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16 nov: Moacir Chaves Ocupação Glauce Rocha: nova peça, restreia, oficinas, debates

O diretor Moacir Chaves ocupa o Teatro Glauce Rocha em novembro e dezembro com duas peças, seis debates com elencos e público, e quatro oficinas ministradas por ele, Ana Barroso, Josie Antello e Julio Adrião na ocupação GLAUCE PARA TODOS

. estreia “UTOPIA D – 500 anos depois” [estreia 18 de novembro]

com Josie Antello e Julio Adrião 

. reestreia “IMAGINA ESSE PALCO QUE SE MEXE” [reestreia 16 de novembro]

com Elisa Pinheiro, Karen Coelho, Luísa Pitta e Monica Biel

. OFICINAS GRATUITAS

com Ana Barroso, Josie Antello, Julio Adrião e Moacir Chaves

 

“UTOPIA D – 500 anos” leva à cena trechos do livro UTOPIA, de Thomas More, publicado em 1516, em que o autor cria uma ilha-reino onde seria possível uma sociedade sem propriedade privada e sem intolerância religiosa, e as condutas sociais seriam regidas pela razão, e não pelo autoritarismo do Rei ou da Igreja.

 Através de um texto do século XVI, a peça faz uma reflexão sobre fatos dos séculos XX e XXI, e sobre as possibilidades da vida em sociedade hoje.

IMAGINA ESSA PALCO QUE SE MEXE foi construída a partir dos relatos do astrofísico João Ramos Torres de Mello Neto, e questiona a noção de felicidade calcada no pretenso sucesso e na competição com o outro, lançando a pergunta: Que importância tem isso, diante da nossa transitoriedade material e da nossa fragilidade no universo?

 

“IMAGINA ESSE PALCO QUE SE MEXE”

REESTREIA: 16 de novembro (5ªf), às 19h

LOCAL: Teatro Glauce Rocha Av. Rio Branco, 179 Centro / RJ (em frente ao metrô Carioca)  –  Tel: (21) 2220-0259

DEBATES:  dias 16/11,  07 e 21/12  (quintas) após as sessões

HORÁRIOS: quartas e quintas, às 19h / DURAÇÃO: 60 min / GÊNERO: comédia / INGRESSOS: R$30,00 e R$15,00 (meia entrada) / horário bilheteria: a partir de 14 h / CAPACIDADE: 202 lugares  / CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 12 anos / TEMPORADA: até 28 de dezembro (em 30/11 sessão com intérprete de libras)

“UTOPIA D – 500 anos depois”

ESTREIA: 18 de novembro (sábado), às 19h

LOCAL: Teatro Glauce Rocha – Av. Rio Branco, 179 Centro / RJ (em frente ao metrô Carioca)  –  Tel: (21) 2220-0259

DEBATES: dias 24/11, 01 e 15/12 (sextas) após as sessões

HORÁRIOS: sextas, sábados e domingos, às 19h / DURAÇÃO: 60 min / GÊNERO: drama / INGRESSOS: R$40,00 e R$20,00 (meia entrada) / horário bilheteria: a partir de 14 h / CAPACIDADE: 202 lugares

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 anos / TEMPORADA: até 30 de dezembro (em 16/12 sessão com intérpretes de libras)

Depois investigar os mistérios da física e do universo com a peça “Imagina Esse Palco Que Se Mexe”, o diretor Moacir Chaves faz uma viagem de volta no tempo, mais precisamente até 1516, para a criação de seu mais novo espetáculo: “UTOPIA D – 500 anos depois” (a letra “D” significa 500 em algarismos romanos) é carro-chefe da Ocupação GLAUCE PARA TODOS, que acontece nos meses de novembro e dezembro no Teatro Glauce Rocha.

Na peça estão os atores Josie Antello (atriz e parceira antiga do diretor, com quem trabalhou em diversos espetáculos, entre eles “Bugiaria”, “A Violência da Cidade”, “Valsa número 6”, “A Resistível Ascensão de Arturo Ui” e “Viver!”) e Julio Adrião (ator e produtor, entre outros, do espetáculo “A Descoberta das Américas”, que comemora onze anos em cartaz).

“UTOPIA D – 500 anos depois” nasceu do desejo de pensar a sociedade de hoje com suas crises e contradições, o que se deu através de um mergulho no livro UTOPIA, do filósofo inglês Thomas More (1478-1535), publicado em 1516.

Partindo deste texto do século XVI, contraposto a fatos dos séculos XX e XXI, Moacir Chaves pretende fazer uma reflexão sobre as possibilidades da vida em sociedade, do sentido e necessidade da repressão como mola mestra das condutas humanas.

“Estamos vivendo tempos difíceis, principalmente do ponto de vista sócio-político. Nunca, como vem acontecendo atualmente, a população brasileira se questionou tanto ou se posicionou tão veementemente sobre a nossa estrutura política, a ética, os direitos humanos e civis, as instituições religiosas, corrupção. É incrível como um texto escrito há exatos 500 anos torna-se agora mais atual do que nunca. Nos dias de hoje, tornaram-se não só importantes como necessárias as reflexões propostas por Thomas More. E foi por isso que optamos pela releitura desse clássico, no momento em que ele completa 500 anos. E é isso o que pretendemos com esse espetáculo: Fazer o público refletir sobre a sua realidade através do reconhecimento, da crítica e, muitas vezes, da ironia embutida em tudo isso.”, explica o diretor.

O diretor Moacir Chaves traz em seu currículo espetáculos reconhecidos e premiados como “Dom Juan”, com Edson Celulari e Cacá Carvalho; “Inutilezas”, com Bianca Ramoneda e Gabriel Braga Nunes; “Por um Fio”, de Drauzio Varela; “O Altar do Incenso”; com Marília Pêra e Gracindo Jr; e “A Lua Vem da Ásia”, com Chico Diaz, entre outros tantos. É considerado pelo crítico Nelson de Sá (Folha de São Paulo) como “uma autoridade na transposição de textos não teatrais para o palco”. Esta é a segunda vez que o diretor trabalha com o livro de Thomas More – em 2005, durante sua gestão no Teatro Maria Clara Machado, montou um outro espetáculo, com trechos do livro, chamado somente “Utopia”.

A MONTAGEM

A direção de Moacir Chaves aposta em um espetáculo provocador e bem humorado, com ênfase na comunicação entre palco e plateia, em busca de uma reflexão conjunta. Para isso, convidou dois atores com muita experiência em comédia e grande desenvoltura no trabalho corporal.

A peça conta com a participação especial da russa Elena Konstantinovna, professora de Técnica de Linguagem Falada e Cantada, que num dado momento entrará no espetáculo de forma pontual e inusitada.

FICHA TÉCNICA

Texto: Thomas More

Direção e Dramaturgia: Moacir Chaves

Atuação: Josie Antello e Julio Adrião

Participação Especial: Elena Konstantinovna

Direção Musical: Tato Taborda

Direção de Movimento: Josie Antello

Iluminação: Aurélio de Simoni

Figurino: Inês Salgado

Assistente de Direção: Tamie Panet

Fotografia: Daniel Barboza

Produção e Design: Fernando Alax

Realização: Julio Adrião Produções Artísticas

Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany

Este projeto foi contemplado pela Fundação Nacional de Artes – FUNARTE no EDITAL DE OCUPAÇÃO DO TEATRO GLAUCE ROCHA /2017.

OFICINAS GRATUITAS

Sempre aos sábados, de 14:30 às 17:30 horas

Capacidade: 30 vagas por oficina

Inscrições e informações pelo email: oficinasglauceparatodos@gmail.com

 

A ocupação GLAUCE PARA TODOS oferece quatro oficinas gratuitas:

25/11: Atuação e Sonoridade – Moacir Chaves   

A oficina visa discutir os limites do realismo na interpretação, utilizando para isso a obra dramática de Nelson Rodrigues, através da percepção da estrutura rítmica inerente a cada obra, criada através de recursos diversos, como pontuação e intervenção das rubricas.

02/12: Narrativa Física Solo – Julio Adrião  

Desenvolvimento de uma metodologia para a fabulação por meio da utilização do que cada ator possui de próprio – sua capacidade inata de comunicação – e o que tem de adquirido ao longo da vida – técnicas, físicas e vocais. O ator em estado puro e intenso, com entendimento e domínio dos seus canais de comunicação com o público.

09/12: Buscando o seu Clown – Ana Barroso

A oficina propõe uma investigação através de exercícios individuais e em grupo, jogos e improvisações, estimulando o surgimento das características cômicas e risíveis que podem ser aproveitadas na composição do clown.

 

16/12: Segmentação Corporal – Josie Antello

A técnica da Segmentação Corporal, que tem como sua base a Mímica Corporal de Etiènne Decroux e a Dança Clássica Indiana, proporciona ao aluno a possibilidade de um estudo minucioso e aprofundado sobre o controle e a consciência dos gestos, ampliação de repertórios físicos e criação de Partituras Corporais.

IMAGINA ESSE PALCO QUE SE MEXE – reestreia

A peça “Imagina esse Palco que se Mexe”, com direção de Moacir Chaves, foi construída a partir dos relatos do astrofísico João Ramos Torres de Mello Neto, professor titular da UFRJ e com uma importante carreira internacional. Os episódios da vida de João, nascido em Cruzeiro do Sul, Acre, são atravessados por ideias e conceitos científicos com os quais se relaciona ao longo de sua trajetória profissional.

Em sua fala, histórias da infância no interior evocam o mecanismo de transmissão de ondas de rádio pela ionosfera; o simples ato de beijar alguém é associado às explosões que ocorrem no interior das estrelas; o mecanismo da visão humana é entendido a partir das propriedades físicas da água; a criação do CERN – Centro Europeu de Pesquisas Nucleares, onde surgiu a internet, é contextualizada no mundo do pós-guerra e o próprio teatro serve como ilustração para a compreensão dos buracos negros e da curvatura do tempo-espaço.

A investigação do grupo foi guiada pelo interesse em observar o mundo que nos cerca e pelo questionamento daquilo que, nele, é tido como dado e evidente, motivado por entender as leis físicas que governam o espaço e cujo conhecimento, por si só, desmistifica a estabilidade aparente do universo e o suposto lugar de destaque nele ocupado pela humanidade.

As conexões entre o micro e o macrocosmo induzem a um questionamento da importância do homem na natureza e a um reposicionamento, ou fragmentação, da noção de sujeito na sociedade: o macro está no micro, e vice-versa. O espetáculo se dá no contraponto entre a pequenez do ser humano diante da imensidão cósmica e o profundo respeito à experiência da vida, cuja compreensão ganha novos significados e horizontes através da ciência.

Sendo assim, “Imagina esse palco que se mexe” aponta, com muito humor, para as seguintes perguntas: qual é o sentido de uma noção de felicidade calcada no pretenso sucesso e na competição com o outro, seja esse um continente, um país, uma classe, um concorrente? Que importância tem isso, diante de nossa transitoriedade material e da fragilidade de que nos sabemos possuidores, com base no pouco que a ciência conhece sobre o universo?

 

O espetáculo estreou em outubro de 2016 no SESC Copacabana e, depois de uma bem sucedida temporada, foi convidado pelo SESC a cumprir nova temporada no mesmo espaço, onde se manteve com sucesso até fevereiro de 2017. Foi indicado no Prêmio Shell na categoria Iluminação e no Prêmio Cesgranrio nas categorias Iluminação e Direção Musical.

FICHA TÉCNICA

Texto: Dramaturgia coletiva a partir dos relatos de João Torres de Mello Neto

Direção: Moacir Chaves

Elenco: Elisa Pinheiro, Karen Coelho, Luísa Pitta e Monica Biel

Iluminação: Paulo César Medeiros

Figurino: Inês Salgado

Direção Musical: Tato Taborda

Design: Dínamo / Alexsandro Souza

Assistência de Direção: Francisco Ohana

Fotos: Bruna Thimotheo

Produção: BB Produções Artísticas Ltda.

Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany

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