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10 peças de teatro que ganharam versões no cinema

Muitas grandes peças com sucesso de público e crítica saíram dos palcos para encantarem públicos em um projetor nas salas de cinema, tanto no Brasil quanto em diferentes cantos do mundo. Assim como obras adaptadas de livros, a nova linguagem costuma apresentar diversos elementos que antes não existiam, uma situação que não desmerece a qualidade desta releitura. Confira algumas peças que ganharam uma nova cara para as telonas.

Trair e coçar é só começar

A peça brasileira de maior sucesso de todos os tempos foi escrita pelo ator Marcos Caruso há mais de 24 anos. O mais interessante é que a história acontece em “tempo real”, envolvendo supostas traições de todos os casais e por todas as pessoas. A grande responsável por causar toda a discórdia é a empregada, que se mostra como um dos personagens mais cômicos da dramartugia nacional. O filme chegou aos cinemas em 2006.

Equus

A polêmica peça Equus trata de um drama que envolve a psicologia e a sexualidade de um rapaz, Alan Strang, que é internado por ter cometido um crime bárbaro. As partes do quebra-cabeça dessa história vão se construindo aos poucos, trazendo um suspense e muita reflexão ao espectador. Um dos pontos altos de todas as montagens é a transformação dos atores em cavalos, abrindo espaço para a discussão sobre a natureza humana. O filme estreou em 1977, quatro anos depois que a peça foi escrita.

Minha mãe é uma peça

Uma comédia despretensiosa escrita e interpretada por Paulo Gustavo, inspirada na própria mãe – que está muito distante da figura materna convencional. No entanto, todo mundo que a assiste pode encontrar traços da própria família nas situações que o ator e autor apresentam. Temas como obesidade, homossexualidade e drogas são abordados da maneira mais cômica possível. O filme foi um grande sucesso nos cinemas no ano passado e ganhará uma continuação em 2014.

Os homens são de Marte… E é pra lá que eu vou

O monólogo idealizado e interpretado por Mônica Martelli também tem muitos pontos autobiográficos. Um grande sucesso em cartaz há mais de 5 anos rodando os palcos brasileiros, a história trata de uma mulher que segue repetindo os mesmos erros em busca do verdadeiro amor. Em seu percurso, ela adquire o autoconhecimento e aprende a se respeitar. O filme, lançado recentemente, ganhou novos personagens e é uma das promessas do cinema para 2014.

Jezebel

A história ganhou ainda mais respeito depois que a sua versão cinematográfica espalhou-se por telas de todo o mundo. Lançado em 1938, com Bette Davis no elenco, o filme foi inspirado em uma grande produção da Broadway – o que causou uma grande polêmica na época, pois os atores dos palcos achavam que eles deveriam ter preferência para atuar na versão das telonas. A história envolve paixão e ousadia em meio a um surto de febre amarela em 1852. O enredo pró sulista, região dos Estados Unidos com predomínio da aristocracia rural, tem um fim trágico.

Chicago

Um grande sucesso tanto dos palcos quanto do cinema. Também inspirado em uma produção da Broadway, vários grandes atores já interpretaram os papéis de Velma Kelly, Roxie Hart e Billy Flynn. No cinema, as interpretações renderam prêmios e indicações ao Oscar, maior prêmio da indústria norte-americana. A história é uma sátira ao sistema corrupto que estava em voga nos Estados Unidos nos anos 20.

Evita

A história romantizada de uma dos maiores ícones da Argentina ganhou os palcos do mundo antes de ter uma exibição discreta nos cinemas. Milhares de pessoas já se emocionaram ao ver o clássico “Don’t cry for me Argentina”, tanto nos palcos, em suas diversas montagens em muitos países ou no cinema, quanto na voz da cantora Madonna, que chegou a ser premiada com o Globo de Ouro por sua atuação. O filme ganhou o mundo em 1996.

Romeu e Julieta

Um verdadeiro clássico de um dos maiores nomes da dramartugia. É difícil calcular quantas vezes Romeu e Julieta foi adaptado para o cinema, seja em releituras modernas ou mais clássicas. A trágica história de amor e briga entre famílias italianas conquistou palcos e ganhou o mundo na montagem de Baz Luhrmann, diretor de Moulin Rouge e O Grande Gatsby, lançado em 1996.

Cosi è se vi pare

Luigi Pirandello é um dos mais renomados autores da Itália, tanto em seus romances quanto em suas peças de teatro. Sua obra é encenada até hoje, mesmo muito tempo depois de sua morte. Um verdadeiro clássico de sua história, “Cosi è se vi pare”, ou “Assim é se lhe parece”, ganhou uma adaptação cinematográfica pela própria indústria italiana e teve um lançamento discreto em todo o mundo em 1974.

Reencontrando a felicidade

Apesar do nome do filme adaptado para o português não corresponder ao nome da peça, “A toca do coelho”, o filme teve o mesmo sucesso que a versão original. A atriz do longa, Nicole Kidman, recebeu sua terceira indicação ao Oscar, enquanto Cynthia Nixon, protagonista da versão dos palcos, recebeu o Tony Awards.

Rafa­ela Pie­tra é jor­na­lista e fotó­grafa, apai­xo­nada por cinema e teatro.

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