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FESTIVAL CHAVE DO CENTRO REALIZA PROJEÇÕES MAPEADAS EM FACHADAS DE EDIFÍCIOS DA REGIÃO DE SANTA CECÍLIA DURANTE 30 DIAS

Inovador, projeto idealizado pela Visualfarm, produtora responsável pelo Vídeo Guerrilha, começa hoje (10/11) e vai testar as projeções de longa duração em um mesmo espaço público

 

O cenário noturno da região de Santa Cecília vai ser outro durante 30 dias. A partir de hoje (10/11), das 20 às 24h, com a realização do Festival Chave do Centro, as fachadas de quatro edifícios do bairro vão ser o palco para a exibição simultânea de quatro megaprojeções mapeadas criadas pelos VJs Vigas, Felipe Morozini, Roberta Carvalho, além do artista Alexis Anastasiou. Idealizador do evento, ele é diretor da Visualfarm, produtora especializada em conteúdos visuais e projeções responsável pelo Vídeo Guerrilha, evento de arte-mídia realizado na rua Augusta nos anos de 2011, 2012 e 2015 e que se tornou um marco em projeção mapeada no País.

Evento inovador, o Festival Chave do Centro promoverá, pela primeira vez, uma intervenção de videoarte em período prolongado – 30 dias, até 10 de dezembro – na Alameda Nothman, Rua Jaguaribe e avenidas São João e Angélica.

 

“Este formato é pioneiro e, pela primeira vez no Brasil, testa-se a ideia de diversas projeções de longa duração em um mesmo espaço público e se faz o uso da tecnologia a laser”, explica Anastasiou. A proposta é a materialização do livro Mappingfesto, recém-lançado pelo artista para defender intervenções visuais permanentes em prédios novos e antigos, como forma de interagir com o espaço urbano e influenciar a arquitetura. Para o artista, o objetivo do projeto é “repovoar o centro da capital paulista, tornando a região um polo cultural e artístico”.

Participam do evento quatro artistas. Uma delas é a paraense Roberta Carvalho, cujo trabalho poderá ser visto na Avenida Angélica, 177. Na fachada do edifício, ela vai fazer uma projeção mapeada chamada Mimetismo, definida como uma eco-adaptação em que a figura humana será tomada por elementos vegetais e vice-versa, tendo como tela para essa transformação a arquitetura da cidade.  O prédio da Alameda Nothman, 1.020, vai mostrar a arte da fotografia de Felipe Morozini. Segundo ele, a projeção exalta realidades paralelas apresentando, de forma surrealista, o deslocamento da paisagem – são fotos do cotidiano integradas ao urbanismo da cidade.

Leandro Mendes, o VJ Vigas, define sua projeção mapeada como formas, volumes, perspectivas e ilusão de ótica, por meio dos quais propõe uma reflexão do contexto urbano da cidade. Seu trabalho poderá ser conferido na avenida São João, 1.901. E na Rua Jaguaribe, 25, o artista Alexis Anastasiou vai apresentar A imagem que transforma a arquitetura, no qual sugere uma nova noção do que é a rua, por meio de desenhos feitos por crianças e adolescentes que moram na região.

Epson viabiliza o festival

A realização do Festival Chave da Centro está sendo possível graças ao patrocínio da Epson, líder mundial em projetores de vídeo, que também apoiou a edição do livro Mappingfesto, de Anastasiou.

De acordo com Simone Camargo, diretora de marketing da empresa, “o vídeo mapping é uma ferramenta que oferece possibilidades infinitas, seja aplicado a espetáculos audiovisuais, como complementação à arquitetura, ou, como neste caso, em intervenções artísticas”. Para ela, “a ideia é que o festival contribua para que as pessoas interajam cada vez mais com essa área tão importante da cidade”.

Perfil dos artistas

Durante 30 dias seguidos, quem mora ou pretende passar pelas avenidas São João e Angélica, alameda Nothman e rua Jaguaribe, em Santa Cecília, vai poder conferir um espetáculo único na cidade, que reúne quatro artistas em megaprojeções de imagem. Um deles é Roberta Carvalho, nascida em Belém (PA) e que estudou artes visuais na Universidade Federal do Pará. Desenvolve trabalhos nas áreas de imagem, intervenção urbana e videoarte. Já participou de várias exposições individuais e coletivas no Brasil, França, Espanha e Martinica, como é o caso das mostras Periscópio – zipper Galeria (São Paulo, 2016), 7ª Mostra SP de Fotografia (São Paulo, 2016), Visualismo – Arte, Tecnologia, Cidade (Rio de Janeiro, 2015), SP ARTE/FOTO (2014), Grande Área Funarte (São Paulo 2014), Pigments (Martinica, 2013), Festival Paraty em Foco (Paraty, 2012), Tierra Prometida (Barcelona, 2012), e Vivo Art.Mov (Belém, 2011).

Roberta conquistou várias premiações, entre as quais o Prêmio FUNARTE Mulheres nas Artes Visuais (2014), Prêmio Diário Contemporâneo (2011) e Prêmio FUNARTE Microprojetos da Amazônia Legal (2010). Foi bolsista de pesquisa e criação artística do Instituto de Artes do Pará, por duas vezes, em 2006 e 2015. Suas obras integram acervos como o do Museu de Arte Contemporânea Casa das 11 Janelas (PA) e Museu da Universidade Federal do Pará.

Outro integrante do Festival é Felipe Morozini, nascido em 1975 em São Paulo, cidade onde mora, e que usa a metrópole como tema e fonte de inspiração para suas fotografias. O ex-advogado capta imagens observadas de sua varanda e prefere fotografias de pessoas inconscientes de sua câmera. Dentre os assuntos recorrentes de suas fotos estão banhos de sol em varandas e gente conversando. Ele também é fotógrafo comercial e editorial, bem como designer de móveis e cenógrafo.

Outro artista é Leandro Mendes (VJ Vigas), que iniciou suas pesquisas sobre performances audiovisuais ainda na universidade, em 2003. Seu trabalho de conclusão de curso foi uma performance ao vivo combinando imagens e música. Dentre os principais marcos de sua carreira incluem-se a conquista, em 2012, do torneio VJs internacional Videozone, na Polônia. Em 2013, ganhou o 1º lugar das três edições do concurso VJ TORNA International, considerado a Copa do Mundo dos VJs realizada na Cidade do México (México), Roma (Itália) e Cidade do Cabo (África do Sul), repetindo o feito em maio de 2014, na cidade de Istambul, na Turquia. Ele foi selecionado para o Amsterdam Light Festival 2013/2014, mostrando seu trabalho, durante cinco noites, na fachada da igreja Mozes en Aarronkerk, no centro histórico de Amsterdã. Foi o artista convidado do 1º Festival do Mapeamento do Rio, realizado no Rio de Janeiro em 2014. Foi escolhido para o Festival de Luz de Amsterdã 2014/2015 com o projeto da Ponte Flutuante, um túnel flutuante de LED, e selecionado para Festival de Visualismo, realizado no Rio de Janeiro em 2015.

Alexis Anastasiou (Vj Alexis) completa o quarteto de artistas que vai mostrar suas projeções nos próximos 30 dias. Ele começou sua carreira como VJ de festas na cena underground, improvisando com VHS eswitchers caseiros, no final da década de 90. Com a explosão da música eletrônica no começo dos anos 2000, a estética das projeções acabou sendo procurada para festas e eventos corporativos e Alexis abriu a produtora Visualfarm. A empresa desenvolveu uma equipe multidisciplinar técnica e criativa, cujos testes com projetores caseiros resultaram no desenvolvimento de projeções mapeadas e dos Fulldomes no Brasil. Alexis acaba de lançar o livro Mappingfesto, o manifesto do mapping, que aponta para um futuro no qual as cidades serão modificadas com instalações permanentes de projeções em grande formato, possibilitando uma nova era digital no urbanismo e na arquitetura. Hoje, o artista projeta imagens em prédios, montanhas e icebergs.

Sobre a Epson

A Epson do Brasil é subsidiária do grupo japonês Seiko-Epson Corporation, líder mundial em produtos de imagem e alta precisão. O grupo possui mais de 75 mil colaboradores em 97 empresas localizadas em todo o mundo. Por conta de suas tecnologias proprietárias, mundialmente, está entre as 10 companhias que mais registram patentes.

No Brasil, a Epson iniciou suas operações em 1982, em 1997 inaugurou sua fábrica em Barueri (Grande São Paulo), ocupando uma área de 19 mil m², certificada internacionalmente pela ISO 14001 e em 2014 ampliou a produção de produtos no Brasil, instalando uma fábrica no Polo Industrial de Manaus.

Pioneira no desenvolvimento de impressoras tanque de tinta comercializadas sob a marca EcoTank; a subsidiária brasileira tem como estratégia fortalecer também sua atuação no mercado B2B, por meio de seus produtos profissionais, entre eles, vídeo projetores, impressoras de grande formato, scanners, rotuladoras, mini impressoras para automação comercial e robôs para automação industrial, além de projetos especiais para aeroportos e área têxtil.

Sobre a Visualfarm

Fundada em 2003, por Alexis Anastasiou, reconhecido como o primeiro VJ do Brasil, a Visualfarm é um produtora especializada em conteúdos visuais e projeções. Criadora do Vídeo Guerrilha, desenvolve projetos visuais para as áreas de marketing e eventos, além de produzir espetáculos e intervenções autorais.

Pioneira na produção de megaprojeções, a Visualfarm trabalha com diversos formatos, dividindo-se em mapping indoor, com soluções visuais como ambientes imersivos, cenografia projetiva, vídeo cenário ou pintura de luz; mapping outdoor, com mapping arquitetônico 3D, projeção monumental; e criação de imagens, com motion design 3D, vinhetas, knetic, grafite virtual e vídeos.

A produtora atua nos segmentos corporativo, de cultura e entretenimento, educação, publicidade e promoção e é detentora das mais avançadas tecnologias em criações projetivas, além de produzir outras soluções audiovisuais como vinhetas e espetáculos e eventos com seu time de VJs.

A Visualfarm venceu em maio de 2011 a categoria Uso Mais Inovador em tecnologia de audiovisual para evento externo do tradicional prêmio norte-americano InfoComm/LSA, pela campanha “O Maior Abraço do Mundo”, promovida pelo Conselho Nacional do SESI.

A projeção no Cristo Redentor ganhou também medalha de prata concedida pelo Clio Awards, na categoria Inovate Media, foi premiada no New York Festivals International Advertising, nas categorias video projections e place based media e recebeu o Leão de Bronze no Festival Internacional de Criatividade de Cannes.

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