Entrevista Cesar Traldi do Duo Paticumpá

1-Quais instrumentos de percussão toca?
Principalmente os instrumentos de percussão eruditos (aqueles utilizados em orquestras). Mas também toco instrumentos de percussão popular e bateria.

2-Prefere qual?
Prefiro os instrumentos de teclado como marimbas e vibrafones.

3-Brasil existem muitos percussionistas bons porque tão poucas escolas?
O ensino e estudo de música de maneira geral é pouco valorizado no Brasil. Não vejo isso apenas como um problema da percussão.
Acredito que esse grande número de percussionista bons no país são em decorrência das diversas manifestações culturais brasileiras que devido suas origens africanas, valorizam muito a utilização de instrumentos de percussão e acabam formando bons percussionistas de maneira informal.

4-Qual sua influencia?
Gosto de diversos estilos musicais e tento me influenciar por todos eles. Exemplos:
Na percussão erudita: Ney Rosauro, Keiko Abe, Pedro Carneiro, etc.
Música popular: Cleber Almeida, Marcio Bahia, Naná Vasconcelos, etc.

5-Cada região do Brasil existe influencia árabe ,africana, etc seu estilo está mais  influenciado por qual.?
Atualmente tenho trabalho em três linhas:
1) Música erudita contemporânea com utilização de dispositivos tecnológicos: esse assunto foi meu objeto de pesquisa de mestrado e doutorado em música.
2) Duo Paticumpá: É um trabalho que busca mesclar diversos gêneros e linguagens musicais. Música erudita, popular, regional, etc.
3) Let´s Groove: Projeto de percussão e 2 DJ´s. Trata-se de um repertório mais pop direcionado ao público jovem.

6-Qual a diferença de tocar  em espaços diferentes como recitais, etc em termo de afinação?
A afinação não muda. O que vai mudar é o estilo de música e os instrumentos que serão utilizados.

7-Muitos instrumentos estão usando a tecnologia  como está na percussão. Consegue-se  som semelhante?
Acredito que a eletrônica vem para proporcionar novas possibilidades sonoras e não para imitar ou substituir instrumentos musicais. Assim, gosto de utilizar dispositivos eletrônicos para ampliar as sonoridades dos instrumentos tradicionais e não para substitui-los.

8-Fale mais do Duo Paticumpá .
O Duo Paticumpá foi formado por mim e pelo percussionista Cleber Campos em Campinas durante nosso mestrado. O objetivo era criar um trabalho envolvendo apenas instrumentos de percussão que mescla-se música erudita e música popular e que utilizássemos  uma grande quantia e variedade de instrumentos de percussão e adaptações (utilizar coisas que não foram criadas como instrumento para tocar como panelas, tubos de PVC, etc.).

9-O estilo do Cleber Campos é muito diferente do seu?
Eu tenho uma formação mais voltada para a música erudita.
O Cleber além de ter feito o curso de música erudita, fez o curso de música popular (bateria). Atualmente ele é professor e percussão e de bateria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

10-Ao tocar instrumentos não usais como tubos, etc como achar, afinação, Ponto de tocar ,etc..
Eu e o Cleber fazemos uma série de experimentos através de improvisações até encontrarmos os sons que nos interessam. Depois que encontramos um grupo de sons a serem utilizados, começamos a compor as músicas.

11-Como  foi  o processo de montagem do grupo?Alguma preferencia como musica popular,folclore?
Quais dificuldades  de  criar um  grupo de percussão?

Sim, o grupo de percussão continua existindo. Trata-se de um grupo formado pelos alunos do curso de percussão da Universidade Federal de Uberândia e é coordenado por mim e pelo outro professor do curso (Eduardo Tullio).
O grupo toca obras eruditas e populares escritas para essa formação.
A maior dificuldade de formar um grupo de percussão é acesso a um grande número de instrumentos de percussão. É por isso que a maioria dos grupos de percussão estão vinculados aos cursos universitários.

Duo Paticumpá
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=31060992

Let´s Groove
http://www.facebook.com/projetoletsgroove

Atenciosamente

Cesar Traldi

 

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