Arte no Parque – teatro de rua em grande estilo dia 30 na Redenção

Arte no Parque leva o teatro de rua para o Parque da Redenção dia 30 de abril em grande evento aberto à população

 

Espetáculos e oficinas acontecerão ao longo do domingo em três espaços no Parque da Redenção, com recurso de libras, feira orgânica, exposições de arte e poesia

 

O projeto Arte no Parque realiza sua primeira edição já em grande estilo, com foco no teatro de rua e apresentações de alguns dos mais atuantes grupos do gênero na cidade. O festival acontece dia 30 de abril, domingo, no Parque da Redenção, com ambientação especialmente construída para o projeto. A ideia é que todos possam usufruir e ter um domingo mágico e que, além dos espetáculos, visitem as exposições de arte e poesia, a feirinha de alimentos orgânicos e entrem no clima que o festival propõe, tudo ao ar livre e entrada gratuita.  O Arte no Parque integra um projeto super bacana que tem o patrocínio NET Claro, o “Vem pro Sul”, uma plataforma que inclui arte, esporte, cultura e lazer e que já apresentou excelentes projetos na cidade e no estado desde o ano de 2014.

 

A curadoria selecionou nove espetáculos/grupos que apresentarão suas montagens: Caliban – a tempestade de Augusto Boal (Ói Nóis Aqui Traveiz), Corsários Inversos (Mosaico Cultural), Ícaro (Luciano Malmann), Crionças (Coletivo Crionças), ETC (Circo Híbrido), Flor da Vida (Teatro Mototóti), Teatro de Caixa (Cia Divina Comédia), Baile dos Anastácio (Cooperativa Oigalê) e o grupo Cuidado que Mancha, responsável por uma das oficinas.  A outra oficina será ministrada por Luciano Mallmann, ao longo da primeira semana de maio, na AACD/RS – Associação de Assistência à Criança Deficiente. O músico e ator Zé da Terreira, morador da Casa do Artista Rio-grandense irá comandar a abertura do festival, com uma performance no parque. E o ator Tuta Camargo será o mestre de cerimônias e irá conduzir descontraidamente o público nas diversas atividades ao longo do dia.

 

Alguns dos espetáculos escolhidos para o Arte no Parque estão estreando este ano, como o caso de Caliban – A Tempestade de Augusto Boal, que teve pré-estreia em Porto Alegre (em apenas duas sessões) e está em turnê pelo Brasil, como homenageado do Palco Giratório SESC e Ícaro, com atuação de Luciano Malmann e direção de Liane Venturella, que estreou em março nos teatros da capital. Este espetáculo vai ao encontro da proposta de acessibilidade do festival, pois aborda, com muita sensibilidade, depoimentos ficcionais de pessoas cadeirantes. Outros vêm de uma sólida trajetória e turnês regionais e nacionais, como os Corsários Inversos, o Crionças, que trilhou o Brasil de Norte a Sul e o Flor da Vida. Todos são grupos reconhecidos nas artes cênicas locais e estiveram nas grades dos principais festivais, como o Porto Alegre em Cena e o Festival Internacional de Teatro de Rua de Porto Alegre.

 

O eixo central deste novíssimo festival é reunir as artes num só espaço, com um viés comprometido com os novos tempos, que pedem posicionamento, sustentabilidade e acessibilidade. O objetivo é levar as artes cênicas para as ruas e colocar em pauta a inclusão, as questões de gênero, os cuidados com o meio ambiente e o fazer artístico nos dias atuais. O evento terá a duração de onze horas, das 11h às 22h, com uma estrutura de som e luz poderosa, que inclui geradores, moving light, e uma cobertura sonora completa em todos os espaços do evento, ou seja, em todos os ambientes do festival será possível ouvir o que está acontecendo nos palcos. E tudo capitaneado por profissionais experientes e de reconhecido talento! Entre as ações estão feira de produtos orgânicos, feira de troca de livros e oficinas. Integrando o cenário, serão montados estandes com estrutura esteticamente inovadora, a partir de materiais recicláveis e sustentáveis, e neles estarão impressos fragmentos literários de poetizas brasileiras, entre elas, Isadora Laís Costa Brandelli, Lilian Rocha, Morgana Rech, Karen Castilhos e Paula Taitelbaum.

 

O Arte no Parque não para por aí! Durante o festival serão aceitas doações de alimentos não perecíveis, destinadas à Casa do Artista Rio-grandense e a Unidade de Triagem do Campo da Tuca estará orientando a população sobre o descarte dos mais variados resíduos.

 

 

PROGRAMAÇÃO

 

11h – Início do evento / feira de produtos orgânicos e troca de livros / Teatro de Caixa / Ícaro – apresentação da peça seguida de bate papo com o ator e a diretora Liane Venturella

14h – ETC / Circo Hibrido

15h – Crionças / Coletivo Crionças

16h – Oficina / Cuidado que Mancha

17h – Corsários Inversos / Mosaico Cultural

18h – Flor da Vida / Mototóti

19h – Baile dos Anastácio / Oigalê

20h – Caliban – A Tempestade de Augusto Boal / Ói Nóis Aqui Traveiz

 

 

SINOPSES DOS ESPETÁCULOS

 

Caliban – A Tempestade de Augusto Boal / Ói Nóis Aqui Traveiz

São quase 40 anos de uma trajetória irretocável! Há exatos 39 anos o Ói Nóis Aqui Traveiz faz uma verdadeira imersão na essência do teatro e apresenta ao público brasileiro espetáculos arrebatadores, elogiados e reconhecidos em todo o território nacional. Impulsionada pela ideia de que “somos todos Caliban”, o grupo, homenageado este ano no Palco Giratório SESC pelo conjunto da obra, propõe nesta encenação analisar criticamente a “tempestade” conservadora que sofre atualmente a América Latina, e, especialmente o grande retrocesso nos direitos sociais e na luta pela autonomia econômica, política e cultural que vivemos no Brasil.

 

A encenação é criada a partir do texto “A Tempestade” de Boal, escrita pelo autor no exílio em 1974, período em que os movimentos sociais latino-americanos sofriam uma grande derrota frente ao imperialismo estadunidense e eram terrivelmente reprimidos pelas ditaduras civil-militares. Para seduzir o púbico anônimo e passageiro das ruas das cidades, a criação coletiva do Ói Nóis Aqui Traveiz investe em um movimento de cena dinâmico com personagens excêntricos, utilizando adereços e figurinos impactantes com máscaras e bonecos. A narração da fábula é toda influenciada pela música, o canto e a dança. Mesclando os movimentos do coro com ações acrobáticas, cenas de humor irreverente e personagens clownescos com uma narrativa épica, a peça é resultado de uma pesquisa que procurou a criação de uma linguagem de signos capazes de transmitir uma emoção poética. O teatro de rua do Ói Nóis Aqui Traveiz pretende surpreender, sensibilizar e conquistar a empatia dos mais diversos públicos trazendo para cena uma estética e uma ética libertária.

 

Crionças / Coletivo Crionças

O espetáculo de teatro de rua trata com humor e poesia temas pertinentes a todas as idades: a amizade, o respeito pelas diferenças, os medos e a incessante busca pela felicidade. A epopeia é narrada por uma trupe de viajantes que roda o universo em sua nau interagindo e convidando os espectadores a construírem juntos os alicerces de um novo mundo. A obra é inspirada em poemas de autores brasileiros como Sérgio Napp, Mário Quintana e Paulo Leminski. O elenco é composto pelos atores e músicos Diego Machado, Tomás Piccinini, Tiago Rigo e Vini Silva.

 

O espetáculo estreou em janeiro de 2015 e desde então percorreu sete estados com apresentações nas capitais e pequenas cidades interioranas. No retorno a Porto Alegre, a temporada de quatro finais de semana resultou em sucesso de público e duas indicações ao prêmio Tibicuera 2016. Formado em 2014, o grupo é a união de quatro artistas com trajetórias internacionais. A soma dos talentos individuais criou a composição musical, a direção cênica, a manipulação de bonecos e a construção de cenário que compõe o Crionças.

 

 

ETC / Circo Híbrido

Em cena, uma trupe feita de quatro amigos artistas que viajaram o mundo estudando as mais variadas artes. Na bagagem trazem um pouco de cada coisa: incríveis talentos e estranhos números, recheados de muitas peripécias, equilíbrios, giros, palhaçadas, bolas, círculos, aros e ETC. A trupe do Circo Híbrido interage com instrumentos diferentes, bambolês, bolas, baldes de água. Em números que brincam com manipulações e equilíbrios, investigam movimentos, e levam pra cena novas descobertas, explorando possibilidades, fracassos e sucessos criam uma sensação de suspense e convidam o público pra embarcar com eles nessa atmosfera!

 

Formado por Tainá Borges, Luís Cocolichio e Lara Rocho, o Circo Híbrido mantém intercâmbio e parceria com outros grupos e artistas em suas pesquisas e apresentações. Em sua sede acontecem oficinas, pesquisas, ensaios, e apresentações. Inspira-se no circo contemporâneo, buscando referências no teatro, na dança, na música, juntamente com a arte circense, criando assim novas composições cênicas. Em suas intervenções, utiliza técnicas circenses como equilíbrios, manipulações, monociclo, malabares, luz, fogo, perna de pau, acrobacia aérea, dança, teatro e música. Desde o ano da sua criação, o grupo realiza om Cabaré Valentin – Teatro Bar Espetáculo, que já apresentou 15 edições, com 180 grupos ao todo. Além deste evento, investe no repertório, com os espetáculos “Flores” e “Experimentos”; e os espetáculos “Varietté”, “Ora Bolas!” e “Etc…”. Este último será apresentado no Arte no Parque.

 

 

Flor da Vida / Teatro Mototóti

O Teatro Mototóti fala de sua própria jornada ao contar a história de dois palhaços que se encontram e buscam realizar seu grande sonho: fazer teatro! Provando dos sabores e dissabores da vida de casal, Charle’s Tone e Thalia Thaluda caminham juntos fazendo escolhas dia após dia, até que um incêndio arrebatador destrói tudo o que eles têm. Bem, quase tudo. De acordo com a simbologia da Flor da Vida, cada passo interfere diretamente no desenho de uma história. Qual será o desfecho desses dois? Para onde eles foram quando pensavam já não ter mais para onde ir? Este é um momento de grande alquimia do grupo, que se vale a linguagem do palhaço para tocar o intangível e contar a história de amor, superação e perseverança de seus criadores.

 

O Mototóti vem se firmando como uma referência no teatro de rua produzido no RS. Com seu repertório de espetáculos e oficinas, percorreu o Brasil e se aventurou por terras uruguaias e argentinas. Seu primeiro espetáculo, “O Vendedor de Palavras” – Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2008 – foi assistido por 80 mil espectadores. A segunda peça, “i-Mundo”, recebeu o Prêmio Funarte Artes Cênicas na Rua 2010 e estreou em 2011 na capital gaúcha. Ao final de 2012, veio à cena “Folia dos Reis”, um auto que estreou no Natal Luz de Gramado. Em 2014, “Flor da Vida” recebeu o Prêmio Funarte Artes na Rua 2013.

 

 

Teatro de Caixa / Cia Divina Comédia

O grupo gaúcho de teatro de bonecos fundado por Marcelo Tcheli e Ivania Kunzler completou 20 anos. É reconhecido pelo teatro de bonecos em miniatura exibido em caixinhas, aos domingos, na Redenção, desde 1996. Com o espetáculo Bonecos de Pau o grupo já participou de festivais internacionais na Tunísia (2012) e no México (2014), além de se apresentar em diversas cidades do Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil.

 

 

Oficina / Cuidado que Mancha

Desde 1995 o Cuidado Que Mancha busca sonoridades diferentes, timbres inusitados e mistura de ritmos brasileiros para compor seus trabalhos. O primeiro disco, homônimo, já mostrava esse viés. O segundo, “A Mulher Gigante”, foi o primeiro álbum para crianças feito no RS. E desde então o grupo não parou mais! Em sua pesquisa de linguagem se destacam a música, o teatro, o radioteatro e a literatura para crianças. As montagens e produções para o universo infantil se tornaram seu principal foco. Nesses 20 anos foram treze peças teatrais, dois espetáculos musicais, cinco ‘livros-cd’, dois livros, três discos, um programa de rádio e um DVD. Ufa! E tem mais por aí…

 

 

Baile dos Anastácio/ Cooperativa Oigalê

Parábola sobre a devastação ambiental e os jogos de interesses em torno da terra, a peça utiliza como metáfora o casamento arranjado que ignora o desejo da mulher para apresentar personagens como Octávio Farroupilha, um gaúcho de boutique, que trabalha como advogado, mas não passa de um malandro com histórico de grilagem de terra. Ele disputa a mão de Maria Pampiana com outros candidatos, entre eles um anarquista, um empresário e um político, todos apresentados como alegorias dos diferentes interesses em relação à utilização dos recursos naturais da terra. Esses e outros personagens se unem para contar esta fábula repleta de encontros, desencontros, peleias, danças e namoros de forma divertida, dinâmica e bem humorada.

 

A Oigalê Cooperativa de Artistas Teatrais surgiu em 1999 e, desde então, mantém um trabalho contínuo e de pesquisa. Ao longo destes anos produziu diversos espetáculos, contabilizando 1.300 apresentações de seus espetáculos em mais de 150 cidades do Rio Grande do Sul, 17 estados brasileiros e exterior. A Oigalê também ministra oficinas de teatro de rua, movimento espaço e ritmo, entre outras, tanto em Porto Alegre como em outros lugares onde se apresenta.

 

 

Corsários Inversos/ Mosaico Cultural

Em tempos de guerra e paz, sem regras e sem pertencer a reinados ou a qualquer governo, transitam os Corsários Inversos, autênticos heróis fora da lei. Desbravadores da poesia e da percepção, eles navegam pelas almas saqueando os sentimentos em busca da sensibilidade por meio da troca. Com suas épicas estórias, a nau da trupe conduz o público ao além-mar da imaginação, dando novo significado ao cotidiano que passa despercebido ao olhar. O espetáculo é fruto do Prêmio Palco Habitasul, da Feira do Livro de Porto Alegre. Com grande alcance popular, os poetas-piratas começaram a viajar pelos parques da Capital do Estado e, desde então, já dividiram seus segredos nas cidades de Manaus, Brasília, Palmas, Cuiabá, Recife, São Paulo e Rio de Janeiro. Pela musicalidade, capacidade de improviso e adaptação dos atores aos meios de comunicação, os Corsários estiveram em grandes festivais pelo país como o Palco Giratório, FITO – Festival Internacional de Teatro de Objetos, SESI Bonecos do Brasil, Porto Alegre em Cena, Festival de Teatro de Rua de Porto Alegre, além de circulações por diversas cidades do interior do Rio Grande do Sul através do SESC-RS. Recentemente foram destaque na edição 2016 do Sesi Bonecos do Mundo em Belo Horizonte e Goiania e estiveram em turnê no centro oeste através do Sesc SP e Sesc BH.

 

 

Ícaro / Luciano Mallmann

Ícaro é um espetáculo sobre a diversidade humana. Em cena, um único ator e seis histórias que abordam temas universais, como relacionamentos entre pais e filhos, resiliência, relações amorosas, suicídio, preconceito, gravidez e maternidade. O ponto em comum: todas são depoimentos ficcionais de pessoas cadeirantes. Dramas que se tornaram espetáculo pelas mãos do ator gaúcho Luciano Mallmann, que estreia como dramaturgo e vai interpretar todas as personagens. São homens e mulheres que contam para a plateia seus medos, frustrações, alegrias e conquistas. A inspiração partiu das próprias experiências do autor e de pessoas que conheceu depois que passou a usar cadeira de rodas. Em 2004, Luciano sofreu uma lesão na medula ao cair durante uma acrobacia aérea em tecido no Rio de Janeiro.

 

 

SERVIÇO

 

Arte no Parque – festival de artes cênicas

Dia 30 de abril, das 13h às 22h

Parque da Redenção – Bairro Farroupilha

Entrada gratuita / Arrecadação de alimentos não perecíveis para a Casa do Artista Rio-grandense

 

Realização: Grupo Austral e Olelê

Apoio: Mosaico Produtora Cultural e Itapema

 

Patrocínio: NET Claro

Financiamento: Pró Cultura RS

 

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