teatro

CHEGA A SÃO PAULO “A TROPA”, ELOGIADA PEÇA QUE COMEMORA OS 50 ANOS DE CARREIRA NO TEATRO DO ATOR OTAVIO AUGUSTO

De 03 de junho a 03 de julho (sábados, domingos e segundas), no Teatro Sergio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno

Texto de estreia do autor Gustavo Pinheiro, premiado pelo CCBB na 7a edição da Seleção Brasil em Cena

Direção de Cesar Augusto

 

Fotos de Elisa Mendes

 

Um pai doente recebe a visita dos quatros filhos no hospital. O que seria apenas um encontro em função de um parente debilitado se revela um acerto de contas familiar, permeado de humor e afeto, tendo como pano de fundo os últimos 50 anos de História brasileira, dos tempos da ditadura militar à Operação Lavo Jato. Esta é a história da peça A Tropa, estrelada por Otavio Augusto e dirigida por Cesar Augusto. O texto inédito de Gustavo Pinheiro foi vencedor, entre mais de 250 participantes de todo o Brasil, do “Seleção Brasil em Cena”, concurso de dramaturgia organizado pelo Centro Cultural Banco do Brasil, em 2015. Depois de duas temporadas no Rio de Janeiro, sucesso de público e crítica, o espetáculo chega a São Paulo a partir de 03 de junho, na Sala Paschoal Carlos Magno, no Teatro Sergio Cardoso.

 

A montagem de A Tropa comemora os 50 anos de carreira de Otavio Augusto. Ao longo de cinco décadas, o ator trabalhou em dezenas de filmes, novelas, minisséries e clássicos dos palcos nacionais, como “A ópera do Malandro”, “Galileu Galilei” e “O rei da vela”. Longe do teatro desde 2009, o ator ficou entusiasmado com a ideia de voltar aos palcos após ler A Tropa. Ele recebeu o texto do autor com um convite para protagonizar a montagem no papel de um ex-militar, viúvo e pai de quatro filhos. Um homem autoritário que, no leito de hospital, vê as relações veladas da família serem descortinadas.

Os filhos são interpretados por Alexandre Menezes, Daniel Marano, Eduardo Fernandes e Rafael Morpanini. O embate familiar evidencia a trajetória de cada um: Humberto é um dentista militar aposentado que mora com o pai; João Batista é o caçula, jovem usuário de drogas com passagens por clínicas de reabilitação; Artur é um empresário casado, pai de duas filhas, que trabalha numa empreiteira que está sob investigação por corrupção; e Ernesto é um jornalista que acaba de pedir demissão de um jornal e está em crise com a profissão.

Embora tenha sido escrito em 2015, o texto já vinha, de certa forma, sendo maturado desde 2014, a partir das observações do dramaturgo sobre as últimas eleições presidenciais no país. “Fiquei impressionado com a capacidade do debate político, nas redes sociais ou fora delas, abalar amizades. Qual o lugar da tolerância na nossa sociedade hoje? E como exercitar a tolerância e a diferença em família, o núcleo mais estreito de convívio, regido pelo afeto? Esse foi o ponto de largada para A Tropa. E é curioso como o texto só fica cada vez mais atual. A cada novo lance na política brasileira – e foram muitos nos últimos meses! – o texto fica ainda mais renovado no palco”, explica o autor.

Criado por Bia Junqueira, o cenário apresenta um quarto de hospital com alguns poucos objetos que foram levados pelos filhos – de pertences do pai a presentes. Os figurinos de Ticiana Passos são contemporâneos e ressaltam as particularidades de cada um.

 

FICHA TÉCNICA – A TROPA:

 

Texto: Gustavo Pinheiro

Direção: Cesar Augusto

Assistente de direção: Luísa Pitta

Elenco: Otávio Augusto (Pai), Alexandre Menezes (Humberto), Daniel Marano (João Batista), Eduardo Fernandes (Artur) e Rafael Morpanini (Ernesto)

Assistente de produção: Athenea Bastos

Cenografia: Bia Junqueira

Iluminação: Adriana Ortiz

Figurinos: Ticiana Passos

Fotos: Elisa Mendes

SERVIÇO:

Teatro Sergio Cardoso (Sala Paschoal Carlos Magno)

Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista

De 03 de junho a 03 de julho (sábados, domingos e segundas)

Sábados às 19h30; Domingos e segundas às 20h

Telefone: (11) 3288-0136

Ingressos: R$60 (inteira) e R$30 (meia)

Classificação indicativa: 14 anos

Gênero: Comédia dramática

Duração: 80 minutos

Capacidade: 154 lugares

O que disseram sobre a peça:

“O texto esbanja maturidade na costura de emoções privadas e acontecimentos públicos (…) O autor equilibra com segurança o amargor inevitável do encontro e altas doses de humor valendo-se de uma dramaturgia forte burilada quase à perfeição”

Veja Rio ✪✪✪✪

 

“Gustavo Pinheiro demonstra neste seu primeiro texto encenado, limpeza técnica que apoia a fiel construção realista com traços definidos e coerência dramática. (…) É no humor, segurança e autoridade de Otávio Augusto que o espetáculo melhor se realiza.”

O Globo

 

“Excelente espetáculo provoca reflexão essencial. (…) Dramaturgia brilhante! (…) Muitos méritos na direção de César Augusto.”

Blog Crítica Teatral, por Rodrigo Monteiro

Deixe uma resposta