espelhos e objetos clássicos. O figurino, também de Donato, é também clássico e elegante para Madame, e realista no uniforme das criadas.

SERVIÇO

“As Criadas”

TEXTO: Jean Genet

DIRETOR: Eduardo Tolentino de Araujo

ELENCO: Clara Carvalho, Mariana Muniz e Emilia Rey

TEMPORADA: de 6 a 29 de Outubro

HORÁRIOS: sextas e sábados, às 21h,  e domingos  às 19h. DURAÇÃO: 90 min

GÊNERO: drama

RECOMENDAÇÃO: 14 anos

INGRESSOS: R$20 | R$ 10 meia

BILHETERIA: abre uma hora antes do espetáculo

Aceita dinheiro e cartões de credito e débito. Não aceita cheque.

LOCAL: Teatro João Caetano – 438 lugares

Rua Borges Lagoa, 650 Vila Clementino

  1. 5573.3774 / 5549.1744

FICHA TÉCNICA

Texto: Jean Genet

Tradução: Pina Coco

Diretor: Eduardo Tolentino de Araujo

Elenco: Clara Carvalho, Mariana Muniz e Emilia Rey

Cenários e Figurinos: Marcela Donato

Iluminação: Nelson Ferreira

Fotos: Ronaldo Gutierrez

Comunicação Visual: Gus Oliveira

Produção Executiva: Ariel Cannal

Realização: Grupo TAPA

Assessoria de Imprensa: Flavia Fusco Comunicação

 

 

SOBRE JEAN GENET (1910 – 1986)

Francês nascido em Paris, autor de uma obra literária em que expôs uma explícita crueza unida a um profundo lirismo, fruto de atormentada existência. Filho de pai ignorado, foi entregue pela

mãe à assistência pública, que por sua vez a deu em adoção a um casal de produtores rurais. Assim conheceu, desde a infância, os mais sórdidos aspectos da sociedade. Aos dez anos de idade começou a cometer pequenos furtos, aparentemente inocentes, primeiro em casa e, com o tempo, fora dos limites familiares, e foi internado num reformatório. Durante a adolescência continuou sua vida de pequenos delitos, o que o levou para instituições correcionais e, mais tarde, para a cadeia. Aos 20 anos, ainda em sua vida de vadiagem, entregue a atividades delituosas, terminou na prisão, condenado por roubo. A cadeia, paradoxalmente, tornou-se sua fonte inspiradora de grande parte de sua obra literária e conseguiu o milagre de transformar toda uma existência de miséria, humilhação e sofrimento extremo em literatura de incontestável qualidade, partindo do seu primeiro poema Le Condamné à mort (1942). Então escreveu o romance Notre- Dame des Fleurs (1944), que chegou ao conhecimento e ganhou elogios de escritores como Jean Cocteau e Jean-Paul Sartre. Amplamente reconhecido como escritor de extraordinário talento, a polêmica em torno de sua figura aumentou com o romance Miracle de la rose (1945-1946). Publicou Querelle de Brest (1947), que Fassbinder transformou em filme, e com a peça Les Bonnes (1947) revelou-se um dramaturgo de profundidade intelectual, precursor do teatro do absurdo. Com a autobiografia Journal du voleur (1949), confessava-se aberta e escandalosamente ladrão e homossexual. Depois escreveu alguns romances e peças teatrais curtas que mostravam a influência do existencialismo de Sartre. Com Le Balcon (1956) e Les Paravents (1961) aprofundou um estilo expressionista de denúncias sobre os preconceitos políticos e sociais, que firmaram seu mtemperamento anárquico e rebelde. Diagnosticado com câncer na garganta em 1979, o escritor morreu em um hotel de Paris em 1986, depois de exigir em seu testamento que fosse enterrado no Marrocos, país onde o escritor e compositor norte-americano Paul Bowles viveu a maior parte de sua vida. Um dos mais originais escritores e dramaturgos franceses do século XX, Genet foi enterrado em um cemitério espanhol simples ao lado de Tânger, entre campas de jovens soldados da Legião Espanhola.

 

SOBRE O GRUPO TAPA

O grupo TAPA, fundado em 1974 no Rio de Janeiro, mudou-se para São Paulo em 1986, quando ocupou o Teatro Aliança Francesa por 15 anos. Durante esse período foram apresentados mais de 50 espetáculos, entre eles Shakespeare (“A Megera Domada”), Bernard Shaw (“Major Bárbara”), Anton Tchekov (“Ivanov”), August Strindberg (“Camaradagem”), Oscar Wilde (“A Importância de Ser Fiel”), Nicolau Maquiavel (“A Mandrágora”) e Luigi Pirandello (“Vestir os Nus”); e também grandes autores brasileiros, como Arthur de Azevedo (“A Casa de Orates”), Nelson Rodrigues (“Vestido de Noiva) e Jorge Andrade (“Rasto Atrás”). Vários prêmios do TAPA também ocorreram durante a residência no Aliança Francesa como os 03 Molière por “Vestido de Noiva”, Mambembe de melhor atriz para Clara Carvalho por “Ivanov”, além de diversos Shell e APCA.

 

SOBRE EDUARDO TOLENTINO – diretor

Fundador e diretor do Grupo TAPA, dirigiu mais de 30 espetáculos entre eles. Apenas um conto de fadas, de sua autoria, Uma peça por outra, de Jean Tardieu, O Anel e a rosa, de William Makepeace Thackeray, Não me chame de tetê e Destronou Thereza, de José Wilker, Tempo quente na floresta azul, de Orígenes Lessa, A fada que tinha idéias, de Fernanda Lopes de Almeida, O Noviço, de Martins Penna, Casa de Orates, de Arthur e Aloísio Azevedo, Viúva porém honesta, de Nelson Rodrigues, Pinóquio, de Carlo Collodi, O Tempo e os Conways, de J. B. Priestley, A Mandrágora, de Nicolau Maquiavel, Solness, o construtor, de Ibsen, Senhor de Porqueiral, de Molière, Nossa cidade, de Thornton Wilder, As raposas do café, de Antônio Bivar e Celso Luiz Paulini, A Megera Domada, de William Shakespeare, As portas da noite, de Jacques Prévert, Querô, uma reportagem maldita, de Plínio Marcos, Sra. Klein, de Nicholas Wright, Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, Corpo a Corpo, de Oduvaldo Vianna Filho, Rasto atrás, de Jorge Andrade, Do fundo do lago escuro, de Domingos de Oliveira, Moço em estado de sítio, de Oduvaldo Vianna Filho, Ivanov, de Anton Tcheckov, Navalha na carne, de Plínio Marcos, A Serpente, de Nelson Rodrigues, Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues (Polônia), Contos de Sedução, de Johnathan E. Amacker, Os Órfãos de Jânio, de Millôr Fernandes, Major Bárbara, de Bernard Shaw, A Importância de ser Fiel, de Oscar Wilde Executivos, de Daniel Besse, A Mandrágora, de Nicolau Maquiavel (2ª montagem), Outono e inverno, de Lárs Norén, Camaradagem, e August Strindberg, Sonho talvez não, de Pirandello, A Moratória, de Jorge de Andrade Retratos falantes, de Alan Bennett, Amargo Siciliano, de Pirandello, O ensaio, de Jean Anouilh, Cloaca, de Marta Goos, Vestir os Nus, de Luigi Pirandello, Recordar é Viver, de Hélio Sussekind, Doze Homens e Uma Sentença, de Reginald Rose, Vestir os Nus, Luigi Pirandello, Os Credores, de August Strindberg e Alguns Blues do Tennessee, de Tennessee Williams. Já faturou os seguintes prêmios como diretor, Mambembe de Teatro Infantil, direção por “A fada que tinha ideias” (1982); Mambembe, direção por “Viúva, porém honesta”; (1983), Mambembe, direção por “Pinóquio” e Molière de Teatro Infantil; (1984), APCA, melhor por “Viúva, porém honesta”; (1987), Governador do Estado, direção por “Solness, o construtor”; (1988), APCA e Molière, direção por “Vestido de Noiva”; (1994), Mambembe, direção por “Ivanov”; (1998) APCA, direção por “Major Bárbara”; (2001)

 

SOBRE EMILIA REY – atriz

Iniciou sua carreira de atriz com o Grupo Tapa em 1978 na peça para crianças “Apenas um Conto de Fadas”, escrita e dirigida por Eduardo Tolentino, pela qual foi indicada para o Prêmio Mambembe de Melhor Atriz. Depois de 10 anos com o Grupo Tapa, em 1989, Emilia segue um novo caminho em sua carreira e participa de conceituadas produções com vários diretores, tais como Luis Fernando Lobo em “Tambores na Noite”, de Bertold Bretch, “A Mulher do Próximo”, de Feydeau e “O Interrogatório”, de Peter Weiss; diretor Paulo Reis em “Crimes do Coração”, de Beth Henley, peça pela qual ganhou indicação para o prêmio Ibeu como melhor atriz coadjuvante; diretor Marcos Afonso Braga em “Angelo Tirano de Pádua”, de Victor Hugo e “Senhorita Julie”, de Strindberg; diretora Ivone Hoffman em “O Jovem Törless”, de Robert Musil.No cinema, apareceu em “Polaróides Urbanas”, de Miguel Falabella e em “Luz del Fuego”, de David Neves. Emilia também fez participações em várias novelas da TV Globo e da Rede Record.

 

 

CLARA CARVALHO – atriz

Diretora, professora, tradutora, Clara é uma das atrizes mais premiadas de sua geração; foi indicada quatro vezes ao prêmio Shell e vencedora em 2002, indicada três vezes e vencedora de

um APCA e foi também premiada com os prêmios Mambembe, Qualidade Brasil, Prêmio Quem e Aplauso Brasil. Seus trabalhos mais recentes em teatro foram As Criadas, de Jean Genet com direção de Eduardo Tolentino e Preto no Branco, de Nic Grill com direção de Zé Henrique de Paula. Sob sua direção estão os espetáculos Valsa nº6, de Nélson Rodrigues e Órfãos, de Dennis Kelly. Em

cinema Clara atuou em O Maior Amor do Mundo, de Cacá Diegues e Quanto Vale, ou é Por Quilo?, de Sérgio Bianchi. Na TV, Clara atuou nos seriados, Os Descolados (Mixer), 9MM (Fox) e O Negócio (HBO) e O Homem da sua Vida (HBO).

 

 

SOBRE MARIANA MUNIZ – atriz

Atriz, bailarina e coreografa, Mariana formou-se no Rio de Janeiro pela escola do Teatro Municipal e é uma das atrizes mais premiadas de sua geração. Em teatro tem o Prêmio Shell de Teatro/ indicação de melhor atriz; APCA de melhor intérprete em dança em Dantea; APCA de melhor autora – intérprete em dança em Paidiá; APCA de revelação como coreógrafa em Corpo de Baile; MAMBEMBE de melhor atriz coadjuvante em Lago 21; APETESP de melhor coreografia em Pássaro do Poente; APCA de melhor intérprete em Blas- Fêmeas; APETESP de melhor coreografia em O Corpo Estrangeiro. Seus Trabalhos mais recentes como atriz foram Berro, de Tennessee Williams com direção de Eduardo Tolentino de Araújo e O Fantástico Reparador de Feridas com direção de Domingos Nunez. Atualmente em cartaz com o espetáculo solo, D’existir.

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