Em seu quarto ciclo, a Mostra De|Generadas³ traz à tona discussões sobre o feminismo abrangendo também a cena latina

Em seu quarto ciclo, a Mostra De|Generadas³ traz à tona discussões sobre o feminismo abrangendo também a cena latina

Em seu quarto ciclo, a Mostra De|Generadas³ traz à tona discussões sobre o feminismo abrangendo também a cena latina

Um dos grandes nomes do hip hop brasileiro, a rapper Karol Conka dá início às discussões de junho

No dia 03 de junho, sábado, o Sesc Santana abre mais um ciclo da Mostra De|Generadas³, projeto que, desde março, traz discussões e reflexões acerca do feminismo. Entre espetáculos, cursos, filmes e palestras, a experiência de ser mulher volta a ser foco do debate.

Na programação de junho destacam-se: a vida e obra de Violeta Parra, considerada uma das fundadoras da música popular chilena e influenciadora dos movimentos feministas e sociais latino-americanos; as mulheres no rap, com Karol Conka representando o cenário nacional e as bolivianas Santa Mala como referência na cena latina; o corpo feminino como símbolo de resistência à violência, ao patriarcado e às marcas de sexualidade e gênero; a experiência sinestésica da gravidez; e o empoderamento da mulher negra, relações familiares interraciais, vida afetiva entre outras questões.

Surgido justamente a partir da percepção da necessidade de se discutir o feminismo, seu papel para assegurar a dignidade da mulher e a importância da disseminação do conceito, o projeto já está na sua terceira edição, o que reforça a persistência do discurso. Assim como antes, parte de uma perspectiva histórica mundial do movimento, tendo como recorte o contexto brasileiro, e apresenta a herança e a perspectiva atual da luta pela igualdade de gêneros.

O De|Generadas³ estende-se durante todo o ano, com programação dividida em ciclos mensais, até novembro de 2017. Cada um dos blocos é composto por manifestações de diversas linguagens artísticas e atividades de formação, como palestras, bate-papos, cursos, entre outras.

Confira abaixo a programação completa de junho:

show
Karol Conka| 03 e 04/06, sábado, às 19h, e domingo, às 18h | +12 anos | Ingressos: R$ 7,50 a R$ 25,00 | Solário
Ao lado do DJ Hadji, a rapper apresenta seus grandes sucessos e outras músicas que estarão em seu próximo álbum “Ambulante”, como “Tombei”, “Maracutaia ” e “O Poder”.
Suas produções deixam evidente a proposta de fazer rap com uma sonoridade universal, aliando batidas pesadas a timbres orgânicos, com influências da música eletrônica, funk carioca, r&b, reggae, entre outras.
Karol figura no cenário do rap desde os seus 16 anos, tendo como ponto de partida os grupos Agamenon e Upground. Mas é em 2013, com o álbum “Batuk Freak”, que se consolida no mercado emplacando hits. A artista é hoje um dos grandes nomes do hip hop brasileiro e ainda tem levantado pautas importantes do movimento feminista para a grande mídia.

espetáculo de dança
9 – Silenciosas | 03/06, sábado, às 21h | +12 anos | Grátis | Teatro
Com treze anos de existência, o Silenciosas vive um momento único: três de suas bailarinas estão grávidas, com um intervalo de um mês entre elas. Tal coincidência serviu de inspiração para o espetáculo “9”. A experiência sinestésica transformadora da gravidez de cada uma das intérpretes foi ponto de partida para a pesquisa corporal do projeto, somada às referências que inspiram as integrantes do grupo. A produção da artista plástica Louise Bourgeois direciona esteticamente o trabalho pelo seu caráter auto-biográfico e por apresentar uma profundidade e abrangência acerca do assunto que vai de encontro com o modo como as artistas desejam se expressar, de maneira ampla, brutal, feminista, visceral, delicada e emocional ao tratar do assunto, sem clichês.
Com direção de Diogo Granato, produção de Cau Fonseca (Mítica! Arte, Cultura e Comunicação), e criação e interpretação de Flávia Scheye, Ilana Elkis e Michelle Farias. Duração: 45 minutos.

artes visuais – curso
Corpo Torto | 20/06 a 13/07, terças e quintas, das 19h às 22h | +14 anos | Grátis | Sala de Múltiplo Uso III
Projeto da artista Julia Pombo, a atividade consiste em uma investigação acerca de um “corpo torto”. O objetivo é, pelo estudo das obras de outros artistas e referências teóricas, reconhecer procedimentos que permitem fugir de processos de homogeneização. As questões de gênero e sexualidade serão foco da atividade, sempre por perspectivas feministas, queer e descoloniais.
Julia Pombo é mestre em Linguagens Visuais pela EBA-UFRJ e graduada em pintura pela mesma instituição. Integrou o Práticas de Artísticas Contemporâneas da EAV, Parque Lage, em 2015. Cursou fotografia no Ateliê da Imagem. Fez aulas e oficinas de Contato-Improvisação, Butô e Conscientização do Movimento. Pesquisa processos de subjetivação que atravessam o corpo e os possíveis diálogos com práticas criativas, utilizando de meios e técnicas que melhor materializem esses diálogos – imagem, objeto, dança, ação, escrita, som, costura, etc.
Direcionado a jovens e adultos interessados em arte e estudos culturais, estudantes de arte da graduação e pós-graduação, artistas, curadores e historiadores.
Vagas limitadas. Inscrições na Central de Atendimento.

exibição de filme
Violeta foi para o céu | 21/06, quarta, às 20h | +12 anos | Grátis | Teatro
(Dir. Andrés Wood | Argentina, Brasil e Chile| 2012 | 110 min.)
O filme conta a trajetória da compositora, artista e cantora chilena Violeta Parra. Sem seguir uma linearidade cronológica, a produção retrata diversos momentos da vida de Violeta, como sua infância na província de Ñuble, sua viagem pelo interior do Chile, as visitas à França e à Polônia, além do romance que teve com o suíço Gilbert Favre. As cenas do filme são intercaladas com trechos de uma entrevista que a artista deu à televisão em 1962.

palestra
Porque hablas la lengua de la tierra, Viola chilenses – Cem Anos de Violeta Parra | 23/06, sexta, das 19h às 20h30 | +10 anos | Grátis | Teatro
Conduzida por Carô Murgel, a palestra terá como tema Violeta Parra (1917-1967), cantora, compositora, folclorista , pesquisadora e artista plástica, considerada fundadora da música popular chilena. Sua vida, obra e  influência nos movimentos feministas e sociais latino-americanos serão exploradas na apresentação, que será dividida em exposição oral, exibição de imagens, letras (com traduções) e audição de canções.
Carô Murgel é doutora em História Cultural pela Unicamp e pós-doutoranda em História Cultural no IFCH/Unicamp. Atua na área de História Cultural, com ênfase em gênero, subjetividade e composição feminina.

bate-papo
Violeta Parra – Vida e Obra | 23/06, sexta, das 20h30 às 21h30 | Livre | Grátis | Teatro
Com mediação de Carô Murgel, Tita Parra fala sobre a vida e a obra de sua avó, Violeta Parra, cantora, compositora, folclorista e artista plástica, considerada fundadora da música popular chilena.
Tita Parra é cantora, violinista e compositora. Em seu trabalho, parte da canção folclórica chilena para a música do mundo, incorporando influências, combinando ritmos, melodias e harmonias do jazz, blues, bossa e raggae.

contação de histórias
As Antiprincesas – Violeta Parra  – Cem Anos de Violeta Parra | 24/06, sábado, das 14h às 15h | Livre | Grátis | Deck do jardim
Com ambientação cenográfica e canções originais executadas ao vivo, a Cia. Luarnoar apresenta a história de Violeta Parra, cuja música sempre expressou sonhos e desejos de um povo em busca de liberdade. O romantismo dos cenários sonoros resgatados das antigas radionovelas é mantido, assim como as danças de roda e das festas populares chilenas.

show
Santa Mala (BOL) | 24/06, sábado, às 19h | +12 anos | Grátis | Deck do jardim
Formado por três irmãs de La Paz (BOL), o trio de hip hop apresenta um rap “de minas”, “de bolivianas”, “de barrio”, que expressa suas realidades. Com um som combatente, afetivo e autobiográfico, as letras abordam o machismo na cena hip hop, os direitos humanos e a imigração. Lançada em 2015, a música “Visto Permanente”, se transformou em uma espécie de hino do rap latino contemporâneo.

performance
AloAranha In Memorian | 25/06, domingo, das 13h às 16h | Livre | Grátis | Área de Convivência
Parte da série “Infláveis femininos”, a performance “AloAranha In Memorian” se apresenta como movimento de resistência diante da violência sofrida pela mulher na sociedade, do interior de suas casas às ruas. O projeto é uma criação de Aloah De La Queiroz diante do risco e da condição de vulnerabilidade na qual a mulher é enquadrada no mundo.
Performer,  dançarina, aderecista, figurinista, maquiadora e modelo profissional, Aloah de la Queiroz transita das Artes ao mundo da moda. Sua atuação como performer tem como tema de interesse o feminino e suas inquietações.

bate-papo
Quando me descobri negra | 25/06, domingo, das 16h às 18h | Livre | Grátis | Deck do Jardim
“(…) a gente nasce preta, mulata, parda, marrom, roxinha etc. Mas tornar-se mulher negra é uma conquista”, afirmou Lélia Gonzalez, parafraseando Simone de Beauvoir. Esta conquista, tantas vezes nomeada como empoderamento, vem acompanhada da percepção do racismo e do machismo, mas também da relação com outras mulheres negras, de leituras e rodas de conversas como a proposta neste encontro. Relações familiares interraciais, vida afetiva, o cabelo crespo, experiências escolares, presença no espaço público, na universidade e no mercado de trabalho serão alguns dos temas abordados pelas participantes. Com Bianca Santana, Livia Milena Silva e Denise Carreira.
Bianca Santana é escritora, jornalista, mestra em educação e doutoranda em ciência da informação pela Universidade de São Paulo. Autora do livro “Quando me descobri negra” (SESI-SP, 2015), que narra uma série de relatos sobre experiências pessoais ou ouvidas no círculo de mulheres negras que organiza.
Livia Milena Silva é natural do interior da Bahia, moradora da Zona Leste de São Paulo, Assistente Social e autora do livro ” O Processo de Reinserção Familiar de Crianças e Adolescentes em Situação de Acolhimento Institucional”. Compõe o grupo de mulheres negras Coletivo de Oyá, que realiza luta política através da arte e cultura negra, localizado na periferia da Zona Leste.
Denise Carreira é doutora pela Faculdade de Educação da USP e coordenadora da área de educação da Ação Educativa. É branca e mãe adotiva de duas crianças negras, uma menina e um menino.

SERVIÇO:
Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Jd. São Paulo. Tel.: (11) 2971-8700
Estacionamento: R$12,00 a primeira hora e R$ 3,00 a hora adicional. Para shows e espetáculos, valor fixo de R$ 15,00 durante o período da atividade. Desconto para credenciados.
Para informações sobre outras programações ligue 0800-118220 ou acesse o portal sescsp.org.br

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