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De graça! É hoje, dia 29, a estreia da peça “A Visita da Velha Senhora”, que comemora os 15 anos do programa Teatro na Justiça no Centro Cultural do Poder Judiciário!

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PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro

apresentam

“A Visita da Velha Senhora”, de Friedrich Dürrenmatt. Estreia dia 29 de janeiro

Montagem comemora 15 anos do programa “Teatro na Justiça” no Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro

O tempo não passou para Claire Zahanassian. Desde que saiu de Güllen, uma pequena cidade da Europa Central, humilhada pela gravidez não reconhecida de um filho de Alfred Schill, a vingança alimentou cada um de seus dias. Quarenta e cinco anos depois, ela retorna à cidade disposta a fazer justiça à sua maneira. Daí por diante, “A Visita da Velha Senhora”, de Friedrich Dürrenmatt (1921-1990), obra-prima da dramaturgia mundial, prende cada minuto da atenção do espectador como vai mostrar a montagem promovida pelo Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro (CCPJ-Rio) para comemorar os 15 anos do programa “Teatro na Justiça”, realizado pelo Tribunal de Justiça. O espetáculo estreia dia 29 de janeiro, às 19h, e faz sessões dias 30 e 31 também. Mas a partir de 2 de fevereiro, será sempre se segunda a quarta, às 19h. Entrada franca. A distribuição de senhas começa às 18h30.

As apresentações serão na Sala Multiuso do CCPJ-Rio, localizada no Antigo Palácio da Justiça, Rua Dom Manuel, 29, Centro. O elenco é formado por Maria Adélia (Clara Zahanassian), Marcos Ácher (Alfred Schill), Rogério Freitas (Prefeito), Eduardo Rieche (Professor), Paulo Japyassú (Pároco); Savio Moll (Policial), Laura Nielsen, Renato Peres, André Frazzi, Anita Terrana e Pedro Lamim se revezam em diversos papéis. Completa o elenco o violonista Pedro Messina.

Discutir as várias faces do poder é o que motiva a escolha de montar “A Visita da Velha Senhora” neste momento dos 15 anos do programa “Teatro na Justiça”. “Quando o programa foi criado, em 1999, definimos seus objetivos: refletir, por meio do teatro, valores de justiça, a relação entre direito e teatro, através de um repertório de clássicos da dramaturgia.”, pontua a diretora Sílvia Monte, que também é atriz e produtora e há 25 anos é funcionária do Tribunal de Justiça. Este é o quarto texto voltado à investigação do poder que a diretora Sílvia Monte leva ao “Teatro na Justiça”. Em “Os Físicos” (1962), também de Dürrenmatt, a questão recaiu sobre o conflito ético da produção de conhecimento científico a serviço de interesses econômicos e políticos; em “Antígona” (441 a.C), de Sófocles, a reflexão se desdobrou sobre as razões e atos do poder constituído.

Uma curiosidade: os elencos dos dois espetáculos, apresentados sob a forma de leitura dramatizada, eram compostos por magistrados do Tribunal do Rio (juízes e desembargadores), que ali paramentados com figurinos, abriram mão da sua roupagem de poder para refletir em cena sobre aspectos do poder, juntamente com o público que os assistiu em suas respectivas temporadas. Na montagem de “Um inimigo do Povo”, o tema proposto se desenvolveu a partir da reflexão sobre as ‘relações de poder’ que constituem a sociedade contemporânea. “Agora, em A Visita da Velha Senhora temos um texto sobre a hipocrisia social e a falência dos valores humanos, uma sátira ao poder do dinheiro e à queda de valores”, reflete a diretora. A direção musical é de Marcelo Coutinho, o cenário é criado por  José Dias, figurino de Pedro Sayad e iluminação de Elisa Tandeta.

Ao longo dos últimos 15 anos, o programa “Teatro na Justiça” realizou 13 montagens. Foi de tragédias a dramas modernos, de comédias ao teatro musical. O repertório contou com  “Testemunha da Acusação”, de Agatha Christie, 1999; “Medéia no Banco dos Réus”, julgamento teatralizado de Medéia, personagem da tragédia homônima de Eurípides, 2000; “Doze Jurados e Uma Sentença”, de Reginald Rose, 2001; “O Vento Será Sua Herança”, de Jerome Lawrence e Robert E. Lee, 2002; “O Caso Alma”, de Terence Rattigan, 2003; “A Pane”, de Friedrich Dürrenmatt, 2004; “O Processo”, de Franz Kafka, 2005; “Oréstia”, de Ésquilo, 2006; “Assim é… (Se lhe Parece)”, de Luigi Pirandello, 2007; “O Bilontra”, de Arthur Azevedo, 2008; “Os Físicos”, de Friedrich Dürrenmatt, 2010; “Antígona”, de Sófocles, 2011; “Um Inimigo do Povo”, de Henrik Ibsen, 2012.

Em seu palco, formaram-se várias composições de elencos: mistos, nos quais profissionais do Direito atuaram ao lado de atores; outros, só de atores, e dois deles, com elencos formados apenas por desembargadores e juízes do Tribunal de Justiça do Rio – “Os Físicos” e “Antígona”. De 1999 a 2008 os espetáculos foram dirigidos por José Henrique. De 2010 a 2012, estiveram sob a direção de Sílvia Monte. Com exceção dos espetáculos “Medeia no Banco dos Réus” e “Um Inimigo do Povo”, os outros onze foram apresentados sob a forma de leitura-dramatizada. “A pane”, “O processo” e “O bilontra” foram produzidos independentemente no circuito comercial, dirigidos por José Henrique. “Um Inimigo do Povo” marca a primeira montagem completa de um espetáculo sob a produção do Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro.

 

Sinopse do Espetáculo:

 

Güllen, uma pequena cidade da Europa Central, está arrasada por violenta crise econômica. Um dia, porém, o miserável lugarejo é tomado por movimentação incomum. Todos os seus habitantes se preparam para receber a mulher mais rica do mundo, Claire Zahanasian. Aos dezessete anos, Clara engravidou de Alfredo Schiil, seu namorado. Abandonada, ela moveu na justiça de Güllen uma ação de “investigação de paternidade” contra Schill. Um processo humilhante ao fim do qual ela acabou sendo expulsa da cidade. Clara torna-se prostituta e perde a criança. No bordel em Hamburgo ela conhece o arquimilionário Zahanassian com quem se casa, mas logo fica viúva e torna-se sua única herdeira. Quarenta e cinco anos depois ela retorna à Güllen. Clara ajudará a sua cidade natal doando-lhe a quantia de um bilhão, mas impõe uma condição: “um bilhão em troca de justiça”.

 

Sobre o Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro (CCPJ-RIO)

Braço cultural do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, o CCPJ-Rio, subordinado diretamente à Diretoria-Geral de Comunicação Institucional e Difusão do Conhecimento, iniciou suas atividades em novembro de 2010, na ocasião da reabertura do Antigo Palácio da Justiça, construído em 1926 para instalar a Corte de Apelação do então Distrito Federal. Desde então, o CCPJ-Rio tem oferecido à população programação gratuita, rica e diversificada, com o compromisso de criar e estimular programas que, aos poucos, formem a identidade de um Centro Cultural promovido pela e na Casa da Justiça, consolidando, assim, a sua missão: privilegiar o conhecimento e a arte como condições essenciais ao pleno exercício da cidadania.

Ficha Técnica

 

A Visita da Velha Senhora

Autor: Friedrich Dürrenmatt

Tradução: Mario da Silva

Direção e Adaptação: Sílvia Monte

Direção Musical: Marcelo Coutinho

Cenário: José Dias

Figurino: Pedro Sayad

Iluminação: Elisa Tandeta

Direção de Produção: Renata Blasi e Ana Paula Abreu

Realização:

Centro Cultural do Poder Judiciário do Rio de Janeiro

Diretoria-Geral de Comunicação e Difusão do Conhecimento

Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro

SERVIÇO

 

A Visita da Velha Senhora – De Friedrich Dürrenmat. Direção: Sílvia Monte.

Elenco:  Maria Adélia, Marcos Ácher, Rogério Freitas, Eduardo Rieche, Paulo Japyassú, Sávio Moll, Laura Nielsen, Renato Peres, André Frazzi, Anita Terrana, Pedro Lamim, Pedro Messina (violonista).

 

Estreia: 29/01, às 19h. Sessões dias 30 e 31 de janeiro. Da segunda semana em diante, sessões de segunda à quarta.

Local: Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro

Antigo Palácio da Justiça – Sala Multiuso

Endereço: Rua Dom Manuel, 29, Centro, Térreo – Rio de Janeiro – RJ

Site: http://portaltj.tjrj.jus.br/web/guest/institucional/centrocultural

Telefones para informações: (21) 3133-3366/ 3133-3368

E-mail: ccpjrio@tjrj.jus.br

Capacidade: 54 lugares

Duração do espetáculo: 120 minutos/ com intervalo de 10 minutos

Recomendação etária: 14 anos

Entrada Franca com distribuição de senhas meia hora antes do início da sessão.

Temporada: 29/01 a 29/07 (segunda a quarta).

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