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Anderson Muller, Fernanda Paes Leme, Iara Jamra e Warney Paulo estão em Amores, Farsas e Picardias – comédia dirigida por Alexandre Reinecke

 

Montagem coloca três comédias curtas do grande dramaturgo russo Anton Tchekhov, em um mesmo espetáculo. São elas: O Pedido de Casamento, O Urso e O Jubileu. Estreia dia 18 de março no Teatro Nair Bello

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** Foto de Priscila Prade

O principal objetivo do espetáculo Amores, Farsas e Picardias é levar ao público a obra cômica e farsesca do autor russo Anton Tchekhov, tão conhecido por seus dramas profundos e psicológicos, mas que sempre incutiu o humor e cinismo em seus diálogos.

 

Para isso, o diretor Alexandre Reinecke escolheu três peças curtas do autor e as juntou em um mesmo espetáculo – que estreia dia 18 de março, às 21h30 no Teatro Nair Bello. No elenco, os atores Anderson Muller, Fernanda Paes Leme, Iara Jamra e Warney Paulo. Cenário de Márcio Vinicius, figurinos de Fábio Namatame e trilha sonora de Dan Maia completam a ficha técnica.

 

 

As peças: O Urso, O Pedido de Casamento e O Jubileu

O Urso e O Pedido de Casamento são duas comédias de costumes cheias de ação e jogos de linguagem, que giram em torno da sedução amorosa por parte de viúvas e senhoritas que visam – como não podia deixar de ser – fisgar um marido.

 

Com o mesmo espírito farsesco, O Jubileu coloca um gerente de banco e seu velho assistente às voltas com uma armadilha em que as personagens usam e são usadas, pela esposa e uma credora que nada tem a ver com o banco.

 

“Menos conhecidas do que seus já consagrados dramas, suas comédias em um ato, constituem pequenas obras-primas de alto valor dramatúrgico com as marcas típicas da poética tchekhoviana: brevidade e ligeireza dos diálogos, linguagem despojada e, principalmente, um humor ácido e crítico, que as mantêm extremamente atuais e divertidas para o mundo contemporâneo”, conta o diretor Alexandre Reinecke.

 

“As três comédias falam de amor, cada uma no seu estilo. Às vezes em conquistas, em separações. Elas também têm algo em comum, alguma doença física, às vezes um senhor manco, um cara com gota, uma senhora cheia de problemas”, diz o diretor, sobre os textos de Tchekhov, que foi médico durante a grande parte de sua carreira de dramaturgo e escritor. 

                                        

Para cenário e figurino, os criativos estão preparando algo com uma elegância básica e atemporal, mas que remeta à Rússia do final do século 19. São os próprios atores que montam e desmontam o cenário em cada troca de peça. “É quase como uma trupe que está apresentando seus espetáculos, como era feito naquela época”.

 

Sobre Anton Tchekhov

Anton Pavlovitch Tchekhov foi um médico, dramaturgo e escritor russo, considerado um dos maiores contistas de todos os tempos. Em sua carreira como dramaturgo criou quatro clássicos e seus contos têm sidos aclamados por escritores e críticos.  Tchekhov foi médico durante a maior parte de sua carreira literária, e em uma de suas cartas[4] ele escreve a respeito: “A medicina é a minha legítima esposa; a literatura é apenas minha amante.”

 

Tchekhov renunciou do teatro e deixou de escrever obras teatrais após a péssima recepção de A Gaivota em 1896, mas a obra foi reencenada e aclamada em 1898, interpretada pela companhia Teatro de Arte de Moscou de Constantin Stanislavski que interpretaria também Tio Vânia, As Três Irmãs e O Jardim das Cerejeiras. Estas quatro obras representam um desafio para os atores, bem como para o público, porque no lugar da atuação convencional Tchekhov oferece um “teatro de humores” e uma “vida submersa no texto”. A princípio Tchecov escrevia simplesmente por razões financeiras, mas sua ambição artística cresceu, e ele fez inovações formais que influenciaram na evolução dos contos modernos. Sua originalidade consiste no uso da técnica de fluxo de consciência, mais tarde adotada por James Joyce e outros modernistas, além da rejeição do propósito moral presente na estrutura das obras tradicionais.

 

Sobre o diretor

Reinecke começou sua carreira de diretor como assistente de direção de Paulo Autran em 2000, na peça DIA DA MÃES; desde então, já tem mais 40 peças em seu currículo, tendo dirigido grandes dramaturgos contemporâneos, dos mais variados gêneros, entre eles: Nelson Rodrigues, Plínio Marcos, Harold Pinter, Woody Allen, Marcos Caruso, etc. Além de grandes nomes do teatro brasileiro, como Beatriz Segall, John Herbert, Denise Weinberg, Norival Rizzo, Fabio Assunção, Arlete Salles, Reynaldo Gianecchini, Francisco Cuoco, entre outros.

 

Ficha técnica:

Textos: Antón Tchékhov

Direção: Alexandre Reinecke

Elenco: Anderson Muller, Fernanda Paes Leme, Iara Jamra e Warney Paulo

Cenário: Márcio Vinicius

Figurinos: Fabio Namatame

Trilha sonora: Dan Maia

Direção de Produção: Edinho Rodrigues

Realização: Brancalyone Produções e W7 Produções

 

Serviço

Teatro Nair Bello – R. Frei Caneca, 569 – Shopping Frei Caneca – 3º piso

Fone: 3472-2414

Temporada: De 18/03 a 08/05.

Sextas às 21h30, sábados às 21h e domingos às 18h

Ingressos: Sextas R$ 40,00, sábados e domingos R$ 50,00 (inteira)

Lotação: 240 lugares

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